WEEK AHEAD: Foco em andamento nas reformas toma conta dos investidores

O esforço do governo para tentar retomar as reformas no Congresso Nacional, sobretudo a da Previdência, continua nesta semana, especialmente entre membros da equipe econômica

POLÍTICA

  •  Os ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Dyogo Oliveira (Planejamento) (foto abaixo) participam de eventos, que contarão com a presença de empresários, em São Paulo e em Brasília, e devem repetir o mantra de que, sem a aprovação da reforma da Previdência urgentemente, as contas públicas do país não serão equacionadas (leia mais aqui). A maratona dos ministros começou na quinta-feira, um dia após a Câmara dos Deputados ter decidido não autorizar o Supremo Tribunal Federal (STF) a julgar a denúncia de corrupção contra Temer, e não tem data para acabar.
  •  A vitória do presidente Michel Temer na Câmara dos Deputados na semana passada se deu com o apoio de 263 parlamentares, pouco acima da maioria, mas ainda distante dos 308 necessários para aprovar uma mudança constitucional, como a proposta para a Previdência, que além de tudo enfrenta grande resistência da população (leia mais aqui).

MACROECONOMIA

  • Entre os principais destaques da pauta econômica desta semana estão: os números do IPCA de julho, que o IBGE divulga na quarta-feira às 09h00, e o fluxo cambial de julho, apresentado pelo BC às 12h30 do mesmo dia. Na quinta-feira, a FGV divulga a primeira prévia do IGP-M de agosto às 08h00.
  • Nesta segunda-feira, destaque também para mais uma pesquisa Focus do Banco Central, em que os economistas reduziram suas revisões para a taxa básica de juros em 2017 e em 2018, com o grupo que mais acerta as projeções vendo a Selic igualar seu nível recorde de baixa já neste ano, em meio ao cenário de inflação e atividade econômica fracas. Para este ano, pela mediana das estimativas, a taxa de juros irá a 7,50 por cento, frente a 8 por cento esperados até então, mesmo patamar que deve fechar 2018. Para o próximo ano, as expectativas eram antes de 7,75 por cento. O Top 5, grupo que mais acerta as projeções na pesquisa semanal do BC, o cenário é de a Selic ainda mais baixa: 7,25 por cento em 2017, frente ao cenário de 7,50 por cento esperado antes. Para 2018, as contas permaneceram em 7,25 por cento, mesmo patamar recorde de baixa alcançado no final de 2012. (leia mais aqui).

 

EMPRESAS

  • Na agenda corporativa do dia, destaque para a divulgação dos resultados do segundo trimestre da BB Seguridade, antes da abertura dos mercados. A BB Seguridade, que reúne as participações do Banco do Brasil em seguros e previdência, registrou lucro líquido de 956,3 milhões de reais no segundo trimestre deste ano, queda de 12 por cento ante igual período de 2016 devido, principalmente, à retração nas receitas de investimento em participações societárias. O resultado, o mais baixo desde o quarto trimestre de 2014, veio após o declínio de 13,6 por cento nas receitas de investimento em participações societárias, que somaram 940,7 milhões de reais entre abril e junho. A BB Seguridade ainda cortou a projeção para o lucro líquido ajustado em 2017 para queda de 5 a 1 por cento, ante expectativa de crescimento de 1 a 5 por cento, conforme fato relevante divulgado separadamente nesta manhã.

MERCADOS FINANCEIROS LOCAIS

  • O principal índice da bolsa paulista operava no azul nesta segunda-feira, e voltava ao patamar dos 67 mil pontos, com destaque para as ações de empresas dos setores de siderurgia e mineração, em sessão de ganhos para os contratos futuros do minério de ferro e do aço na China. Às 11:46, o Ibovespa subia 0,55 por cento, a 67.266 pontos. O giro financeiro era de 1,6 bilhão de reais. Diante de uma agenda econômica mais esvaziada, o mercado segue monitorando as articulações do governo para avançar a sua agenda no Congresso Nacional, principalmente as reformas da Previdência, política e tributária. "Claro que não serão tão abrangentes..., nem definitivas, mas certamente seriam positivas para o país", escreveram analistas da corretora Guide Investimentos em nota a clientes, acrescentando, no entanto, que no curto prazo os esforços do governo devem ser direcionados para votação de medidas provisórias que demandam quórum menor e têm data para vencer (leia mais aqui)
  •  Já o dólar operava com leves oscilações ante o real nesta segunda-feira, com os investidores de olho na cena externa e também na articulação do governo para conseguir dar andamento às reformas. Às 10:12, o dólar avançava 0,20 por cento, a 3,1318 reais na venda, já tendo ido a 3,1334 reais na máxima do dia e a 3,1231 reais na mínima. O dólar futuro tinha queda de cerca de 0,10 por cento.

 

CENA EXTERNA

  • Na Ásia, os mercados acionários da China avançaram neste início de semana, após perdas no início da sessão, com os investidores apostando que novos dados continuarão mostrando forte crescimento econômico. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,52 por cento, enquanto o índice de Xangai teve alta de 0,54 por cento. Os analistas atribuíram as perdas na sessão aos investidores que aguardam os dados chineses que serão divulgados a partir desta semana (leia mais aqui).
  • As reservas cambiais da China aumentaram duas vezes mais do que o esperado em julho para a máxima de nove meses, uma vez que os regulamentos mais apertados e o dólar mais fraco mantiveram as saídas de capital sob controle. Uma redução nas saídas de capital --que são vistas como um dos maiores riscos da China—ajudou a aumentar a confiança neste ano, na medida que as autoridades pregam a estabilidade antes da mudança da liderança política nos próximos meses. As reservas estrangeiras da China, a maior do mundo, aumentaram em 24 bilhões de dólares em julho, para 3,081 trilhões de dólares. O aumento de junho foi de 3,2 bilhões de dólares, segundo dados do banco central publicados nesta segunda-feira.
  • Na Europa, as perdas nas ações da PostNL e da Paddy Power Betfair ofuscavam a alta nos setores de recursos básicos e de energia, levando os mercados acionários a cair nesta segunda-feira, após resultados robustos na sessão anterior. Às 7:57 (horário de Brasília), o índice FTSEEurofirst 300 caía 0,22 por cento, a 1.501 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdia 0,21 por cento, a 382 pontos. O STOXX teve seu melhor dia em três semanas na sexta-feira com a queda do euro, ajudando as empresas que ganham em dólares. O índice de blue-chips da zona do euro tinha queda de 0,23 por cento. "O euro provavelmente terá impacto no terceiro trimestre, com a queda de 10 por cento do euro reduzindo os ganhos por ação em cerca de 5 por cento", disse o estrategista-sênior da Mirabaud Asset Management, Valentin Bissat.
  • Os preços do petróleo recuavam nesta segunda-feira, se afastando das máximas de nove semanas, pressionados pelas preocupações com a produção em alta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e dos Estados Unidos. O petróleo Brent recuava 0,6 dólar, ou 1,14 por cento, a 52,13 dólares por barril, às 11:30 (horário de Brasília). O petróleo dos Estados Unidos caía 0,56 dólar, ou 1,13 por cento, a 49,02 dólares por barril Ambos os contratos estão 1 dólar abaixo dos níveis atingidos na semana passada, que marcaram a máxima desde maio, quando os produtores de petróleo liderados pela Opep ampliaram o acordo para reduzir a produção em 1,8 milhão de barris por dia (bpd) até o final de março. Desde então, as dúvidas giram em torno da eficácia dos cortes, uma vez que a produção da Opep atingiu a máxima de 2017 em julho e suas exportações atingiram um recorde.

 

 

 

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