IA no direito: como a inteligência artificial já apoia a prática jurídica

Entenda os principais usos da IA no direito, os cuidados para uma adoção segura e os critérios para escolher uma IA jurídica adequada à rotina dos escritórios de advocacia.

O que é IA no direito?

IA no direito é o uso de inteligência artificial para apoiar tarefas jurídicas como pesquisa, revisão documental, elaboração de minutas, resumo de informações e organização de fluxos de trabalho. Para escritórios de advocacia, a tecnologia pode ampliar a capacidade operacional, desde que seja usada com segurança, fontes confiáveis, governança e revisão profissional.

IA jurídica no mercado global

A adoção de IA no direito avança em um cenário mais amplo de transformação dos serviços profissionais. Para escritórios de advocacia, esse movimento já começa a impactar fluxos de trabalho, modelos de entrega e critérios de eficiência.

  • 40%
    das organizações já usam GenAI, contra 22% no ano anterior.
  • 87%
    dos profissionais acreditam que a IA generativa será parte central do workflow nos próximos cinco anos.

Como a IA no direito já está sendo usada?

Hoje, os principais usos da IA jurídica estão ligados a atividades que exigem leitura extensa, comparação de versões, organização de argumentos e localização rápida de informações relevantes.

  • 80%
    Pesquisa jurídica
  • 74%
    Revisão documental
  • 73%
    Resumo de documentos
  • 59%
    Redação de briefs ou memorandos
  • 55%
    Redação de correspondências
  • 49%
    Redação de contratos

O que transforma IA jurídica em prática estruturada?

O desafio dos escritórios é transformar o uso pontual da IA para advogados em prática estruturada, com objetivos, critérios de governança e métricas de resultado.
  • 18% dos profissionais afirmam que suas organizações coletam métricas de ROI de IA.
  • 40% não sabem se esse acompanhamento é feito.

Etapas para implementar IA jurídica

A implementação de IA no jurídico tende a gerar mais valor quando segue um plano claro. Em vez de ampliar o uso de forma dispersa, o escritório pode avançar em etapas, com critérios de segurança, validação e aprendizado ao longo do processo.

Riscos de adotar IA no direito sem estratégia

Quando a IA jurídica entra na rotina sem objetivos claros, governança e critérios de validação, a tecnologia pode acelerar também erros, inconsistências e exposições desnecessárias.

 Por isso, antes de ampliar o uso, escritórios precisam reconhecer os principais pontos de atenção.

Não definir objetivos claros

sem metas e métricas, fica difícil avaliar o retorno real da IA.

Não verificar a fonte das informações

no jurídico, informações relevantes precisam ser verificáveis. A IA pode criar dados falsos com aparência confiável.

Usar IA genérica para demandas jurídicas

ferramentas amplas nem sempre atendem às exigências técnicas do Direito.

Inserir dados sensíveis em ferramentas de uso genérico

informações confidenciais exigem proteção clara, adequada e compatível com a rotina jurídica.

Não definir limites de uso

quais tarefas podem ser feitas com IA, quais fluxos devem ser seguidos, quais dados podem ser inseridos e quais informações precisam ser anonimizadas antes do uso.

Não determinar critérios de validação

entregas sensíveis exigem revisão, responsáveis definidos e classificação por nível de risco.

Não criar base de conhecimento e banco de prompts

sem registros, fluxos e exemplos validados, a equipe perde consistência e repete aprendizados.

Escalar sem planejamento

o uso deve crescer com controle, suporte e capacidade operacional.

IA genérica ou IA jurídica especializada: o que muda na prática?

Para atividades jurídicas é preciso considerar ambiente de uso, rastreabilidade, adequação técnica e capacidade de operar com validação profissional.

IA genérica

1. Ambiente: menos controle sobre privacidade e uso de dados.

2. Rastreabilidade: origem das informações nem sempre é clara.

3. Alucinações: pode gerar respostas incorretas com aparência confiável.

4. Adequação jurídica: exige mais ajustes para uso jurídico.

5. Forma de trabalho: funciona melhor em pedidos pontuais.

IA jurídica especializada

1. Ambiente: mais controle sobre confidencialidade e uso profissional.

2. Rastreabilidade: trabalha com documentos e contexto jurídico.

3. Limites da resposta: aponta quando não pode verificar a informação.

4. Adequação jurídica: apoia tarefas jurídicas específicas.

5. Forma de trabalho: estrutura fluxos com validação profissional.

Como escolher a melhor IA jurídica para a prática profissional?

A melhor IA jurídica é aquela que se conecta aos fluxos da equipe, respeita os critérios de segurança e oferece suporte para um uso verificável, governável e adequado ao trabalho jurídico.

