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5 mudanças tributárias que impactaram empresas recentemente Descubra as mudanças tributárias mais recentes e como garantir conformidade fiscal na sua empresa.

Lidar com os desafios do compliance tributário no Brasil nunca foi simples. Ainda assim, esse cenário sempre ganha novas camadas de complexidade.  

Nesse ambiente, entender o que mudou é o primeiro passo para estruturar respostas consistentes e sustentáveis. 

Ao longo deste artigo, serão abordadas cinco mudanças tributárias que impactaram diretamente as empresas recentemente:  

1. A regulamentação da Reforma Tributária com a criação do IBS e da CBS;  

2. O início da fase de testes e das obrigações acessórias do piloto CBS;  

3. A padronização da Nota Fiscal de Serviço Eletrônica em âmbito nacional; 

4. As novas regras de créditos tributários;  

5. As medidas de desburocratização do comércio exterior.  

Confira em detalhes: 

1. Regulamentação da Reforma Tributária (IBS e CBS) 

O que mudou 

A aprovação da Lei Complementar nº 214/2025 marcou o início prático da Reforma Tributária sobre o consumo.  

A norma instituiu o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS), estabelecendo as bases do novo modelo que substituirá gradualmente tributos atuais.  

Embora a cobrança efetiva esteja prevista para 2027, a regulamentação já definiu conceitos, regras de incidência e diretrizes operacionais que impactam a gestão tributária desde agora. 

Impacto nas empresas 

Mesmo antes da arrecadação, as empresas passaram a lidar com ajustes relevantes. A necessidade de revisar a apuração de tributos federais e estaduais, reavaliar estruturas de preços e preparar sistemas para o novo modelo aumentou a complexidade operacional.  

Como se adequar 

A adequação às atualizações tributárias começa pela análise das regras do IBS e da CBS e pela avaliação da parametrização tributária nos sistemas internos. Mapear impactos financeiros, revisar processos e preparar o ambiente tecnológico são passos essenciais para uma transição mais controlada. 

2. Início da fase de testes e obrigações acessórias (piloto CBS)

O que mudou 

A partir de 1º de janeiro de 2026, teve início a fase de testes do IBS e da CBS.  

As empresas já são obrigadas a destacar esses tributos nos documentos fiscais eletrônicos, como NF-e e NFS-e, ainda que sem recolhimento efetivo.  

Para isso, tornou-se necessário o cadastro no programa piloto da CBS, além da adaptação dos fluxos de emissão fiscal às novas exigências. 

Impacto nas empresas 

Essa etapa trouxe impactos operacionais imediatos.  

A inclusão de novos campos nos documentos fiscais aumentou a complexidade das obrigações acessórias e expôs fragilidades em processos manuais. Além disso, ajustes em declarações fiscais automatizadas e treinamentos das equipes contábil e fiscal passaram a demandar tempo e investimento, ampliando os desafios do compliance tributário no Brasil. 

Como se adequar 

A adequação passa pela revisão dos processos de emissão fiscal e pela validação da parametrização tributária nos sistemas. Também é essencial capacitar as equipes envolvidas e testar rotinas antes do envio das informações, reduzindo riscos de inconsistências nessa fase inicial. 

3. Padronização da Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (NFS-e nacional) 

O que mudou 

A utilização da Nota Fiscal de Serviço Eletrônica em padrão nacional tornou-se obrigatória em todo o território brasileiro.  

A medida unificou regras e layouts que antes variavam conforme o município, estabelecendo um modelo único para a emissão de documentos fiscais de serviços. Com isso, empresas que atuam em diferentes localidades passaram a seguir um padrão comum, reduzindo a diversidade de exigências locais.  

Impacto nas empresas 

A padronização trouxe ganhos de simplificação, mas também exigiu ajustes imediatos. 

Organizações que operam em múltiplos municípios precisaram revisar fluxos de emissão e adaptar sistemas para atender ao novo modelo. Esse movimento impactou declarações fiscais automatizadas e demandou revisões na apuração de tributos federais e estaduais, ampliando a atenção necessária aos desafios do compliance tributário no Brasil.  

Como se adequar 

A adequação envolve a atualização dos sistemas de emissão fiscal e a revisão da parametrização tributária conforme o padrão nacional. Além disso, validar os fluxos antes da obrigatoriedade plena e orientar as equipes responsáveis ajuda a reduzir riscos e inconsistências no cumprimento das novas regras. 

