Em meio a crescentes tensões com relação ao comércio entre os EUA e a China, muitas vezes é assumido - erroneamente - que o modelo de negócios chinês adotado para o sucesso depende da cópia de métodos e inovações dos países ocidentais.

Um relatório recém-divulgado, entitulado: The State of the Legal Market in China 2019, demonstra que essa percepção não é apenas incorreta e, na verdade, está ignorando métodos e práticas inovadoras que os escritórios de advocacia do Ocidente poderiam aprender com o mercado jurídico chinês.

O relatório, publicado conjuntamente pelo Legal Executive Institute e pela empresa de pesquisa britânica Acritas, mostra que o mercado chinês está mudando muito mais rapidamente do que os mercados ocidentais. Por causa da juventude relativa do mercado jurídico chinês, o relatório mostra que, na realidade, esse mercado é menos prejudicado pela tradicional intransigência da indústria jurídica, que foi o que retardou as mudanças em larga escala nos mercados jurídicos em grande parte do Ocidente, especialmente nos Estados Unidos. De fato, os escritórios de advocacia chineses demonstraram maior probabilidade de experimentar métodos e estratégias diferentes e de adaptar as tecnologias jurídicas necessárias para viabilizar abordagens alternativas.

"O mercado jurídico na China está evoluindo rapidamente", disse Li Steven Wang, diretor da Thomson Reuters do segmento corporativo para Ásia e Mercados Emergentes, acrescentando que a adoção do modelo americano / europeu de escritórios de advocacia, como empresas privadas e comerciais, é um desenvolvimento relativamente recente na China. “Mas, como o mercado jurídico da China tem apenas 40 anos, pode-se supor que fica atrás de suas contrapartes ocidentais em muitas áreas - mas nossa pesquisa mais recente sugere que esse não é necessariamente o caso”.

Os dados deste novo relatório vêm da pesquisa contínua da Acritas com consultores seniores internos e com escritórios de advocacia em todo o mundo. Para este relatório, os dados da Acritas são extraídos de suas entrevistas Sharplegal, que foram feitas com respondentes baseados na China Continental, e também com aqueles de fora do país, mas que possuem necessidades jurídicas dentro da China. (Para o propósito deste relatório, a China não inclui Hong Kong, Macau ou Taiwan.)

 

Alguns dos principais detalhes do relatório incluem:

A China usa acordos de taxas alternativas (AFAs) com mais frequência - Entre os escritórios de advocacia chineses, os AFAs são usados ​​em 55% das questões jurídicas. Nos EUA, são 17%. Além disso, 93% das empresas chinesas precisam de consultoria jurídica em outras partes do mundo, enquanto apenas 78% nos EUA e 85% no Reino Unido.

Os escritórios de advocacia chineses precisam desenvolver relacionamentos mais próximos com os clientes - Para aumentar o conhecimento dos parceiros sobre os negócios de seus clientes, os escritórios de advocacia chineses sabem que precisam estabelecer relações mais estreitas com os clientes, permitindo também que os parceiros chineses forneçam mais conselhos empresariais e melhor serviço no âmbito jurídico.

Não há muitos clientes que pensam que os seus escritórios de advocacia são inovadores - Tal como os departamentos de direito dos países ocidentais, os seus homólogos na China enfrentam pressões semelhantes para inovar e agregar valor. E, como no Ocidente, os departamentos chineses de direito empresarial estão descobrindo que seu Conselho externo é mais lento para inovar e adotar a tecnologia necessária do que gostariam. E, assim como os clientes corporativos no Ocidente, os clientes chineses não hesitarão em procurar fornecedores alternativos de soluções jurídicas que possam ser mais inovadores e especializados em tecnologia para atender às suas necessidades.

 

Baixe gratuitamente o relatório completo: The State of the Legal Market in China 2019.

 

 

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