Após um período de ajustes operacionais detalhados em nosso balanço do comércio exterior de 2025, as corporações agora buscam maturidade digital plena.
O cenário econômico para comércio exterior em 2026 indica um crescimento moderado, acompanhado por mudanças profundas na política tributária e aduaneira do país.
Entender esses vetores de mudança é fundamental para que o profissional consiga antecipar riscos e aproveitar as janelas abertas por novos acordos internacionais.
A seguir, analisamos as principais projeções macroeconômicas e os desafios tecnológicos que moldarão a rotina operacional no próximo ano.
Cenário econômico para comex em 2026 e projeções macroeconômicas
O desempenho comercial neste ano será condicionado pela busca de estabilidade fiscal e pelo controle da inflação.
Diferente do crescimento global observado anteriormente, a Organização Mundial do Comércio (OMC) projeta uma desaceleração para cerca de 0,5% em 2026. Esse ritmo reflete o impacto de novas tarifas globais e incertezas políticas.
No Brasil, o cenário econômico comex 2026 prevê uma recuperação moderada do superávit comercial, estimado entre 70 bilhões e 90 bilhões de dólares. As exportações devem somar entre 340 bilhões e 380 bilhões de dólares, sustentadas pela demanda asiática.
Impacto da taxa de câmbio e dos juros na competitividade externa
A taxa de câmbio projetada em até 5,50 reais por dólar deve atuar como um fator de competitividade para o exportador nacional. Esse patamar favorece o preço do produto brasileiro, embora encareça a importação de insumos.
No campo monetário, a taxa Selic iniciou o ano em patamares elevados após fechar 2025 em 15%. Segundo o Boletim Focus, a projeção é que os juros recuem para 12,25% até o fim de 2026. Esse custo financeiro ainda alto exige disciplina de caixa e um planejamento logístico rigoroso para preservar as margens de lucro.
Crescimento do PIB e o comportamento das importações de insumos
As estimativas indicam que o PIB brasileiro deve apresentar um crescimento de 1,8% em 2026. Esse avanço acompanha o esforço para manter a inflação sob controle, com o IPCA projetado em 4,06%, situando-se dentro do intervalo de tolerância.
Para o importador, a valorização da moeda estrangeira e a pressão inflacionária exigem o uso estratégico de dados para a gestão de estoques e, para apoiar essa gestão, o ONESOURCE Data Analytics transforma o monitoramento desses indicadores em painéis estratégicos que auxiliam na tomada de decisão. Além disso, o ONESOURCE Comex Data e Comex Content fornece o acesso automático a taxas de câmbio e alíquotas atualizadas.
Reforma tributária e a fase de transição para o IVA dual
O ano de 2026 marca o início da transição fiscal com a entrada das alíquotas de teste para o modelo de IVA dual proposto pela Reforma Tributária. As empresas agora enfrentam o desafio de adaptar seus sistemas para o destaque da CBS e do IBS nos documentos fiscais eletrônicos.
Esta fase serve para calibrar os sistemas de ERP e avaliar a performance operacional antes das mudanças definitivas de 2027. A preparação técnica em 2026 é o que garantirá a segurança jurídica necessária para as operações de longo prazo.
Implementação das alíquotas de CBS e IBS no comércio internacional
Desde 1º de janeiro de 2026, as empresas devem destacar as chamadas alíquotas simbólicas em suas notas fiscais. De acordo com as orientações da Receita Federal, as taxas foram fixadas em:
- 0,9% para a CBS;
- 0,1% para o IBS.
Embora não haja cobrança efetiva nessas taxas iniciais, o registro é obrigatório para validar os fluxos de dados e preparar os sistemas para o split payment.
Essas novas tarifas 2026 exigem que o gestor atualize seus parâmetros fiscais de forma precisa e o ONESOURCE Comex Data e Comex Content fornece a atualização automática dessas regras diretamente para o sistema da empresa.
Benefícios para a desoneração das exportações e segurança jurídica
Uma das principais tendências para comex em 2026 é o fortalecimento da competitividade pelo fim da cumulatividade tributária.
O novo modelo de IVA Dual (CBS e IBS) aplica tributação no destino, desonerando exportações de resíduos tributários acumulados e eliminando o "efeito cascata" em cadeias produtivas. Com isso, o setor de comex ganha imunidade ampla em serviços vinculados a exportações, como frete internacional, armazenagem e seguros, sem incidência de CBS/IBS. Isso reduz o custo Brasil, padroniza regras e acaba com a guerra fiscal, impulsionando vendas externas.
