Três razões para as mudanças no mundo jurídico

Por Charlotte Rushton,
Managing Director, para grandes e médios escritórios de advocacia na vertical jurídica da Thomson Reuters, ao
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Para muitas indústrias globais, o mundo será, amanhã, um lugar muito diferente do que é hoje, inclusive para o mercado jurídico. E, enquanto eu não acredito que haverá a extinção de todos os advogados, profissionais de informação jurídica e CIOs, da mesma forma eu não acredito que haverá outro 2007.

O mundo jurídico é uma indústria muito complexa e madura (sim, indústria; que é composta de outros muitos negócios maduros) na qual modelos de negócios altamente rentáveis vêm sendo substituídos ao longo dos anos. Apesar dos advogados tenderem a ser resistentes, estamos, agora, em um mundo “com fome” de tecnologia, além de haver vários escritórios fazendo coisas muito inovadoras. Por exemplo, o desafio de melhorar a eficiência na entrega de serviços jurídicos é uma, entre muitas, oportunidades promissoras.

Aqui estão três razões porque a mudança está vindo; Onde você se encaixa nessas novas realidades?

 

Novo ecossistema jurídico

Um novo ecossistema jurídico emergiu-se com novas atuações e novas respostas que incluem tecnologias particulares, bem como serviços que fomentam a tecnologia, a fim de atender às demandas institucionais de clientes para soluções mais eficientes e com melhor custo-benefício. Os clientes estão pedindo para serem questionados sobre valor agregado, deixando de lado serviços de baixa relevância para que eles possam atingir os seus objetivos. Isso abre espaço para disrupção e inovação, além de pressionar o modelo tradicional de escritórios de advocacia.

Há uma oportunidade de conectar os interesses do cliente com o do escritório por meio de novas tecnologias como o Allegory Law, uma ferramenta de software que integra informações críticas e respalda clientes com maior eficiência no gerenciamento de dados. E Seyfarth Shaw’s Seyfarth Lean, um modelo de serviço voltado para clientes, com foco em valor agregado, que otimiza processos e gerenciamento de projetos com soluções tecnológicas personalizadas. Enquanto isso, BakerHostetler se tornou o primeiro grande escritório de advocacia a adotar o ROSS, um “advogado movido pela Inteligência Artificial que auxilia profissionais jurídicos a pesquisar mais rápido e a focar nos clientes.”

Servir aos clientes é o ponto mais importante dessa profissão e, se podemos ajudar os advogados a entregar melhores resultados para os seus clientes por meio de tecnologias inovadoras e ideias valiosas, assim, estaremos todos em uma posição mais favorável.  

 

Aumento da colaboração além das barreiras

Escritórios de advocacia, advogados corporativos e parceiros, incluindo provedores de serviços jurídicos alterativos, estão trabalhando juntos para romper o modelo tradicional de relação cliente/escritório. Diretores jurídicos não procuram acabar com os seus escritórios de advocacia – eles precisam deles. Atualmente, há uma força maior da regulamentação e a ameaça de riscos, que exigem um “know-how” por parte dos advogados a fim de que se possa vencer esses desafios.

Um exemplo disso é o rigoroso processo de Requisição de Proposta da Avis Budget Group para compilar o seu grupo de escritórios de advocacia. Eles foram de 700 escritórios para um “time estrelado” por sete escritórios com preços fixos que, ao redor do mundo, trabalhariam juntos. O resultado é uma colaboração bem sucedida tanto para a Avis quanto para a sua carteira de escritórios.

Ou ainda, olhemos para a parceria proprietária da Thomson Reuters com a Clifford Chance. Essa colaboração auxilia instituições financeiras globais a atacar as suas obrigações regulatórias mais pressionadoras a fim de estabelecer margens para derivadas não obscuras e corriqueiras de maneira rápida, eficiente e com custos controlados.

 

Clientes tem mais opções do que nunca antes

Os “Big Four”, fornecedores terceirizados de processos jurídicos e outras empresas de serviços jurídicos, oferecem a departamentos jurídicos maior abrangência em seus relacionamentos com consultorias externas, pressionando o modelo de negócio dos “grandes escritórios”.

Recentemente, a Deloitte Tax & Legal publicou os seus resultados e a performance de crescimento de 10% durante o ano fiscal de 2016 – seu maior crescimento desde 2008. Eles atribuem isso, em parte, ao seu sexto ano consecutivo de crescimento em dois dígitos na Deloitte Legal.

Então, o que isso significa? A evolução da indústria jurídica prevê tremendas oportunidades para escritórios de advocacia e seus clientes, a fim de que possam trilhar os seus caminhos juntos.  

 

 

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