Aderência ao trabalho jurídico

a ferramenta deve compreender a linguagem, os documentos e as rotinas da prática jurídica

Segurança da informação

dados sensíveis, documentos de clientes e informações estratégicas exigem proteção adequada

Qualidade das fontes

respostas precisam estar conectadas a bases confiáveis, especialmente em pesquisa e análise jurídica

Rastreabilidade

o usuário deve conseguir revisar a origem, o caminho e os limites da resposta

Integração ao workflow

a IA gera mais valor quando se conecta a processos reais, e não quando fica isolada em usos pontuais

Governança de uso

políticas internas ajudam a orientar permissões, responsabilidades, revisão humana e limites da automação

Medição de resultado

indicadores tornam a adoção mais objetiva e ajudam a ajustar o uso ao longo do tempo.

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Perguntas frequentes sobre IA no direito

  • IA no direito é o uso de inteligência artificial para apoiar tarefas jurídicas, como pesquisa, revisão de documentos, elaboração de minutas, resumo de informações e organização de fluxos de trabalho. Ela funciona como apoio à prática profissional, sempre com revisão e critério humano.

  • A IA generativa pode apoiar pesquisa jurídica, resumo de documentos, revisão de contratos, redação de memorandos, preparação de correspondências e organização de argumentos. Em todos os casos, a revisão técnica do advogado continua necessária.

  • A IA jurídica pode ajudar escritórios a reduzir tempo em tarefas repetitivas, organizar grandes volumes de informação, apoiar pesquisa jurídica, revisar documentos e acelerar a preparação de rascunhos. O ganho depende do caso de uso, da qualidade da ferramenta e da governança aplicada.

  • A inteligência artificial para advogados não substitui o julgamento profissional. Ela pode apoiar tarefas operacionais e analíticas, mas decisões jurídicas exigem interpretação, estratégia, responsabilidade ética e conhecimento do contexto do cliente.

  • A IA genérica costuma funcionar melhor para pedidos pontuais e pode ter limitações em privacidade, rastreabilidade e adequação jurídica. Já a IA jurídica especializada é pensada para apoiar tarefas do Direito, trabalhar com contexto jurídico, sinalizar limites da resposta e estruturar fluxos com validação profissional.

  • Os principais riscos envolvem uso de dados sensíveis, respostas incorretas, falta de rastreabilidade, baixa qualidade das fontes e uso sem revisão profissional. Por isso, escritórios devem definir políticas de uso, critérios de validação e limites claros para cada aplicação.

  • A governança de IA no jurídico deve definir limites de uso, critérios de validação e processos de aprendizado. Isso inclui indicar quais tarefas podem usar IA, quais dados podem ser inseridos, quais informações precisam ser anonimizadas, quem revisa entregas sensíveis e como registrar fluxos, prompts e boas práticas.

  • A implementação deve começar com diagnóstico e preparação, seguir para um grupo de experimentação e depois avançar para pilotos com governança. A partir dos primeiros resultados, o escritório pode formar usuários referência, acompanhar métricas de ROI e ampliar o uso de forma gradual.

  • A melhor IA jurídica é aquela que se adapta ao tipo de trabalho do escritório, oferece segurança adequada, usa fontes confiáveis, permite revisão das respostas e se integra aos processos da equipe. A escolha deve começar pelos casos de uso prioritários.

  • Medir resultados ajuda o escritório a entender se a IA está reduzindo retrabalho, economizando tempo, aumentando controle e melhorando a consistência das entregas. Sem métricas, a adoção tende a depender de percepções isoladas.

  • Nem toda IA no direito oferece o mesmo nível de segurança. Antes de usar a tecnologia em tarefas jurídicas, o escritório precisa avaliar privacidade, proteção de dados, confidencialidade, rastreabilidade das respostas e critérios de revisão humana.

  • A IA jurídica aprende a partir de modelos treinados com grandes volumes de dados, capazes de identificar padrões e gerar respostas com base nas informações processadas. No uso profissional, porém, o ponto mais importante é saber quais fontes, documentos e bases sustentam cada resposta.

  • Os principais desafios envolvem qualidade dos dados, segurança da informação, integração aos fluxos do escritório, governança de uso e treinamento da equipe. A implementação também exige critérios claros para revisar respostas, proteger dados sensíveis e medir resultados.

  • A IA jurídica pode apoiar pesquisa, revisão documental, resumo de informações, redação inicial e organização de grandes volumes de dados. No entanto, ela não substitui o julgamento profissional, a interpretação jurídica, a análise estratégica e a responsabilidade ética do advogado.

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