Especialistas da Thomson Reuters discutem a normalidade dos mercados de câmbio no Brasil

Expectativa é de que o mercado nacional continue desafiador, mas investidores estão mais confiantes. Além disso, é necessário também que as empresas estejam apoiadas por um programa de integridade sólido.

São Paulo - Em evento realizado no dia 10/02 em São Paulo, especialistas do Mercado Financeiro e de risco da Thomson Reuters debateram junto a operadores financeiros e executivos de compliance o atual momento do segmento no Brasil e no mundo. Apesar da alta volatilidade nos mercados de câmbio nos últimos três anos, observou-se um declínio constante nos volumes negociados, impulsionados principalmente pelas mudanças na regulamentação, consolidação dos bancos globais e redução do apetite por risco. Para os especialistas, porém, o cenário continuará desafiador, mas há uma percepção de que, ao menos, os investidores estejam mais confiantes.

Marcado por grandes acontecimentos no mundo, principalmente no campo político e econômico, o ano de 2016 contribuiu para a volatilidade do mercado financeiro. Além disso, com o aumento das normas regulatórias, as empresas financeiras estão mais cautelosas e não querem correr riscos. Para o Brasil, os especialistas da Thomson Reuters acreditam que o mercado mais confiável ainda é o de FX (Foreigner Exchange Market) e que deveria ser mais utilizado pelas empresas e profissionais locais.

Para isso, é essencial que as empresas pratiquem e estimulem seus parceiros a praticarem o Código Global de Conduta, divulgado no ano passado pelo Bank for International Settlements (BIS). O “Code Global” foi criado para que o mercado de FX seja cada vez mais justo e eficiente e é composto por seis pilares essenciais:

  • Ética
  • Governança Corporativa
  • Compartilhamento de informações
  • Execução (Entender com quem estamos negociando)
  • Gestão de Risco e compliance
  • Confirmação e Liquidação (reconhecimento por escrito de um negócio foi concluído)

José Leonélio, Head de Governança, Risco e Compliance da Thomson Reuters, um dos palestrantes no evento, ressaltou a importância de as companhias terem um programa de integridade sólido. “É necessário um programa de compliance eficiente para que as empresas se protejam em operações de câmbio recebidas ou enviadas, por exemplo”, afirma. “As punições e as investigações nos casos de corrupção no Brasil e no mundo são provas de que todas as companhias, cada vez mais, devem estar atentas não somente à sua conduta no mercado, como também à conduta de seus parceiros de negócio. É importantíssimo manter-se compliance e se enquadrar nas diretrizes dos regulamentos de Know Your Customer (KYC) e de “Conheça os Seus Parceiros de Negócios, uma vez que atos de corrupção praticados por parceiros de negócio em seu benefício direto ou indireto expõem a empresa às penalidades da Lei Anticorrupção do Brasil. O mesmo se aplica às operações de câmbio, em que remetentes e beneficiários devem ser analisados, tanto quanto a compatibilidade entre a operação realizada e a atividade do cliente”, finaliza.

Pesquisa Know Your Customer (Conheça seu parceiro)

Uma pesquisa recente da Thomson Reuters com executivos de compliance que atuam no Brasil, revelou a dificuldade de as empresas se manterem alinhadas nos regulamentos KYC: 96% dos executivos (na maioria representando o setor de corporações) disseram investir menos de US$ 50 milhões anualmente em procedimentos de KYC e CDD. E para 48%, não houve aumento nessa linha de investimentos nos últimos 12 meses. Além disso, 33% informaram que suas empresas não possuem, todavia, um processo de KYC/CDD implementado; dentre os 67% restantes que contam com essa prática, apenas 3% considera que o programa atual é muito eficiente.

Thomson Reuters

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