4. Mudanças nas regras de créditos tributários  

O que mudou 

A nova legislação estabeleceu que a apropriação de créditos do IBS e da CBS passa a estar diretamente vinculada ao efetivo pagamento do tributo na etapa anterior da cadeia produtiva.  

Esse modelo reforça a lógica de créditos amplos, mas condiciona seu aproveitamento à regularidade do recolhimento, alterando a forma como as empresas gerenciam créditos tributários no novo sistema. 

Impacto nas empresas 

Essa mudança trouxe efeitos relevantes sobre o fluxo de caixa e a gestão financeira. Empresas passaram a depender mais da conformidade de fornecedores e parceiros para garantir o aproveitamento de créditos, o que ampliou a complexidade da apuração de tributos federais e estaduais.  

Como se adequar 

A adequação envolve revisar processos de custeio e precificação, além de fortalecer controles internos e rotinas de conferência. Também é importante avaliar a parametrização tributária nos sistemas e acompanhar, de forma contínua, o cumprimento das obrigações pelos parceiros comerciais.

5. Desburocratização do comércio exterior   

O que mudou 

A Reforma Tributária introduziu medidas voltadas à simplificação das operações de comércio exterior. Entre elas, está a possibilidade de pagamento do IBS e da CBS no momento da liberação das mercadorias pela Receita Federal, alinhando o recolhimento dos tributos ao fluxo aduaneiro. Essa alteração busca reduzir etapas intermediárias e tornar o processo mais integrado. 

Impacto nas empresas 

Empresas importadoras e exportadoras precisaram revisar rotinas, integrar áreas fiscal e aduaneira e adaptar sistemas para refletir o novo momento de incidência dos tributos. Esse cenário impactou a apuração de tributos federais e estaduais e reforçou os desafios do compliance tributário no Brasil em operações internacionais. 

Como se adequar 

A adequação passa pela revisão dos processos de importação e exportação, pela atualização da parametrização tributária e pela integração das informações fiscais e aduaneiras. Garantir consistência entre dados e prazos é essencial para reduzir riscos e aproveitar os ganhos de simplificação. 

Como garantir conformidade fiscal diante das mudanças tributárias? 

Diante desse conjunto de alterações, como garantir conformidade fiscal na empresa deixou de ser uma pergunta pontual e passou a exigir uma abordagem contínua.  

As últimas atualizações tributárias mostraram que o compliance tributário não depende apenas do correto recolhimento de tributos, mas da capacidade de acompanhar normas, traduzir regras em processos e manter sistemas alinhados à legislação vigente. 

Nesse contexto, lidar com os desafios do compliance tributário no Brasil exige integração entre áreas, clareza sobre responsabilidades e maior previsibilidade operacional.  

Revisar rotinas, padronizar informações e reduzir dependência de controles manuais são movimentos que ajudam a absorver mudanças sem comprometer a consistência dos dados.  

Além disso, a adaptação passa por tecnologia, já que declarações fiscais automatizadas e parametrizações bem estruturadas reduzem riscos em cenários de transição. 

Checklist de compliance tributário para 2026 

Diante das mudanças recentes, estruturar um checklist de compliance tributário ajuda a transformar exigências legais em ações concretas e recorrentes.  

Para 2026, algumas ações se tornam especialmente relevantes: 

  • Revisar a parametrização tributária dos sistemas conforme as regras do IBS e da CBS; 
  • Validar processos de apuração de tributos federais e estaduais, garantindo consistência entre cálculos e documentos fiscais; 
  • Avaliar a aderência das declarações fiscais automatizadas às novas obrigações acessórias; 
  • Integrar áreas fiscal, contábil, financeira e de comércio exterior, reduzindo retrabalho e inconsistências; 
  • Monitorar a conformidade de fornecedores e parceiros, especialmente para aproveitamento de créditos tributários; 
  • Capacitar as equipes envolvidas para lidar com mudanças operacionais e normativas. 

Conformidade como prática contínua    

Em um cenário marcado por transição regulatória, revisões operacionais e novas exigências acessórias, lidar com os desafios do compliance tributário no Brasil exige método, visibilidade e capacidade de adaptação.  

Mais do que responder a cada alteração isoladamente, o foco deve estar em construir processos e bases tecnológicas que sustentem ajustes frequentes com menor impacto.  

A Thomson Reuters apoia profissionais que buscam garantir conformidade fiscal na empresa, com informação confiável, automação e controle para uma gestão tributária mais consistente ao longo do tempo. 

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