Os 5 marcos de competitividade para o advogado em 2019

O advogado do futuro já vem notando modificações nas exigências de clientes, na forma de atuação dos concorrentes e também do poder público, como reflexos da transformação digital.

A consultoria PwC confirma essa tendência revelando que o índice de digitalização no Brasil é de apenas 9%, mas que até 2020 deve saltar para 72%[1]. Dentro deste contexto, as empresas devem adotar tecnologias diversas para ganharem escala e melhorarem a performance, buscando estar em compliance com as regulações de segurança e privacidade de dados, ética.

Então, fica claro que a tecnologia vai entrar de forma ainda mais intensa na gestão jurídica e nos processos dentro de escritórios ou do departamentos jurídicos. O grande divisor de águas nesta trajetória é a rápida identificação dos marcos de competitividade fundamentais para que ela conduza a uma advocacia de alta performance.

Neste post, você vai conhecer os 5 principais marcos de competitividade para que sua sua prática jurídica seja ainda mais ágil e precisa, assegurando sua fatia de mercado.

 

Os 5 marcos de competitividade na gestão jurídica

1. Custo dos processos;

2. Taxa de êxito judicial;

3. Experiência e/ou satisfação do cliente;

4. Gestão de risco;

5. Segurança da informação.

 

Analisando tópico por tópico:

 

1. Custos de processos

Com a constante pressão por redução de custos, os Alternative Legal Services Providers (ALSPs) despontam como parceiros relevantes que podem alavancar a competitividade do advogado do futuro.

Pesquisa realizada pelo Thomson Reuters Legal Executive Institute afirma que mais de 55% dos entrevistados disseram que esses parceiros ajudam a mitigar a pressão pela redução de custos por parte dos clientes[2].

Uma importante frente de atuação dos ALSPs é no âmbito da tecnologia, que possibilita maior “musculatura” e produtividade para escritórios e departamentos jurídicos, com grandes processadores de dados em ciclos repetitivos e em grande escala. Além da redução de custo, a parceria com os ALSPs possibilita o acesso ao conhecimento especializado, que também torna a oferta jurídica mais robusta.

Mais inovação e tecnologia significa transformações dos processos e mentalidades dentro dos escritórios. Em julho de 2018, a Thomson Reuters realizou a primeira edição do Accelerator Day, desafio de inovação focado em lawtechs. As startups vencedoras desenvolveram PoCs (proof of concept) e as funcionalidades serão incorporadas ao Legal One, assegurando ainda mais velocidade na inovação.

 

2. Taxa de êxito judicial

Uma elevada taxa de êxito judicial gera credibilidade ao escritório (trazendo mais clientes) e amplia o prestígio do departamento jurídico dentro da empresa (o que pode abrir muitas portas em termos de carreira também).

No entanto, com procedimentos manuais, o advogado do futuro fica cada vez mais distante deste êxito, algo já pouco aceitável em 2019. Isso porque, para ampliar as chances de sucesso é preciso fazer um trabalho gigantesco de pesquisa e levantamento de informações dentro da empresa e depois cruzar com as informações externas para embasar a tomada de decisão. É praticamente impossível trabalhar com todos os dados disponíveis de forma manual, ainda mais contando com a variável da atualização desses materiais

Assim, a ajuda da tecnologia, principalmente da automação, do big data e do machine learning[3], trazem mais chances de sucesso nos pleitos, tornando a sua gestão jurídica muito mais efetiva. O embasamento não é importante apenas para a assertividade do advogado, mas também para diminuir resistências de clientes e de outros departamentos à invocação: uma vez que o core business está rodando bem e aprimorado, há mais disponibilidade mental e disposição para novas soluções e projetos.

 

3. Experiência e Satisfação do cliente

O advogado do futuro não pode deixar de olhar para a satisfação do seu cliente, como em qualquer empresa. Independentemente do resultado da ação, a experiência oferecida pelo atendimento precisa ser considerada e mensurada dentro do negócio.

