22 de junho de 2026
A IA está pronta, mas os escritórios não: como o atraso na implementação de IA está custando clientes e talentos
- Nova pesquisa aponta até US$ 143 bilhões em receita em risco apenas nos EUA, enquanto clientes passam a exigir valor impulsionado por IA de seus fornecedores;
- Empresas e escritórios correm o risco de perder 24% dos talentos em dois anos caso não entreguem com IA;
- Ao mesmo tempo, um terço de advogados, contadores e profissionais de compliance estão usando IA não autorizada, criando riscos invisíveis que as organizações não conseguem monitorar ou controlar.
TORONTO, 22 de junho de 2026 – A Thomson Reuters (Nasdaq/TSX: TRI), empresa global de conteúdo e tecnologia, divulgou hoje seu relatório Future of Professionals 2026, que alerta para o custo financeiro de não implementar IA de forma eficaz nas áreas de direito, impostos, auditoria e risco. Os resultados, baseados em uma pesquisa global com 1.800 profissionais, mostram um aumento da distância entre a ambição e a realidade da IA, um cenário que já traz consequências concretas, com até US$ 143 bilhões em receita de clientes em risco apenas nos EUA, além do aumento na intenção de saída de talentos.
"Estamos vendo surgir uma divisão clara", disse Steve Hasker, Presidente e CEO da Thomson Reuters. "Escritórios que estão operacionalizando a IA estão avançando mais rápido. Os que não estão, começam a assumir riscos reais em talento, clientes e desempenho financeiro. Fechar essa lacuna de execução agora é um imperativo de negócio para escritórios profissionais".
A adoção de IA não é o problema. 74% dos profissionais já utilizam ferramentas de IA semanalmente, mas as organizações enfrentam dificuldades para transformar esse uso em valor real. Na prática, 91% acreditam que suas empresas estão aquém do potencial da IA, o que gera consequências não intencionais, como um terço dos advogados, contadores e profissionais de compliance recorrer a ferramentas não aprovadas, criando risco invisível e não gerido.
Mesmo onde existe estratégia de IA, a execução é lenta: 35% dizem que as ambições não se refletem no dia a dia e cerca de um em cada cinco afirma que sua organização ainda não tem uma estratégia clara. Essa lacuna entre promessa e realidade já começa a impactar talentos, com um em cada quatro profissionais afirmando que consideraria deixar seu trabalho atual dentro de dois anos se não enxergar o valor esperado. Os clientes estão chegando à mesma conclusão: 78% consideram melhorias de qualidade impulsionadas por IA como essenciais, mas apenas 6% acreditam que a maioria dos fornecedores entrega isso. Como resultado, quase um terço pretende reavaliar essas relações nos próximos 12 meses.
Essas pressões estão crescendo mais rápido do que muitos líderes percebem e aparecem em três áreas interligadas:
Shadow AI, ou IA não validada, está criando exposição a riscos
- Um terço dos profissionais utiliza IA não aprovada por sua organização, chegando a 41% entre aqueles que dizem que suas empresas estão avançando muito lentamente em IA.
- 96% afirmam que a IA precisa proteger dados confidenciais, 94% exigem conteúdo confiável e verificado e 90% precisam de resultados que possam ser explicados e defendidos.
- Ainda assim, 41% não têm acesso a ferramentas profissionais que atendam a esses requisitos.
Talentos estão partindo
- Um em cada quatro profissionais (24%) que percebem uma lacuna entre o potencial da IA e o que sua empresa entrega considera sair em até dois anos. 13% dizem que fariam isso em até 12 meses.
- Ainda assim, quase metade dos líderes seniores acredita que a pressão relevante sobre talentos só virá daqui a pelo menos três anos.
- 62% dizem que o acesso a IA de nível profissional influenciaria a decisão de aceitar um novo emprego. Entre os que já utilizam essas ferramentas, quase um em cada três recusaria uma vaga sem esse acesso.
Clientes não estão esperando
- 78% dos clientes corporativos consideram muito importante ou essencial a melhoria de qualidade baseada em IA, mas apenas 6% dizem que seus fornecedores estão entregando isso.
- Nos próximos 12 meses, 32% pretendem reavaliar seus fornecedores, com um terço colocando mais de US$ 1 milhão em trabalho anual em risco, totalizando cerca de US$ 143 bilhões em receitas nos mercados jurídico e contábil dos EUA sob reavaliação.*
"Nem toda IA é igual. Em profissões com responsabilidade legal, o padrão precisa ser muito mais alto", disse Hasker. "Quando os resultados impactam decisões jurídicas, regulatórias ou aconselhamento a clientes, 'quase certo' não é suficiente. Por isso desenvolvemos o que chamamos de IA de nível fiduciário, uma tecnologia que os profissionais podem verificar, confiar e sustentar."
Leia o relatório completo Future of Professionals 2026 aqui.
A tecnologia está pronta. A lacuna está na execução e o novo padrão é a responsabilidade. A Thomson Reuters define isso como Fiduciary Grade™ AI, ou IA de nível fiduciário, baseada em conteúdo confiável e específico de domínio, com rigor em privacidade e segurança, expertise especializada, resultados transparentes e verificáveis e acesso a suporte humano em tempo real.
Sobre a Thomson Reuters
A Thomson Reuters informa o caminho adiante ao reunir conteúdo confiável e tecnologia para ajudar pessoas e organizações a tomar decisões corretas. A empresa atende profissionais nas áreas jurídica, tributária, contábil, compliance, governo e mídia. Seus produtos combinam softwares altamente especializados e insights para oferecer dados, inteligência e soluções que apoiam decisões informadas e fortalecem instituições na busca por justiça, verdade e transparência. A Reuters, parte da Thomson Reuters, é uma fornecedora líder global de jornalismo e notícias confiáveis. Para mais informações, acesse: thomsonreuters.com.br.
Sobre o relatório Future of Professionals 2026
Agora em seu quarto ano, o relatório anual analisa como a tecnologia está transformando o trabalho profissional. A edição de 2026 se baseia em uma pesquisa global com 1.816 profissionais das áreas jurídica, tributária, auditoria, contabilidade, compliance, risco e comércio internacional, realizada entre março e abril de 2026. Os participantes incluem profissionais de escritórios, departamentos corporativos e órgãos governamentais em 62 países. Para mais informação, visite a página do relatório.
Nota para editores
*De acordo com os dados do Future of Professionals, no período de 12 meses, 32% dos clientes corporativos irão reconsiderar seus fornecedores de serviços profissionais. Um terço afirma que isso colocará mais de US$ 1 milhão em trabalho anual em risco. Aplicado aos mercados jurídico e contábil dos EUA, isso representa cerca de US$ 143 bilhões em receitas sob revisão ativa.