Agenda política permanece no foco dos mercados; petróleo tem salto

Os mercados iniciam a semana em compasso de espera sobre novos acontecimentos acerca do cenário político nacional e também de números sobre a economia brasileira, de olho no salto do petróleo no mercado internacional.

POLÍTICA

  • Os temores com a agenda econômica do governo continuam pairando sobre o mercado, em meio ao ceticismo sobre a capacidade política do presidente Michel Temer de emplacar as reformas no Congresso Nacional, em especial a da Previdência. Nesta segunda-feira, Temer se reúne com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e com o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, este depois de o governo decidir manter a operação de térmicas mais caras, apesar de uma melhora na expectativa de chuvas em novembro (leia mais aqui).
  • Nesta semana, a Câmara dos Deputados pode votar ainda medidas provisórias que alteram regras do setor de mineração, enquanto Planalto deve seguir com as tratativas para retomar a reforma da Previdência.
  • Destaque ainda para o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (foto), que afirmou nesta segunda-feira que não tem "desejo específico" de ser presidente da República, mas repetiu que esse tipo de decisão tem que ser tomada no futuro. Em entrevista à rádio BandNews, Meirelles repetiu que está trabalhando, no momento, para fazer a economia brasileira ter recuperação sustentada e que a decisão sobre 2018 tem de ser tomada apenas no futuro. O ministro voltou a falar sobre a entrevista que deu à revista Veja na última semana, explicando que a pergunta que causou polêmica foi se ele tinha consciência de que é presidenciável. E disse que tem "total consciência disso", porque as pessoas o citam como tal (leia mais aqui).

MACROECONOMIA

  • Entre os indicadores que serão divulgados nesta semana, a maior expectativa fica por conta do IPCA de outubro que o IBGE divulga na sexta-feira.
  • Na pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira, os economistas que mais acertam as previsões passaram a ver a taxa básica de juros mais baixa em 2018, com um corte em fevereiro, depois que a autoridade monetária optou pela liberdade de ação na condução da política monetária e deixou a porta aberta para mais reduções. Para o Top-5, a autoridade monetária deve promover uma redução na taxa básica logo na primeira reunião do ano de 0,5 ponto percentual, levando a Selic a 6,5 por cento, patamar em que ficaria até o final do ano. Para 2017, a projeção segue sendo de 7 por cento. Entretanto, a expectativa geral do mercado no levantamento feito com mais de uma centena de especialistas continua sendo de 7 por cento para ambos os anos.
 
Veja abaixo as principais projeções do mercado para a economia brasileira, de acordo com a pesquisa semanal do Banco Central com cerca de 100 instituições financeiras:

MERCADOS FINANCEIROS LOCAIS

  • O principal índice da bolsa paulista tinha leve alta nesta segunda-feira, buscando apoio no cenário de menos aversão a risco no exterior para manter o tom positivo, depois de registrar a maior queda semanal desde maio, enquanto a cautela com o cenário político local seguia pressionando os negócios. As ações da BB Seguridade eram destaque positivo na sessão, após a empresa reportar seu resultado do terceiro trimestre. Às 11:24, o Ibovespa subia 0,12 por cento, a 74.003 pontos. O giro financeiro era de 1,2 bilhão de reais (leia mais aqui).
  • O dólar recuava ante o real nesta segunda-feira, num movimento de correção após alcançar o maior patamar em quatro meses na última sessão, acompanhando o mercado externo, mas sem tirar a cena política local do foco. Às 10:19, o dólar recuava 0,62 por cento, a 3,2866 reais na venda, depois fechar no patamar de 3,30 reais e acumular alta de quase 2 por cento na semana passada. O dólar futuro tinha baixa de 0,90 por cento (leia mais aqui).
  • As taxas dos contratos futuros de juros recuavam nesta segunda-feira, com os investidores corrigindo parte do avanço da última sessão em dia de agenda doméstica esvaziada mas permanecendo atentos às articulações do presidente Michel Temer para reagrupar sua base e conseguir passar medidas de interesse do governo. "O governo precisa juntar esforços, faltando apenas seis semanas para que o Congresso entre em recesso. Afinal, Temer ainda sonha em aprovar o ajuste fiscal 'possível', que inclui, além das 'MPs do ajuste', a reforma da Previdência e simplificação tributária", citou a Corretora Guide em relatório. Há expectativa de que o presidente se reúna com líderes da base para articular apoio e as votações nesta segunda-feira e também nos próximos dias. Em meio a essa expectativa, os DIs passavam por uma correção depois da alta firme da última sexta-feira, quando o contrato com vencimento em janeiro de 2021, um dos mais líquidos, subiu 0,15 ponto percentual, por exemplo.
  • Os rendimentos dos Treasuries terminaram a sexta-feira com leves variações, após o relatório do governo norte-americano para outubro mostrar que os salários não subiram no mês, levantando preocupações sobre a continuidade da inflação baixa, embora recentes furacões tenham sido vistos como distorções para os dados. Os Treasuries de 10 anos apresentaram rendimento em queda a 2,3325%, ante 2,349% no dia anterior; o Global 26 teve rendimento em queda a 4,3696%, ante 4,404% no dia anterior.

