E você, já pensou em pivotar sua startup?

* Menotti Franceschini, Head de Corporate Value Proposition da Thomson Reuters Brasil

A criação de uma startup parte de alguns princípios básicos, comuns a quase todas. O mercado tem uma necessidade não atendida (ou atendida de maneira não satisfatória), você tem uma ideia capaz de promover a oferta de uma solução para aquela demanda e, por fim, dispõe dos recursos básicos para tirar a iniciativa do papel, valiando de tempos em tempos com os clientes finais. É uma receita consagrada repetida como mantra no mercado. No entanto, talvez ainda não tenha se atentado ao fato de que são muitas as startups que nascem todo dia ao redor do mundo tentando ocupar as mesmas brechas de mercado que você. Daí, quando menos se espera, o setor foco dos seus negócios está saturado de soluções semelhantes à sua. E agora?

Quando a saturação de mercado começa a afetar os resultados de uma startup, as opções se limitam, na maioria dos casos, ou a se aumentar o nível de investimento na empresa em busca da oferta de um serviço diferenciado dos emergentes que fazem concorrência. Aqui é importante se levar em conta dois pontos: uma startup é, em geral, uma empresa nascida recentemente e já com investimentos já que no geral ainda não se atingiu o desejado break-even, o que pode dificultar o aumento de investimento, e além disso, não se tem a garantia que os investimentos adicionais trarão os diferenciais necessário para efetivamente diferenciar no mercado e alcançar a tão desejada escala nos negócios.

Para aqueles que não querem onerar ainda mais suas operações ou mesmo correr o risco de precisar encerrar as atividades, uma opção a ser considerada é pivotar a startup. Mas o que significa pivotar uma startup e porque essa prática pode significar a reinvenção da sua empresa novata?

O termo pivotar nada mais é que a “verbalização” do termo pivot (ou pivô, para nós no Brasil), que tem sido muito usado nos últimos anos pela comunidade empreendedora do Vale do Silício. Apesar de muitos pensarem que se trata de uma referência a um pivô de motor, aquela peça que gira em torno do próprio eixo, o conceito está mais próximo do lado esportivo e a função do jogador de basquete que atua na posição de pivô: segurar a bola, parar a jogada e, com uma das pernas fixas no chão, usar a outra para girar no próprio eixo e observar o campo de jogo, em busca de companheiros de time livres para a construção da próxima jogada.

Assim se aplica o conceito de pivotar para as startups: observar todas as oportunidades de inovação em volta, testar novas possibilidades, mas sem perder a base e conhecimentos já conquistados. Quando falamos em startups da área de tecnologia, o ato de pivotar pode ser ainda mais facilmente explorado, uma vez que seus ativos são em grande parte intangíveis, os custos são baixos e o mercado muda muito rapidamente. Neste setor, pode-se dizer que é mais fácil readaptar a startup para um modelo mais escalável do que seria, por exemplo, em uma novata voltada ao mercado financeiro.

Um exemplo conhecido dessa mudança de estratégia é o Flickr. Nascida com a intenção de ser uma nova provedora de games RPG, a empresa percebeu que o mercado destes jogos eletrônicos já estava saturado. Passou então a trabalhar com foco em uma demanda antiga dos jogadores virtuais, uma forma fácil de compartilhar imagens das partidas entre si. Virou uma funcionalidade dentro dos jogos online, cresceu, e hoje é um dos principais serviços de compartilhamento de fotos em todo o mundo.

É muito importante que fique clara a grande diferença entre pivotar e desistir. Na primeira hipótese, uma startup se utiliza no know how já adquirido em uma determinada área para atacar o mercado a partir de um novo gancho, usando os conhecimentos e reputação que já possui como base para o novo salto. De maneira alguma se deve abrir mão do que já se conquistou quando se pensa em pivotar. Muito pelo contrário. O caminho já percorrido pode ser o seu grande diferencial perante outras startups iniciantes.

As principais cabeças inovadoras do mundo são inquietas, não se concentram em zonas de conforto. Se a dúvida entre pivotar ou não existe, a pergunta a ser feita é: o problema que minha startup resolve ainda existe ou o meu mercado já possui novas demandas mais urgentes? Com esta resposta clara em mente, construir o restante da estratégia fica muito mais fácil. E, claro, contar com a ajuda de programas de aceleração, como o Accelerator Day da Thomson Reuters, pode ajudar muito na potencialização das startups que arriscam novas ideias e que buscar alcançar a tão esperada escala.

O mais importante é não parar no tempo e sempre ouvir os clientes. O sucesso pode ser ainda mais efêmero na área de tecnologia do que em outros setores. A busca incessante pelo próximo grande passo é o que garantirá que sua empresa esteja sempre entre as mais lembradas do mercado.

 

*Menotti Franceschini, chegou à Thomson Reuters em abril de 2013 graças a aquisição da Softway/T. GLOBAL. Em 2013, foi responsável pelo desenvolvimento das vendas e de negócios para o novo plano vertical da gestão de comércio global (GTM) no Brasil dentro da área de Tax & Accounting. Em 2014, com todos os investimentos que a empresa tem feito neste novo segmento e a importância da operação no Brasil para as projeções globais do GTM, Menotti assumiu a responsabilidade por todo o negócio, gerenciando completamente as ações de P&L e trabalhando próximo ao Diretor Geral no Brasil e outros diretores na transformação do mercado local para a Thomson Reuters. Em 2018, assumiu a área de Value Proposition para o segmento corporativo na Thomson Reuters Brasil, liderando as áreas de Customer Suscess, Alianças Estratégias, Oferta & Soluções, Treinamento e Inovação.

 

 

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