Evolução tecnológica e a gestão plena via DUIMP
Em 2026, a gestão de importação atinge sua maturidade digital com a ampliação da obrigatoriedade da DUIMP. O cronograma oficial estabelece marcos importantes entre janeiro e março, com a migração completa prevista para dezembro de 2026.
Essa mudança centraliza os dados e permite uma governança mais robusta da cadeia de suprimentos. A tendência é uma operação menos burocrática, onde o uso de tecnologias avançadas garante a velocidade exigida pelo mercado internacional.
Integração de inteligência artificial e blockchain na rastreabilidade aduaneira
A segurança nas trocas internacionais ganha novas camadas de proteção com a aplicação de inteligência artificial e blockchain no Portal Único. Conforme as projeções de revolução digital no setor, essas ferramentas serão fundamentais para validar a autenticidade de documentos e detectar padrões de risco em tempo real.
O ONESOURCE Document Automation contribui no processamento de informações com maior agilidade e sem erros manuais e fornece o suporte necessário para que o profissional gerencie grandes volumes de dados, mantendo a conformidade enquanto a operação ganha velocidade.
Automação do despacho e conformidade com órgãos anuentes
A agilidade no fluxo de mercadorias em 2026 resulta diretamente da integração total com órgãos anuentes como Anvisa e Mapa, consolidada via DUIMP no Portal Único.
Para sustentar esse ritmo no dinâmico cenário econômico comex 2026, torna-se essencial automatizar a validação de licenças pelo módulo LPCO, evitando gargalos e garantindo liberações em massa.
E o uso do ONESOURCE Importação facilita essa conexão, garantindo que as informações enviadas às autoridades estejam sempre precisas. Dessa forma, o tempo de permanência da carga no porto é reduzido, e o importador navega com confiança por um sistema aduaneiro moderno e automatizado.
Tendências globais e a relevância do compliance ESG
O cenário internacional exige que as empresas brasileiras adotem uma postura transparente sobre o impacto de suas operações.
Conforme as diretrizes de compliance ESG detalhadas pela Via Floresta, a sustentabilidade tornou-se um requisito obrigatório para o acesso a mercados desenvolvidos. A sinalização de novos impostos seletivos sobre itens nocivos reforça a necessidade de uma gestão de portfólio consciente já em 2026.
O uso do ONESOURCE Supply Chain Compliance ajuda a monitorar parceiros de negócios e garantir a conformidade com as normas ambientais globais. Esse controle assegura que o exportador demonstre a integridade de sua operação, posicionando-se de forma favorável em negociações internacionais.
Regionalização e os acordos internacionais 2026
A diplomacia comercial brasileira entra em uma fase decisiva com a execução de novos tratados. Os acordos internacionais 2026 incluem a fase final do tratado Mercosul-União Europeia, aprovado pelos países do bloco em 09 de janeiro. Além disso, a vigência do acordo Mercosul-EFTA e a expansão para os Emirados Árabes Unidos abrem novas janelas comerciais.
Para aproveitar essas oportunidades, o ONESOURCE Global Classification ajuda a minimizar o tempo gasto na determinação tributária dos produtos. O sucesso nessas janelas depende da capacidade do gestor em alinhar sua estrutura tecnológica às exigências de cada bloco econômico.
A preparação técnica para um ano de transição
A análise das tendências comex 2026 revela que o sucesso operacional dependerá da capacidade de adaptação às mudanças tributárias e digitais.
O cenário exige uma visão integrada, onde a conformidade e a eficiência caminham juntas para proteger a rentabilidade. O novo período será voltado para a otimização de processos por meio da automação de alta performance.
Nesse contexto, a Thomson Reuters fornece a base de informação e tecnologia necessária para que o gestor lidere essa transição com segurança. Nossas soluções atuam como coadjuvantes estratégicos para que o profissional tome decisões fundamentadas em dados precisos:
- Plataforma ONESOURCE Global Trade para automação e controle centralizado;
- Soluções de análise de dados para identificação de economia em novas tarifas 2026;
- Ferramentas de compliance para monitoramento de acordos internacionais 2026 e normas ambientais.
Antecipe riscos e garanta a agilidade exigida pelo mercado global com uma estrutura tecnológica completa e atualizada.
O poder de decisão permanece com o usuário, que encontra na tecnologia o suporte para transformar as exigências regulatórias em oportunidades de crescimento sustentável.