EMPRESAS

  • Na cena corporativa, destaque para o balanço da BB Seguridades Participações. O lucro líquido da empresa subiu 20,7 por cento no terceiro trimestre na comparação anual, para 1,2 bilhão de reais, devido principalmente ao aumento das receitas de investimentos em participações societárias. O lucro líquido ajustado, que excluiu os efeitos da oferta inicial de ações do IRB Brasil-Resseguros, foi de 1 bilhão de reais, alta de 3,4 por cento na comparação com o mesmo período do ano passado. No trimestre, o lucro líquido foi impactado pela queda da taxa Selic e dos índices de inflação, o que levou o resultado financeiro combinado das empresas do grupo a uma queda de 6,3 por cento comparado ao mesmo período de 2016 (leia mais aqui).
  • O foco também segue sobre a operadora de telefonia Oi, que espera aprovar na semana que vem seu plano de recuperação judicial para avançar nas tratativas com a estatal chinesa China Telecom Corp, que estaria disposta a investir cerca de 20 bilhões de reais para se tornar futura controladora da empresa brasileira, disse à Reuters uma fonte próxima às negociações. Segundo a fonte, a aprovação do Plano de Recuperação Judicial é condição essencial para que as tratativas com os chineses avancem.
  • A OI (foto) informou nesta segunda-feira que os acordos de confidencialidade com dois importantes grupos de credores foram extintos sem que houvesse concordância sobre o plano de recuperação judicial da empresa. A operadora afirmou em comunicado ao mercado que os acordos de confidencialidade com o Comitê Internacional de Detentores de Bônus (IBC, na sigla em inglês) e o grupo Ad Hoc (AHC) de detentores de títulos "foram extintos". A Oi se reuniu com representantes dos principais grupos de credores nos dias 18, 19, 20, 23 e 24 de outubro para discutir os termos da reestruturação de dívidas, mas nenhum acordo foi alcançado (leia mais aqui). 

CENA EXTERNA

  • No exterior, esta segunda-feira está sendo marcada pelo avanço do petróleo, que chegou a atingir a máxima em mais de dois anos depois que o príncipe herdeiro da Arábia Saudita consolidou seu poder através de uma repressão à corrupção, provocando preocupação de que o dinheiro do Oriente Médio sairia dos mercados financeiros globais. Os preços do petróleo atingiram os níveis mais altos desde julho de 2015 nesta segunda-feira, conforme os mercados se apertam e com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita fortalecendo seu poder durante o fim de semana, através de uma repressão anticorrupção que incluiu prisões de pessoas poderosas. O petróleo Brent subia 0,37 dólar, ou 0,6 por cento, a 62,44 dólares por barril, às 9:13 (horário de Brasília). O petróleo dos Estados Unidos avançava 0,32 dólar, ou 0,58 por cento, a 55,96 dólares por barril. Os preços do Brent chegaram a tocar 62,90 dólares, nível mais alto desde julho de 2015, mais de 40 por cento acima das mínimas de junho de 2017. O petróleo nos EUA também teve máxima desde julho de 2015, subindo cerca de um terço ante as mínimas de junho deste ano.
  • Na Ásia, o mercado acionário da China terminou em alta nesta segunda-feira uma vez que os robustos ganhos das empresas de consumo e de saúde ajudaram o mercado a recuperar as perdas anteriores após restrições de Pequim terem pesado sobre os setores bancário e imobiliário. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,72 por cento, enquanto o índice de Xangai teve alta de 0,52 por cento (leia mais aqui).
  • Já o índice MSCI, que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão, tinha variação positiva de 0,01 por cento às 7h28 (horário de Brasília).
  • Na Europa, os mercados acionários operavam com perdas nesta segunda-feira após altas recentes, com o recuo nas negociações asiáticas pesando e em meio a alguns resultados decepcionantes. Às 8:15 (horário de Brasília), o índice FTSEEurofirst 300 caía 0,12 por cento, a 1.556 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdia 0,05 por cento, a 396 pontos. As negociações eram pressionadas pelas fortes quedas das empresas holandesas SBM Offshore e Vopak, após resultados mal recebidos.
  • Já o líder destituído da Catalunha, Carles Puigdemont, foi liberado da custódia nesta segunda-feira, quando um tribunal de Bruxelas determinou que ele poderia permanecer em liberdade na Bélgica até ouvir as acusações de rebelião da Espanha contra ele. A decisão do tribunal significa que Puigdemont, que deixou a Espanha no mês passado depois que Madri destituiu seu governo separatista e dissolveu o Parlamento catalão, está livre para fazer campanha pela independência antes de uma eleição regional marcada para 21 de dezembro. A eleição está tomando a forma de um referendo de independência de facto (leia mais aqui).

 

 

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