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April 17, 2020

Efeitos do Coronavírus no comércio internacional 

Os países do mundo não enfrentam apenas uma crise de saúde pela pandemia do coronavírus, mas também os efeitos que ela ocasionará nas economias e no comércio internacional. Confira neste post quais são os impactos. 

À crise de saúde que atinge o mundo, podemos acrescentar as consequências econômicas que a pandemia da Covid-19 provocará. Não existem receitas diante desse cenário tão inesperado, qualquer que seja a lente que se deseja enxergar. 

Em tempos de integração das economias mundiais, o vírus achou nessa integração, precisamente, uma forma de se expandir. Evitar a disseminação do novo coronavírus e o perigoso colapso dos sistemas de saúde parece ser uma resposta na desconexão. 

Por isso, a maioria dos países da América estão passando por isolamentos sociais, quarentenas e severas restrições na comercialização, transporte e fechamento de fronteiras. Tudo isso para combater os contágios em massa e evitar, com maior ou menor sucesso, a mortalidade na população. 

Para a América Latina, o futuro é incerto e o presente, preocupante. A vantagem é que o vírus iniciou em terras distantes e permite olhar para lá como um espelho. A desvantagem é que a imagem refletida não é nada bonita.  

O cenário menos pensado 

Apesar de ser certo que o tempo e a distância deram vantagens à nossa região, é necessário levar em consideração algumas características do comércio internacional para tentar entender a realidade da contingência. De acordo com a ONU

  1. O comércio entre China e a região aumentou de U$S 12 bilhões em 2000 para U$S 306 bilhões em 2018, o qual converteu ao gigante asiático no segundo parceiro comercial. 

  1. Três anos atrás, já representava 9% das exportações totais de Latino-América, e 18,4% das importações totais. 

E, particularmente, para México, China é o segundo parceiro comercial: concentra 18% das importações e o quarto país de destino das exportações.   

Nesse sentido, a Confederação Empresarial da República Mexicana (Coparmex) já havia alertado, no início de março deste ano, as graves consequências no comércio exterior ocasionadas juntamente ao surto da Covid-19, quando ainda não era uma ameaça tão grande para a região.  

De acordo com a ONU, a repentina queda da economia do país asiático poderia atingir gravemente a América Latina, levando em conta que a China perderá entre 1 e 2 pontos percentuais de crescimento. Ainda, para Luis Alberto Moreno, presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o impacto do coronavírus “reduziria este ano pelo menos em 0.6% ou 0.7% do PIB latino-americano”

Também podemos acrescentar a situação atual que vivenciam os Estados Unidos, cruelmente atingidos pela Covid-19. As consequências em termos econômicos são recessão, aumento da pobreza, desemprego e limites para o comércio internacional. 

Os efeitos para América Latina

Neste cenário, estima-se que as principais consequências do novo coronavírus nos países em vias de desenvolvimento poderiam ser: 

  • Recessão nas economias locais;
  • Redução do investimento a curto e longo prazo pelos parceiros de negócios;
  • Volatilidade nos mercado de valores dos países;
  • Queda das exportações.

O plano que é esperado 

A pandemia do coronavírus não desafia apenas o comércio internacional, mas também expõe as realidades das economias mais vulneráveis. 

E, por conta disso, começam a aparecer indícios que apostam que o futuro terá de se direcionar para uma nova geopolítica de produção através da nacionalização e regionalização.

Nesse sentido, países da América Latina estimulam planos e programas para proteger a indústria local, revitalizar o consumo interno e evitar destituições. Essas medidas incluem subsídios a pequenas e médias empresas, créditos com taxas de juros reduzida e diminuição de impostos. 

Por outro lado, a aposta será na reconfiguração do crédito internacional após a pandemia. Ainda mais em países com grandes dívidas externas pela frente. Por isso e contra qualquer previsão, órgãos internacionais como o FMI e o Banco Mundial afirmam que será necessário perdoar dívidas de países pobres.  

O mundo escreve a sua história com um acontecimento sem precedentes. Como serão recriadas as novas relações internacionais? Ainda não sabemos. Apenas a lembrança de outras crises graves, como a de 1929, com a queda da bolsa de Wall Street, e a crise financeira de 2008, marcam, de alguma forma, para onde ir. 

Por isso é necessário entender quais são as áreas das companhias que precisam ter mais eficiência, trazendo um maior retorno, e com isso conseguir parceria confiável para ter mais competitividade.

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