Pensar fora da caixa de seleção: qual a importância do compliance?

O que é uma força de trabalho em conformidade? Um ativo essencial que protege a marca e fornece retorno claro sobre o investimento, mitiga riscos, e faz com que uma organização seja mais atraente para fechar negócios? Veja em nosso artigo!

Infelizmente, na maioria das vezes, a última definição é considerada a verdadeira. Um novo relatório da Thomson Reuters Regulatory Intelligence, Pensar Fora da Caixa de Seleção, reflete isso. Um em cada quatro entrevistados afirmou que o principal fator para uma força de trabalho em conformidade é atender às regulamentações atuais do setor, enquanto 78% acredita que o compliance é visto como um ônus necessário pelos funcionários. Realmente, à medida que cresce rapidamente o número de regulamentações que as organizações precisam considerar e cumprir, é compreensível que muitos funcionários vejam o treinamento de compliance como um fardo intrusivo.

Quase um terço (32%) dos entrevistados disse que a principal barreira para uma força de trabalho em conformidade é a percepção dos funcionários de que o treinamento de compliance consome muito tempo. Mas considerar o treinamento de compliance desta forma é negligenciar a ampla gama de benefícios que uma força de trabalho em conformidade oferece ao negócio. Para início de conversa, o compliance pode ser um diferencial na guerra por talentos. Um programa de compliance bem estruturado pode contribuir para programas de desenvolvimento de funcionários mais amplos, valorizados tanto pelos funcionários que são Millennials quanto os da Geração Z. Esses funcionários também valorizam mais as responsabilidades morais e éticas de uma organização - as mesmas responsabilidades cumpridas pelas organizações em conformidade.

Benefícios da proatividade versus reatividade

Além dos funcionários, uma empresa em conformidade descobrirá que é mais fácil passar nas inspeções de due diligence conduzidas por aquelas organizações com as quais trabalham na cadeia de suprimentos.

Estar em conformidade também pode trazer benefícios de reputação, que ajudam a impulsionar as vendas, aumentar a lucratividade e desenvolver relacionamentos com clientes existentes e potenciais clientes. Na verdade, 37% dos entrevistados disse que a empresa é o maior beneficiário de uma força de trabalho em conformidade. Apesar disso, apenas 11% dos entrevistados disse que manter ou melhorar a reputação do negócio era o fator essencial para a conformidade dos empregados.

"É inevitável que os profissionais não queiram ler documentos de compliance se tiverem centenas de páginas e não conseguirem diferenciar entre as informações pertinentes e as de menor importância", diz Maninder Nijran, Chefe de Operações de Entrega de Aprendizado de Compliance da Thomson Reuters. "É fácil ver as razões pelas quais os funcionários podem começar a perder o interesse pelos materiais de aprendizado de compliance".

Some isso a provisão de políticas e materiais sem nenhuma novidade que podem ser obtidos através de uma simples pesquisa no Google, e é compreensível que as sessões de treinamento pareçam cansativas. Essa abordagem aumenta o risco de criar a percepção de que o treinamento de compliance realmente é um exercício somente para marcar as opções da caixa de seleção, ou seja, você se sente obrigado a aguentá-lo em vez de se envolver ativamente.

Desafios adicionais surgem da natureza dispersa dos negócios globais. Os entrevistados identificaram vários fatores que precisavam superar, incluindo a manutenção de um nível consistente de compliance em toda a empresa (29%), aderir às variações regulatórias regionais (23%) e superar diferentes culturas de trabalho (22%).

A inovação do compliance

A chave para remediar isso, certamente, é garantir que o treinamento seja relevante tanto para o profissional quanto para sua função nos negócios, especialmente se o assunto for complexo e a tentação de entregar somente o básico for maior. Mais especificamente, as partes interessadas em compliance devem perguntar como as empresas podem garantir que seus funcionários se dediquem integralmente aos programas de treinamento de compliance, em vez de apenas participar de maneira superficial?

Um bom começo é cortar a complexidade e garantir que o curso de treinamento seja o mais impactante, envolvente e relacionável possível através do uso criativo da tecnologia, diz Nijran. De fato, é um sentimento popular - quase um terço (31%) dos entrevistados acredita que o treinamento de compliance pode ser aprimorado com o uso da tecnologia.

Por exemplo, a tecnologia pode ser usada para criar conteúdo animado baseado em histórias que reflete a própria experiência no local de trabalho dos usuários, completo com questionários interativos ou atividades de arrastar e soltar na tela, explica Gurpreet Minhas, Gerente de Design de Aprendizado de E-Learning da Thomson Reuters. O envolvimento do usuário pode ser otimizado ainda mais com o uso de mentores de vídeo ou avatares para liderar os alunos através de um labirinto de decisões.

Mas, para ser eficaz, Minhas diz que os tutoriais de e-learning não devem demorar mais de 45 minutos para serem completados. Ela acrescenta que os módulos de micro aprendizado concentrados com cinco a dez minutos, cada um focado em um conceito central, também podem ser altamente eficazes. Aliás, pesquisas sugerem que três a sete minutos de micro aprendizagem correspondem à memória operacional e capacidade de atenção do cérebro, aumentam a participação dos funcionários e geram uma média de quatro ou cinco itens aprendidos por sessão.

Nijran concorda, sugerindo que para aproveitar as oportunidades existentes que uma força de trabalho envolvida e compatível apresenta, as organizações devem transformar algo que muitos funcionários consideram uma tarefa tediosa em uma experiência envolvente, agradável e relacionável. Mas isso não pode ser alcançado isoladamente, e o tom certo é essencial, acrescenta. “Um gerente de compliance não pode mudar preconceitos e liderar a mudança do treinamento de conformidade por conta própria”, diz Nijran. "Isso precisa começar com as partes interessadas na diretoria".

As organizações precisam repensar o valor do treinamento de compliance e trabalhar proativamente para lidar com o estigma da conformidade. Para transformar uma força de trabalho em conformidade em uma vantagem do negócio, o valor do compliance precisa ser comunicado como algo positivo para toda a empresa, além de tornar o treinamento mais atraente e menos invasivo.

As organizações que lidam com o estigma de compliance estarão preparadas para uma abundância de potenciais oportunidades que podem ajudar a mitigar os riscos dos negócios e promover um sucesso mais abrangente.