A inovação como economia do futuro

Segundo Giardelli, a sociedade já sente o impacto dos avanços tecnológicos, e buscar soluções que nos permitam enfrentar as constantes mudanças é fundamental.

O professor Gil Giardelli, com sua palestra Além da Transformação Digital Globotics, AI Economy e Sociedade 5.0, foi um dos nossos convidados na oitava edição do SYNERGY Brasil, para falar sobre o futuro além da inovação e a inteligência artificial, como uma economia que não é marcada por máquinas, mas, por estratégias.

Segundo Giardelli, a sociedade já sente o impacto dos avanços tecnológicos, e buscar soluções que nos permitam enfrentar as constantes mudanças é fundamental. Estamos em uma era onde é importante agir de forma rápida, criativa e com sabedoria, para conseguirmos encarar estrategicamente a transformação digital que estamos vivendo.

É importante tomar decisões, mas para isso precisamos estar sempre atualizados e em alerta, ter os conhecimentos necessários e colocá-los em prática constantemente. “Uma pessoa precisa de 180 horas diárias estudando para se manter atualizada” e se não agir criativamente, alguém fará isso por você, porque se você souber e não fizer, é o mesmo que não saber.

“Nada é futuro. Tudo já está acontecendo, e precisamos nos adaptar e estar abertos às inovações. Tecnologia, conhecimento científico e ética precisam caminhar lado a lado para a construção de uma nova aldeia global”, ressaltou Giardelli.

Estamos vivendo um momento em que as realidades se colidem, e as pessoas procuram maneiras diferentes de ver o mundo de uma forma menos racional e mais humanizada. As mudanças estão cada vez mais aceleradas, radicais e disruptivas, o mercado corporativo está cada vez mais complexo e com o caos de informações, aumenta a dificuldade em construir estratégias para tomar decisões. Por isso o mercado exige cada vez mais um pensamento inovador para os profissionais, e exige também, pessoas que fiquem antenadas às tendências globais de inovação.

Para Giardelli, o Brasil é o único país que não tem uma receita de futuro. “O Brasil precisa realmente estar se inserindo nessa economia da inovação acelerada”. Onde é fundamental crescer e se desenvolver rápido para a melhoria de produtos, serviços, modelos de gestão e modelos de comercialização das empresas.

A quarta revolução industrial mal começou e já acabou. E as novas tecnologias que antes eram idealizadas, já estão disponíveis para entrar de cabeça na inovação. Estamos no momento exato para nos desprender de modelos antigos e seguir conceitos inovadores que estão surgindo de maneira rápida e que nos obrigam a pensar de forma diferente, a pensar na colaboração, na conectividade e na criação de economias que abraçam a inovação.

Hoje, o pensamento é o de que a inovação ajudará as pessoas a tomarem decisões nas empresas, onde a inovação é um dos principais fatores de competitividade e produtividade, e exige a necessidade de constante adaptação das organizações.

Para finalizar, Giardelli enfatizou que nenhum de nós é tão inteligente quanto todos nós juntos. Temos que pensar diferente e entender que estamos vivendo na era da colaboração, onde todos somos designers e podemos fazer grandes coisas que irão revolucionar o mundo. Lembrando que as ideias mais malucas estão vindo de lugares diferentes e de mentes rebeldes que se atrevem a participar na inovação.

Sobre Gil Giardelli:

Gill Giardelli ( http://www.gilgiardelli.com.br/site/ ) é um estudioso de inovação e Economia Digital com mais de 19 anos de experiência. Professor e difusor de conceitos e atividades ligadas à sociedade em rede, colaboração humana, economia criativa, inovação, transformação digital, quarta revolução industrial, empreendedorismo social e estudos do futuro.

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