As tendências disruptivas que moldarão o futuro dos serviços financeiros

Afinal, será que as inovações nos serviços financeiros farão com que os bancos desafiem os modelos emergentes de pequenas e modernas fintechs? Ou eles terão mesmo é que se preocupar com os novos desafios impostos pelos corporações globais de tecnologia?
Um importante relatório do Fórum Econômico Mundial, “Beyond Fintech” (Além da Fintech, em português) ", foi publicado no final de agosto passado. Esse é um projeto que, desde seu início, quatro anos atrás, em Davos, venho acompanhando de perto, e que surgiu da necessidade de se pesquisar mais sobre as forças disruptivas que moldarão o futuro dos serviços financeiros. Queríamos encontrar respostas para as seguintes questões:
  •  Como a inovação remodelará a estrutura dessa indústria?
  •  Que tipo de experiência os serviços financeiros oferecerão no futuro?
  •  E, num sentido mais amplo, quais serão as implicações dessas mudanças para o sistema financeiro como um todo?

Os desafios estratégicos e as oportunidades que virão, que são claramente delineadas pelo relatório, têm implicações extremamente importantes. Todas essas implicações importam para nós porque afetam diretamente nossos clientes e a ampla comunidade de parceiros e de colaboradores da indústria com os quais nos envolvemos por meio de nossa abordagem de plataforma aberta.

 

A seguir, confira as principais conclusões que o relatório oferece:

Os inovadores das fintechs são menos disruptivos do que o esperado

Os inovadores das chamadas fintechs parecem ser menos disruptivos do que se esperava. Isso porque, na verdade, eles não conseguiram criar um novo modelo de concorrência nem desafiar as instituições financeiras tradicionais. Uma das limitações para esses criadores das fintechs tem sido o fato de que as novas tecnologias não conseguem criar novas infraestruturas de mercado, a menos que grupos se unam para construir um ecossistema viável. 

Ou seja: novas tecnologias não conseguem prosperar sem o apoio da comunidade.

Em vez disso, as instituições financeiras tradicionais incorporam rapidamente qualquer novidade utilizando o ecossistema de inovação das fintechs como uma espécie de “prateleira de recursos”. No entanto, o espaço das fintechs no mercado continuará a crescer, mas muito mais devido às regulamentações mais brandas que elas enfrentam –minimizando seus riscos – e até à facilidade de manter funcionários em incubadoras.

 

Empresas de tecnologia: parceiros ou concorrentes?

O maior desafio para as instituições financeiras é que grandes empresas de tecnologia irão abocanhar seus negócios. Esta ameaça está se tornando mais aguda porque as grandes empresas de tecnologia têm sido pioneiras em redefinir as expectativas dos clientes quanto aos serviços. Portanto, as instituições financeiras estão se voltando cada vez mais para essas empresas (como fornecedoras), a fim de rever seus próprios sistemas e melhorar a experiência que oferecem aos clientes -- particularmente nas áreas de computação em nuvem, inteligência artificial e análise de Big Data.

Embora esta estratégia tenha acelerado a inovação, há o risco de, no futuro, as empresas de tecnologia deixarem de ser parceiros para transformarem-se em concorrentes, oferecendo serviços financeiros diretamente e alavancando seus grandes conjuntos de dados de clientes e marcas de peso.

Essa competição, entretanto, não será cara a cara. Isso porque as empresas de tecnologia estão, em muitos casos, redefinindo sutilmente os limites dos serviços financeiros, sobretudo nas áreas de pagamentos e de comércio eletrônico, o que complica ainda mais as coisas para as instituições financeiras.

Adaptação às mudanças regulatórias

O consenso regulatório global que houve após a crise financeira global está começando a enfraquecer, com sistemas financeiros distintos na China, Europa e Estados Unidos. Para ser bem-sucedido é necessário se adaptar rapidamente às mudanças regulatórias em larga escala (como a MiFID II) e, ao mesmo tempo, manter-se ágil para lidar com demandas regulatórias regionais em mercados emergentes e em setores como o de pagamentos.

As lições a serem extraídas dessa pesquisa para o futuro da nossa indústria são muito importantes, ainda mais em um momento em que experimentamos inovação e mudanças a uma velocidade vertiginosa.

O que as instituições financeiras precisam fazer daqui em diante?

Duas conclusões da pesquisa são particularmente importantes para as instituições financeiras que no futuro desejam sair vencedoras. Aquelas instituições já estabelecidas no mercado devem abraçar as mudanças, associando-se e colaborando em ecossistemas abertos com as fintechs. E precisam seguir o exemplo das empresas de tecnologia, criando a partir da experiência do cliente, e não dos produtos.

 

 

 

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