Todos os caminhos levam à nuvem

*Por Adrian Fognini, Managing Director da Thomson Reuters na América Latina

São Paulo, março de 2019 – Até pouco tempo atrás, o conceito de computação em nuvem como principal plataforma para gestão de empresas parecia distante da realidade. Tanto pela falta de maturidade da tecnologia em si, quanto pela resistência natural, no ambiente corporativo, a grandes mudanças. Hoje, o cenário é outro. A velocidade em que o cloud computing avança, em termos de segurança, eficiência e custos, captura a atenção de empresas e desenvolvedores.

Segundo levantamento da consultoria Gartner, já em 2020 mais de 30% dos investimentos em novos softwares serão direcionados para soluções em nuvem. Isso inclui sistemas que facilitam algumas das atividades mais complexas e trabalhosas do dia a dia, como gestão fiscal, jurídica, contábil e de comércio exterior. Com oferta mais ampla e acessível de soluções em cloud, uma questão frequente é: Até que ponto é positivo investir para levar a gestão à nuvem? Qual é a relação custo-benefício?

Para responder, primeiro é preciso entender as diferenças entre dois tipos de serviço, de modo a identificar os potenciais benefícios da adoção dessa tecnologia. Basicamente, os sistemas tradicionais, chamados de on-premise, baseiam-se na compra do software, instalação e futuras atualizações feitas nos computadores da empresa. A armazenagem dos dados é feita em servidores locais, e o custo inicial é maior. As soluções em cloud são acessadas via internet, têm atualizações automáticas, armazenamento em nuvem e assinatura periódica, sem a necessidade de aquisição.

Desse modo, o sistema em nuvem demanda investimento inicial menor e pagamentos programados para a assinatura do serviço. Isso diminui os custos e aumenta a previsão de gastos da empresa, algo fundamental para o equilíbrio das contas. Além disso, os servidores para soluções em cloud seguem protocolos de segurança muito mais rígidos do que os comuns, o que é essencial para quem lida com informação. Sem necessidade de uma estrutura de TI robusta, o Custo Total de Compra é substancialmente mais baixo. São menores, também, as demandas por manutenção e treinamento.

Outra característica importante deste modelo de negócio é uma maior conformidade legal e fiscal na operação. Programas de gestão lidam com alguns processos sensíveis para o negócio e precisam de atualizações constantes, que são mais rápidas e baratas nos sistemas em nuvem.

 

Só o Brasil passa por cerca de 50 alterações por dia na regulação tributária nos âmbitos municipal, estadual e federal. O cenário não é muito diferente no restante da América Latina.

Uma pesquisa com 300 gestores de empresas brasileiras feita pela Thomson Reuters, em parceria com a escola de negócios Live University, revelou que a busca por compliance é a segunda principal justificativa para investimentos em tecnologia. Com 20% das respostas, só fica atrás do aumento de eficiência (27%). Nesse mesmo levantamento, 80% das companhias disseram não acreditar que será possível se manter competitivo sem acompanhar as tendências tecnológicas nos próximos três anos.

Com todos esses diferenciais competitivos, qual seria o grande obstáculo para migrarmos de vez para a nuvem? A mesma barreira de sempre: o desafio de mudar a maneira como se realizam tarefas dentro das empresas. Este é sempre o maior desafio na adoção de inovações. O impacto inicial costuma ser grande e, muitas vezes, gera dúvidas entre os gestores sobre esses investimentos. Isso é natural. Logo, é preciso enxergar além e entender os benefícios que o cloud traz para o negócio.

As dificuldades iniciais são rapidamente esquecidas quando os resultados – financeiros e de produtividade – aparecem. Quando a força de trabalho consegue se dedicar muito mais ao que é verdadeiramente estratégico para a organização. A história já provou dezenas de vezes o perigo de se subestimar a corrida tecnológica. A nuvem está aqui, neste exato instante, e ainda está em tempo de migrar para ela. Quem deixa-la passar, talvez não consiga embarcar no futuro.

*Adrian Fognini, Managing Director da Thomson Reuters na América Latina desde setembro de 2018. Com 13 nos de experiência como líder na Thomson Reuters, o executivo é pós-graduado com MBA pela Universidade de San Andres, na Argentina. Anteriormente, ocupou diversos cargos de gestão nos escritórios da TR na Argentina, Chile, Espanha e Brasil.

 

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