Integração efetiva do compliance à gestão estratégica de riscos

A Thomson Reuters marcou presença no 6º Congresso de Compliance, realizado pelo Grupo Informa nos dias 29 e 30 de setembro, em São Paulo
People cross a street in Tokyo People cross a street in Tokyo March 18, 2015
REUTERS/Yuya Shino

José Leonelio de Souza, Head de Desenvolvimento de Negócios de Risco em parceria com Fábio Coimbra, coordenador do MBA Gestão de Riscos e Compliance da FECAP e especialista em Governança, Riscos e Compliance do Banco Central do Brasil abordaram o tema “Integração Efetiva do Compliance à Gestão Estratégica de Riscos”.

Compartilhamos com os congressistas os resultados de uma pesquisa da Thomson Reuters feita junto a 260 instituições financeiras em cinco continentes no fim do ano passado, mostrando que estão muito longe de avaliar seus riscos adequadamente ou de discutir esses riscos com seus conselhos de administração.

Apenas 14% das instituições relataram que a avaliação de risco de conduta está em pleno funcionamento internamente, enquanto 16% sequer adotam esse processo.

 “É preciso mapear. Senão a empresa de repente se vê num abismo, às vezes é irrecuperável”, afirmou José Leonelio, citando os casos recentes de Deutsche Bank e HSBC, que precisaram se desfazer de enorme quantidade de ativos por conta de sanções aplicadas em resposta a erros de funcionários. Segundo ele, ao estruturar seu modelo de compliance, é fundamental que a organização tenha pleno conhecimento dos riscos de sua atividade.

Segundo Coimbra, o tema compliance ganhou força no Brasil recentemente com a implementação da Lei Anticorrupção e a Operação Lava Jato e seus desdobramentos. Com isso, a abordagem das empresas tem sido focada nos riscos de conduta envolvendo corrupção e propinas nos relacionamentos com órgãos públicos e fornecedores, mas isso significa que os demais riscos não recebem a atenção devida e não fazem parte da visão estratégica da direção.  

Além de entender esses riscos, é necessária uma visão sistêmica dos mesmos, de acordo com os dois palestrantes. Um equívoco comum das empresas é cada área tratar de riscos isoladamente. Um problema com um fornecedor, por exemplo, pode ter impacto sobre a reputação da empresa. “Os riscos são interdependentes, os problemas nunca são relacionados a um tipo só: ou um causou outro ou aconteceram simultaneamente”, explicou Coimbra.

Deste modo, a gestão dos riscos precisa ser integrada e supervisionada pelo alto escalão da organização, que deve buscar reconhecer as inter-relações entre os diversos tipos e características de risco, passando por operações e estratégia.

“O perfil de risco de cada organização é único, mesmo empresas que atuam nos mesmos setores diferem em termos de cultura, agressividade, foco, processos, arquitetura organizacional e se relacionam de modo diferente com o ambiente externo”, disse Coimbra, explicando que isso vai contra a adoção de uma abordagem padronizada de compliance.

A estruturação da modelagem de riscos é um dos grandes desafios das empresas para atingir essa visão ampla, mas sem perder o foco em suas características particulares. Segundo José Leonelio, sem ferramentas adequadas, os profissionais da área têm dificuldades para distinguir o que tem baixo e alto risco, os riscos que realmente mais impactam sua organização e as probabilidades de concretização dos mesmos. Todos esses fatores devem ser levados em conta pelas companhias na elaboração de ações para evitar que os riscos se concretizem, completou.

Para auxiliar as empresas na busca por compliance, a Thomson Reuters oferece soluções como o World-Check, que cobre riscos reputacionais de pessoas e empresas em todo o mundo, e os Relatórios de EDD (Enhanced Due Diligence) para aprofundar o conhecimento das empresas, seus sócios e administradores, em especial nos casos de Fusões e Aquisições. Conheça mais sobre nossas soluções clicando aqui.

Uma das formas de evitar que as fraudes ocorram no sistema corporativo, é contar com controles como sistemas de compliance.

Autores:

Jose Leonelio, Thomson Reuters Risk Market Specialist
Fábio Coimbra, coordenador do MBA Gestão de Riscos e Compliance da FECAP