Compliance no setor financeiro: dois pesos, duas medidas

Mulheres que trabalham na área de finanças enfrentam penalidades mais severas do que os homens em casos de má conduta

Um estudo realizado recentemente pelo National Bureau of Economic Research (NBER) apontou que as mulheres em empregos na área financeira enfrentam ações disciplinares mais severas do que seus pares do sexo masculino quando se trata de má conduta.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores da NBER revisaram medidas disciplinares entre 1,2 milhões de profissionais do setor financeiro. Enquanto os estudos geralmente destacam a discriminação de gênero baseando-se em diferenças salariais ou formas de contratação pouco objetivas, o documento da NBER tomou como base medidas disciplinares impostas por violações éticas.

Assim, o estudo analisou dados de 1,2 milhões de funcionários de empresas do setor financeiro dos EUA – tanto corretores quanto consultores de investimentos – registrados na Financial Industry Regulatory Authority (Autoridade Reguladora do Setor Financeiro) entre os anos de 2005 e 2015. Entre eles, os autores do estudo observaram que 83% dos profissionais que ocupavam cargo de gerência e 83% dos executivos ou proprietários eram homens.

 

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Durante a elaboração do relatório, os pesquisadores encontraram até mesmo evidências de "discriminação baseada no gosto” –geralmente inconsciente. Um desses casos, por exemplo, é quando homens preferiam contratar e trabalhar com homens. Eles também descobriram que as empresas com maior percentual de executivos do sexo masculino determinaram punições mais severas para as mulheres do conselho em casos de má conduta, além de serem muito menos propensas a contratar funcionárias com esse histórico.

 

Confira abaixo outras importantes conclusões do estudo:

  •        Um número desproporcional de denúncias contra as mulheres por falta de conduta partiu da própria empresa (41% em comparação aos 28% entre os homens) em vez de clientes ou órgãos reguladores;
  •        As mulheres correram risco 20% maior de perder seus empregos do que os homens;
  •        Após a violação ter vindo à tona, 55% das mulheres renunciaram ou foram desligadas da empresa. Entre os homens esse número caiu para 46%;
  •        Ao serem desligadas das empresas, as mulheres firmaram acordos que incluíam menos benefícios
  •        Os homens conseguiram ser reempregados em 47% do tempo, enquanto apenas 33% das mulheres conseguiram o mesmo

 

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Menos propensas a incorrer em violações graves e dispendiosas

O estudo do NBER também concluiu que as mulheres receberam penalidades mais rígidas independentemente do seu desempenho –e apesar de suas violações de comportamento serem menos prejudiciais às empresas e de elas apresentarem menores riscos de repetí-las. Os pesquisadores afirmaram, inclusive, que "os homens são três vezes mais propensos a incorrer em má conduta, têm duas vezes mais risco de reincidência e geram prejuízos às empresas 20% maiores.

Resultados não se restringem ao setor financeiro

Embora o estudo tenha apenas considerado o setor financeiro, os resultados reverberam os encontrados em outras indústrias tradicionalmente masculinas, como a de tecnologia, direito e medicina. Uma análise de 500 casos disciplinares perante a American Bar Association, por exemplo, descobriu que as advogadas tinham 35% de risco de perder sua licença enquanto para os homens na mesma situação esse número só chegava a 17%.

Diversidade no local de trabalho: uma estratégia comercial

Não é novidade que, ao longo da história, empresas dos mais variados setores têm resistido à diversidade de gênero em seus quadros, sobretudo quando se trata de cargos de liderança. No entanto, o mundo corporativo tem começado a perceber a importância da diversidade e da inclusão nesta época em que o público exige cada vez mais transparência.

Em agosto de 2016, a Business Roundtable (organização de CEOs que representam 15 milhões de trabalhadores) incluiu pela primeira vez a diversidade como um dos itens necessários para se compor um conselho empresarial em seu guia “Princípios de Governança Corporativa”. E, no mês passado, mais de 150 CEOs das principais empresas do mundo assinaram o documento CEO Action for Diversity & Inclusion ™, em que se comprometem a culivar ativamente um local de trabalho que promova a diversidade e a inclusão.

 

 

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Mulheres contribuem para um melhor desempenho

Os estudos mostram claramente que acolher mulheres no local de trabalho pode oferecer benefícios significativos às empresas. Por exemplo:

  •        Uma pesquisa realizada em 2016 com mais de 20 mil empresas em 91 países apontou que empregar mais executivos do sexo feminino está vinculado ao aumento de lucratividade para o negócio;
  •        De acordo com a empresa de consultoria de gerenciamento global McKinsey & Co., as empresas que possuem diversidade de gênero em seus quadros são 15% mais propensas a superar seus concorrentes, e aquelas com diversidade étnica aumentam esse número para 35%;
  •        Um estudo realizado ao longo de dez anos com 300 start-ups norte-americanas mostrou que aquelas em que o fundador era do sexo feminino tiveram desempenho 63% acima das outras em que seus fundadores eram homens.
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Diversidade no local de trabalho: crucial na economia global

Em um mercado globalizado, uma liderança e força de trabalho diversificadas podem melhorar a eficácia da organização, aumentar a produtividade e o nível de inovação e ainda contribuir para a qualidade de relacionamentos com os clientes.

O incentivo a uma força de trabalho mais inclusiva começa pela abordagem dessas questões por meio de treinamento de funcionários, como nos cursos online Thomson Reuters Inclusion and Diversity Training, Preventing Sexual Harassment and Preventing Discrimination and Harassment. 

 

 

 

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