As mudanças da Reforma Tributária já começaram. Em 2026, empresas brasileiras passaram a emitir documentos fiscais com destaque obrigatório de CBS e IBS, mesmo que as alíquotas ainda sejam simbólicas. Esta não é uma preparação para o futuro, é a realidade operacional de hoje. E entre todos os desafios que surgem com a nova arquitetura tributária, nenhum exige atenção mais imediata do que a conciliação fiscal.
A complexidade operacional da Reforma Tributária
Com a Reforma Tributária, a conciliação deixa de ser uma atividade mensal de fechamento para se tornar um processo contínuo e crítico. O modelo de split payment, que começa a operar em 2027, transforma o recolhimento tributário em um evento em tempo real, vinculado diretamente ao pagamento da operação. Os créditos fiscais, por sua vez, só se tornam disponíveis após a comprovação efetiva do recolhimento, o chamado regime de caixa. Neste cenário, qualquer divergência entre os dados da origem (ERP), da solução fiscal e do ambiente do Fisco não é apenas um erro contábil, mas um risco financeiro imediato que impacta liquidez, compliance e até a capacidade de operar.
A solução da Thomson Reuters para a conciliação fiscal
A Thomson Reuters, que participa ativamente do projeto piloto da Reforma junto ao Fisco e ao SERPRO, desenvolveu o Módulo Conciliação como resposta direta a esta nova complexidade operacional. Trata-se de uma solução que vai muito além da comparação de saldos. O módulo permite conciliar simultaneamente três dimensões críticas: os dados da origem (seu ERP ou sistema de faturamento), os dados processados pela solução fiscal e os saldos oficiais disponibilizados pelos comitês gestores no ambiente da Receita Federal.
Como o Módulo Conciliação funciona
Na prática, o profissional de tax visualiza lado a lado os valores e a quantidade total de notas fiscais em cada plataforma. Divergências são destacadas automaticamente com cores semânticas e alertas intuitivos, permitindo identificar rapidamente onde está o problema: uma nota não transmitida, um débito não baixado pelo split payment, um crédito ainda não disponibilizado pelo Fisco. O módulo oferece ainda conciliação massiva automática para resolver discrepâncias em lote, e conciliação individual por nota fiscal para casos que exigem análise detalhada. Todo o histórico de conciliações é rastreável, com registro de datas, responsáveis e tipos de ajustes realizados.
A integração com a contabilidade
Um diferencial estratégico é a conciliação automática entre informações contábeis e fiscais. Com parametrização prévia, o sistema elimina a necessidade de ajustes manuais recorrentes entre as áreas fiscal e contábil, um dos maiores pontos de fricção nas empresas durante os períodos de transição tributária. Isso é especialmente relevante agora, com a coexistência de dois sistemas tributários até 2032, quando cada operação pode gerar obrigações tanto no regime antigo quanto no novo.
A integração com o ecossistema ONESOURCE Tax One
O Módulo Conciliação integra-se perfeitamente ao ecossistema ONESOURCE Tax One, funcionando como o elo entre a apuração near real time e a contabilização automática. Para clientes que já utilizam o ONESOURCE Tax One, o módulo é adquirido como complemento à base existente. Para novos clientes, está disponível como parte da oferta completa do ONESOURCE Tax One, que inclui desde os Módulos Apuração e Obrigações até os Módulos Conciliação e Contabilização, prontos para operar a Reforma Tributária.
A diferença competitiva do Módulo Conciliação
Postergar a adaptação operacional não é uma opção neutra. Significa assumir riscos crescentes de divergências não identificadas, créditos tributários perdidos por falta de rastreabilidade e retrabalho operacional que consome tempo da equipe em atividades manuais. Enquanto isso, aqueles que investem hoje em infraestrutura fiscal robusta ganham vantagem competitiva em agilidade.