Como lidar com a volatilidade cambial?

Em um mercado de câmbio extremamente volátil, os tesoureiros corporativos têm focado em três áreas chave em sua busca por uma gestão de risco cambial mais eficiente

Pelas experiências recentes, no Brasil e no exterior, tesoureiros corporativos sabem muito bem que devem esperar sempre o inesperado. Depois da montanha russa pela qual o mercado cambial passou nos últimos meses –devido aos solavancos externos causados pelo processo do Brexit, eleições na França e governo Trump, entre outros fatores –empresas expostas a esse mercado foram sacudidas mais uma vez no dia 18 de maio pelo terremoto político que abalou Brasília em meio às delações do frigorífico JBS na Operação Lava Jato.

Nesse dia, o dólar encerrou o pregão com a maior alta em mais de 18 anos –quando houve a maxidesvalorização do câmbio—, acima de 8 por cento e aproximando-se do patamar de 3,40 reais, depois de denúncias envolvendo o presidente Michel Temer que alimentaram percepções de que as reformas serão afetadas e, consequentemente, a recuperação da economia.

Nas semanas anteriores à mais essa crise no cenário político brasileiro, os mercados financeiros estavam vivendo uma espécie de lua-de-mel com o governo Temer, apostando que ele conseguiria angariar votos suficientes para aprovar as reformas no Congresso Nacional. Além disso, a economia vinha dando alguns sinais de recuperação, depois de dois anos seguidos de forte recessão. A inflação também vinha perdendo fôlego e possibilitando que o BC fizesse reduções importantes na taxa básica de juros, o que teria potencial para estimular o consumo.

 

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Período de incerteza

Esse é apenas mais um exemplo da volatilidade cambial que os tesoureiros corporativos têm enfrentado, já que até as moedas tradicionalmente estáveis, como a libra esterlina, passam por uma época de incertezas.

E não há previsão para que as turbulências no cenário interno e externo cessem em breve. No Brasil, a situação política pode ainda amargar meses de instabilidade e, no exterior, permancerão no radar fatores como as ambições nucleares da Coreia do Norte, as eleições alemãs em setembro e, claro, as investigações nos EUA sobre a a suposta interferência russa na eleição de Donald Trump.

Encontrar maneiras de minimizar as consequências negativas dessas taxas de câmbio extremamente flutuantes e conduzir um programa de gestão de FX consistente é atualmente um dos grandes desafios dos departamentos de tesouraria corporativa.

No recente NeuGroup FX Managers’ Peer Group, forum da empresa NeuGroup –líder na troca de conhecimento entre profissionais de tesouraria e finanças – patrocinado pela Thomson Reuters, profissionais globais das áreas de finanças identificaram três pontos-chave que devem ser observados na hora de lidar com pressões cambiais.

Assista ao vídeo - A maneira de mantê-lo à frente na tesouraria corporativa 

 

1.    Recrutamento de talentos para área de câmbio

Um dos principais pontos levantados pelo NeuGroup FX Managers’ Peer Group foi o desafio de encontrar profissionais talentosos e experientes na área de câmbio para atuar em tesouraria corporativa, especialmente para os cargos de analista e gerente sênior. Isso porque geralmente necessitam de pessoas experientes, já que não dispõem de tempo para treiná-las.

Durante esse forum, os participantes sugeriram que deveria existir algum tipo de troca de informação sobre candidatos que por pouco deixaram de ser contratados mas poderiam ser úteis para outra empresa. Algo como o Neu Group, ou uma espécie de bancos de dados que pudesse ser acessado pelos tesoureiros em busca de informações confiáveis. Dessa forma, a eventual busca por profissionais da área seria muito mais fácil. 

Assista ao vídeo - Conclusões do fundador do NeuGroup sobre o FX Managers’ Peer Group de 2017

2.    Foco na análise

Hoje em dia há grande ênfase sobre o crescente papel dos tesoureiros corporativos, especialmente porque esses profissionais têm gerenciado uma gama cada vez mais ampla de riscos, como:

·       Manutenção de liquidez

·       Risco de contrapartida

·       Risco operacional

·       Risco país

·       Programa global de gestão de riscos

Apesar do crescente escopo das funções desse profissional, o gerenciamento de câmbio continua sendo uma parte importante do papel dos tesoureiros corporativos –e ele começa com a capacidade de definir exposições cambiais e de coletar informações de qualidade sobre elas. Para ajudá-los nessa tarefa, esses especialistas têm expandido as capacidades de seus sistemas atuais ou até mesmo procurado ferramentas mais eficazes. 

3.    Pontuação dos bancos

No forum NeuGroup FX Managers’ Peer Group, diversos tesoureiros corporativos compartilharam as tabelas de pontuação que usam internamente para avaliar os bancos em quesitos como taxas de câmbio e performance nas operações cambiais. Eles também mostraram o que compartilham com seus bancos durante os seus balanços trimestrais ou anuais.

Monitorar desempenho e compartilhar as principais métricas empregadas durante esse processo pode ser comum, mas avaliar itens como a eficiência do post-trade podem gerar ganhos significativos no que diz respeito a serviços bancários e performance de execuções comerciais.

A maioria das tabelas de pontuação do grupo começou com dados de relatórios baixados do Thomson Reuters FXall . Novas ferramentas de Análise de Qualidade estarão disponíveis no FXall ainda este ano para tornar o seu serviço ainda mais eficaz.

Saiba mais sobre como o NeuGroup  e a Thomson Reuters podem ajudar sua organização a compartilhar melhores práticas e a implementar um programa de gerenciamento cambial mais eficaz