Overview eSocial: O que passou e para onde caminhamos

Ana Paula Anaia –Solution Specialist na Thomson Reuters Brasil

 

O projeto eSocial está no ar. Um grande grupo de empresas fez parte do nicho que iniciou a entrega em Janeiro de 2018 e gradativamente estão realizando o envio dos eventos de acordo com o calendário do Governo. Outras empresas, aquelas que ainda não fazem parte do primeiro grupo, acompanham a evolução do projeto e aproveitam o momento também para readequar e se preparar para a entrada no projeto, e ela está bem próxima!

Para muitas empresas, clientes e usuários este projeto poderia não “vingar”, palavra muito usada por gestores especialmente quando em salas de projeto discutindo a entrega, duvidavam do quanto o Governo poderia não estar devidamente preparado para, de fato, colocar o projeto em prática. As empresas se prepararam para adequar sistemas, ajustar processos, atualizar cadastros, entre outras coisas. Em contrapartida, o Governo lançava novos layouts (sim, eles ainda sofrem ajustes), ambientes de testes instáveis, a mensageria ainda uma surpresa, então restou a dúvida:

 

Como seria o projeto a partir de Janeiro de 2018?

Ele vingou! Desde janeiro, as empresas do Grupo 1 fazem a entrega dos arquivos e agora também se preparam para a tão esperada transmissão dos eventos relacionados a Folha de Pagamento (eventos periódicos ) - para algumas a fase mais esperada -, especula-se bastante como estas informações serão absorvidas pelo Fisco, os possíveis cruzamentos que serão realizados e a substituição de algumas obrigações, tópico que é uma grande defesa do Fisco desde o início do projeto.

Perante o Governo e os demais órgãos envolvidos no projeto, o eSocial já é considerado sucesso! Está em fase de produção, os cadastros já foram transmitidos, passamos pelos não periódicos e agora a fase é de entrega dos periódicos. Em paralelo temos o ambiente de teste para a geração da DCTF Web, desta forma clientes que possuam webservice para os eventos do eSocial e da EFD Reinf já poderão testar e avaliar o conteúdo e também a nova apresentação da declaração que substituirá a GFIP.

Um projeto como este, de tamanha complexidade, requer cuidados, tempo e dedicação. Não só por parte do Governo, mas especialmente das empresas e seus gestores. Muitas lições aprendidas são compartilhadas pelos responsáveis em seus grupos de estudos, reuniões de trabalho e fóruns. É fato que em alguns casos o aprendizado também acontece junto ao Fisco, aguardando que ele efetue uma correção ou publique um novo layout. Aprendizado em tempo real para os contribuintes que fazem parte do primeiro Grupo e um respiro para as demais empresas, obrigadas a partir de Julho de 18, e finalmente órgãos públicos, em 2019.

As perguntas mudaram, é esperado que o projeto não seja mais prorrogado  e naturalmente as conversas agora sofrem um novo rumo. Podemos ouvir nos corredores: Os protocolos estão guardados?  Qual o próximo projeto?