O balanço do comércio exterior em 2025 mostra resultados históricos que consolidam o Brasil como um player estratégico no cenário global.
O ano foi marcado por uma transição regulatória profunda, impulsionada por aspectos como a Reforma Tributária, o Novo Processo de Importação e pela modernização dos processos no Portal Único.
Entender os números finais deste ciclo é fundamental para planejar 2026 com base em dados reais e tendências confirmadas.
A seguir, confira os indicadores e as mudanças normativas que definiram o sucesso das estratégias brasileiras no último ano.
Desempenho da balança comercial 2025 e o recorde nas exportações
O Brasil encerrou o ano com um desempenho excepcional em suas trocas internacionais.
De acordo com dados consolidados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) divulgados pela Forbes, o balanço do comércio exterior em 2025 registrou um superávit de 68,293 bilhões de dólares. Este resultado representa o terceiro maior saldo positivo da série histórica do país. Conforme reportado, esse montante foi alcançado por meio de:
- Exportações recordes que somaram 348,7 bilhões de dólares;
- Importações que totalizaram 280,4 bilhões de dólares;
- Crescimento de 6,7% nas entradas de mercadorias em comparação ao ano anterior.
O cenário demonstra que, apesar dos desafios macroeconômicos, o volume das operações brasileiras manteve uma trajetória de expansão sustentada.
Resultados dos setores de agropecuária e indústria extrativa
A força do balanço comercial brasileiro foi impulsionada pelo desempenho robusto de setores estratégicos.
A agropecuária registrou um crescimento expressivo, sustentada pelos embarques recordes de soja, milho e carnes. Paralelamente, a indústria extrativa apresentou alta significativa, aproveitando a demanda internacional contínua por minério de ferro e petróleo. Já a indústria de transformação, embora em ritmo mais discreto, manteve uma variação positiva no período.
Esses números confirmam a importância da diversificação da pauta exportadora para garantir a estabilidade do fluxo comercial brasileiro.
Influência dos preços internacionais e o fechamento do ano
O resultado financeiro de 2025 foi influenciado pela oscilação nos preços internacionais das commodities.
Durante o ano, produtos fundamentais como petróleo e minério de ferro enfrentaram quedas de preço no mercado global, o que exigiu um volume maior de embarques para sustentar a receita. Por essa razão, o superávit final de 68,293 bilhões de dólares é ainda mais relevante, pois demonstra a eficiência operacional do exportador nacional.
Para gerenciar essa volatilidade, soluções como o ONESOURCE Data Analytics e o ONESOURCE Trade Analyzer ajudam a identificar oportunidades de economia mesmo em cenários de preços instáveis. Complementarmente, o ONESOURCE Comex Data e Comex Content garantem o acesso automático a taxas de câmbio e alíquotas, fornecendo a base técnica para um planejamento financeiro seguro.
Consolidação da DUIMP e a nova fase do Portal Único
A Declaração Única de Importação (DUIMP) consolidou-se em 2025 como o eixo central da modernização aduaneira. Integrada ao Portal Único de Comércio Exterior, essa mudança substituiu gradualmente modelos antigos e eliminou gargalos burocráticos.
A transição para o ambiente digital permitiu que as empresas gerenciassem suas operações com maior transparência. Conforme o cronograma atualizado pelo governo, a migração completa para a DUIMP está prevista para dezembro de 2026, ocorrendo de forma gradual por modal e tipo de operação.
Redução do tempo médio de importação e ganhos de eficiência
A digitalização dos processos trouxe resultados mensuráveis para a produtividade das empresas brasileiras. Essa agilidade foi favorecida pela integração com órgãos anuentes como Anvisa e Mapa. Para os operadores, estimativas do Ministério do Desenvolvimento (MDIC) indicam que essas melhorias resultem em uma economia anual superior a 40 bilhões de dólares.
Com o ONESOURCE Importação é possível se integrar a esse ecossistema digital e mitigar riscos.
Geopolítica e a expansão para novos mercados
O cenário internacional de 2025 exigiu que o Brasil revisse suas alianças diante do protecionismo global. As tarifas elevadas impostas pelos Estados Unidos em meados de julho impactaram cadeias de suprimentos, mas abriram espaço para o fortalecimento de laços com a Ásia e o Oriente Médio. O país consolidou sua posição como parceiro neutro, ampliando significativamente as vendas para a China e a Índia.
Avanços em acordos internacionais e sustentabilidade
O fechamento comércio exterior 2025 também foi marcado por progressos diplomáticos importantes. De acordo com informações de janeiro de 2026, os países da União Europeia aprovaram a assinatura do acordo com o Mercosul, embora a formalização ainda dependa do Parlamento Europeu. Além disso, o Brasil registrou avanços:
- Assinatura do acordo comercial com o bloco EFTA;
- Expansão das negociações bilaterais com Singapura e Emirados Árabes Unidos;
- Adequação às exigências de compliance ESG para garantir a aceitação dos produtos nacionais.
Para navegar nesse novo cenário, o uso do ONESOURCE Trade Analyzer permite aos gestores identificar nichos de crescimento e mapear riscos antes de iniciar operações em novos mercados.
O legado de 2025 para a maturidade das operações
O balanço comércio exterior 2025 confirma que a maturidade das operações aduaneiras depende da união entre tecnologia e conformidade. O encerramento do ano com o terceiro maior superávit da história prova que a modernização digital e o alinhamento às normas globais são os motores da competitividade nacional.
Nesse cenário, a Thomson Reuters atua como parceira estratégica ao fornecer os ativos necessários para o sucesso das corporações.
Nossas soluções de comércio exterior permitem que o gestor mantenha o controle total sobre seus processos com precisão e segurança. Ao utilizar essa estrutura tecnológica, as empresas transformam as exigências regulatórias em oportunidades de eficiência operacional e crescimento sustentável.