Mercados acompanham Meirelles e repercutem possibilidade de reforma ministerial

Este início de semana será marcado por uma série de eventos com a participação do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, enquanto o presidente Michel Temer se recupera de procedimento cirúrgico para retirada de sonda vesical e os mercados repercutem a notícia de que o governo prepara uma reforma ministerial para o ano que vem

MACROECONOMIA

  • Na pauta macroeconômica, destaque para as medidas que fazem parte do orçamento de 2018, que deverão ser entregues ao Congresso Nacional nesta segunda-feira.
  • Na terça-feira, o Banco Central divulga a ata da reunião do Copom às 08h00. Às 09h00, o IBGE divulga a Pnad Contínua de setembro, às 09h00. Nesse mesmo dia, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tem audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado às 10h e, antes disso, pode ir num evento do TCU.
  • Na quarta-feira, véspera de feriado nacional pelo dia de Finados, o IBGE divulga o indicador de produção industrial de setembro, às 09h00. Há ainda o resultado da balança comercial de outubro, às 15h00. Já na cena externa, destaque para a decisão do Fed sobre juros às 16h00.
  • Na pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira, o mercado manteve as expectativas de que a taxa básica de juros será reduzida a 7 por cento neste ano e ficará neste patamar em 2018, após o Banco Central deixar a porta aberta para novo corte no início do próximo ano, O Top-5, grupo que mais acerta as previsões, também não mudou suas estimativas para a Selic, a 7 por cento em 2017 e 2018. Na semana passada, o BC desacelerou o passo e reduziu a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual, a 7,5 por cento ao ano, deixando a porta aberta para novos e menos intensos cortes à frente.
Veja abaixo as principais projeções do mercado para a economia brasileira, de acordo com a pesquisa semanal do Banco Central com cerca de 100 instituições financeiras:

MERCADOS FINANCEIROS LOCAIS

  • O principal índice acionário da B3 caía nesta segunda-feira, com investidores preferindo a cautela diante de incertezas em relação ao avanço das reformas do governo e antes de uma agenda econômica mais intensa ao longo da semana. Às 11:31, o Ibovespa caía 0,9 por cento, a 75.289 pontos. O giro financeiro somava 1,35 bilhão de reais. Localmente, as atenções seguem voltadas ao noticiário político, à espera de novidades sobre a articulação do governo para avançar sua agenda econômica e passar uma reforma da Previdência, ainda que mais enxuta do que o esperado inicialmente. Os próximos dias serão marcados por eventos importantes para os mercados, como a reunião do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, além dos números sobre o mercado de trabalho norte-americano, na sexta-feira (leia mais aqui).
  • Já o dólar operava com leve alta ante o real nesta segunda-feira, após registrar a maior valorização semanal em quase cinco meses, com cautela sobre o avanço de medidas econômicas no Congresso Nacional em meio a incertezas políticas. Também estava no radar a escolha do próximo chair do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, o que deve ocorrer nesta semana ainda. Às 10:58, o dólar avançava 0,36 por cento, a 3,2554 reais na venda, depois de bater 3,2352 reais na mínima do dia, num movimento momentâneo de correção. O dólar futuro era negociado com alta de cerca de 0,50 por cento. Na semana passada, a moeda norte-americana acumulou valorização de 1,70 por cento, maior alta semanal frente ao real desde meados de maio, quando veio à tona a delação de executivos da JBS, que atingiu em cheio o governo do presidente Michel Temer (leia mais aqui).
  • As taxas dos contratos futuros de juros operavam com leves variações nesta segunda-feira, com o mercado cauteloso sobre a cena política brasileira e mostrando ceticismo com o andamento de importantes medidas econômicas do governo no Congresso Nacional, em especial a da Previdência. Além disso, o mercado aguardava a publicação da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), no dia seguinte, para ter mais pistas sobre os próximos passos do Banco Central sobre a Selic.

 

  • Os rendimentos dos Treasuries de 10 anos fecharam em queda na sexta-feira a 2,4191%, ante 2,454% no dia anterior; o Global 26 também teve seu rendimento em queda, a 4,4713%, ante 4,474% no dia anterior.

 

EMPRESAS

  • Na pauta corporativa desta segunda-feira, estão em foco as empresas Cielo, Itaú e Multiplan, que divulgam resultado do terceiro trimestre após o fechamento dos mercados.
  • Nesta manhã, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) reportou lucro líquido de 256 milhões de reais no terceiro trimestre, com o resultado refletindo incremento das margens operacionais em siderurgia e mineração, bem como melhor resultado financeiro no período, de acordo com dados não auditados divulgados nesta segunda-feira. O resultado foi o melhor para o ano, depois da siderúrgica ter registrado lucro líquido de 118 milhões de reais no primeiro trimestre e prejuízo de 640 milhões de reais no segundo trimestre deste ano, também de acordo com os dados não auditados (leia mais aqui).
  • O mercado também deve repercutir a notícia de que os dois maiores grupos de credores da Oi aumentaram o montante de recursos que se comprometem a injetar na operadora como parte de sua proposta para a reestruturação da companhia em recuperação judicial. Os credores se comprometeram anteriormente a injetar 3 bilhões de reais na Oi como parte da recuperação judicial da companhia. Depois de negociações em Nova York na semana passada com a diretoria executiva da Oi, o grupo de credores decidiu elevar a oferta, disseram as fontes, sem informar o novo montante. Segundo uma terceira fonte, a par do assunto, a proposta foi recebida pela empresa e está sendo analisada. Procurada, a Oi respondeu que não comentaria o assunto (leia mais aqui).

CENA EXTERNA

  • Na Ásia, o índice acionário de Xangai registrou a maior queda diária em 11 semanas nesta segunda-feira, pressionado pelas expectativas de uma nova onda de ofertas públicas iniciais de ações e por mais uma alta nos rendimentos dos títulos, sinalizando liquidez mais apertada. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 0,3 por cento, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,77 por cento, no pior desempenho desde meados de agosto (leia mais aqui).
  • No restante da Ásia a maioria dos mercados apresentou ganhos, com as ações de tecnologia impulsionadas por resultados sólidos nos Estados Unidos e com pré-encomendas fortes do iPhone X da Apple. O índice MSCI, que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão, tinha alta de 0,4 por cento às 7:13 (horário de Brasília).
  • Na Europa, os principais índices acionários rondavam a estabilidade nesta segunda-feira, mas a bolsa europeia subia mais de 1 por cento sustentada por manifestações no fim de semana a favor de uma Espanha unificada e por uma pesquisa mostrando liderança de partidos que se opõem à independência catalã. Às 7:54 (horário de Brasília), o índice FTSEEurofirst 300 caía 0,03 por cento, a 1.546 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdia 0,01 por cento, a 393 pontos.
  • O trabalho foi retomado normalmente na Catalunha (foto) e a calma reinava nas ruas, nesta segunda-feira, apesar dos clamores de políticos separatistas pedindo desobediência civil, em um sinal inicial de que o controle direto imposto por Madri para impedir a independência da região está vingando. Embora alguns funcionários do setor público ainda não tenham informado aos seus novos chefes se aceitarão ordens, a ausência de tumultos foi um alívio para os mercados financeiros, que operavam em alta. A Catalunha, uma região próspera com língua e cultura próprias, desencadeou a pior crise do país em décadas ao realizar um referendo de independência no dia 1º de outubro que os tribunais espanhóis consideraram ilegal. O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, assumiu o controle direto da região na sexta-feira, destituiu o governo secessionista e convocou uma eleição para 21 de dezembro (leia mais aqui).

 

 

 

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