Para realizar o mapeamento da percepção dos clientes, a adoção da tecnologia é um passo importante, pois ajuda a simplificar as práticas administrativas e a coleta de dados. Uma pesquisa NPS (Net Promoter Score), por exemplo, solicita aos clientes existentes ou anteriores a probabilidade de recomendarem sua empresa aos seus amigos e familiares ou colegas[4]. Isso oferece um excelente termômetro sobre a satisfação dos clientes com a sua gestão jurídica.

Vale lembrar que a pesquisa pode ser feita com ferramentas que seus clientes já estão habituados, como os formulários do SurveyMonkey ou do Google que podem ser enviados por e-mail mesmo.

O acompanhamento dos resultados pode ser feito pela equipe administrativa por meio de uma planilha e a análise. Com suas devidas ações corretivas, trará mais competitividade para sua equipe.

É importante também que seus parceiros de negócios estejam alinhados a essa necessidade. Um software de gestão jurídica integrado permite melhor alocação de recursos, disponibilidade de dados e atualização, fazendo com que o cliente final tenha sempre o que precisa de forma ágil, confiável e qualificada.

 

4. Gestão de risco

Existem dois movimentos de mercado que vêm elevando o risco das empresas (seja reputacional ou de perda financeira). O primeiro é a digitalização dos negócios, especialmente dos bancos. O segundo é o uso intensivo de terceiros para aumentar a eficiência das operações, como acontece com as empresas de Supply Chain.

O advogado do futuro tem nesse cenário complexo uma grande oportunidade para ampliar sua competitividade ao tecer seu trabalho com foco no desenvolvimento de mecanismos de proteção contra danos de naturezas diversas, decorrentes da não conformidade das normas internas e externas de uma empresa[5].

Esses mecanismos serão baseados em dados colhidos e estruturados por meio de uma plataforma tecnológica especializada no segmento jurídico. Para Alexandre Zavaglia Coelho, VP de Educação da Future Law “A tecnologia avançou exponencialmente nos últimos anos e o cruzamento de dados para a solução de problemas jurídicos complexos é um grande diferencial, pois o mundo todo está caminhando para o movimento data-driven”[6].

 

5. Segurança da informação e proteção de dados

A segurança da informação está na pauta do dia em praticamente todos os setores da economia, conforme a transformação digital avança. Enquanto a previsão é da digitalização dos negócios chegar a 72%, é relevante pontuar este tópico como fator de competitividade para a gestão jurídica.

A proteção de dados deve ser abordada em toda a cadeia de valor das empresas (desde funcionários até fornecedores, terceiros e clientes) e abranger não apenas a confidencialidade dos dados, mas também a sua integridade e disponibilidade[7].

Isso não é tarefa simples! Primeiro porque as relações de negócio estão cada vez mais complexas e as regulamentações demandam constante atualização do advogado do futuro. Vale lembrar que somente a GDPR, por exemplo, conta com 99 artigos, dos quais 44 são obrigações de conteúdo jurídico[8]. E, no Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados também traz exigências tão rígidas quanto as penalidades.

Assim, contar com sistemas de gestão que tenham informação embarcada é um excelente passo para que o advogado do futuro se mantenha competitivo e ofereça aos seus clientes ganhos em governança e transparência. Além da simplificação da gestão de contratos e controles processuais.

Em resumo, a transformação digital impõe adequações para que a prática jurídica seja mais competitiva, ágil e precisa, reduzindo as burocracias e aumentando a participação da tecnologia para que o valor da gestão jurídica ganhe ainda mais destaque.

Com isso, é importante ressaltar que a tecnologia não vai substituir os profissionais do Direito por robôs. O avanço do digital dentro das empresas e escritórios de advocacia traz novas oportunidades para aprimorar o trabalho de todos.

 

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[1] De acordo com reportagem divulgada no portal TI Inside em 23/11/2017.

[2] Pesquisa divulgada em 05/12/2017.

[3] Artigo publicado em 5 de dezembro de 2018.

[4] Whitepaper de Mary Juetten, fundadora e CEO da Traklight.

[5] Artigo publicado em 28 de setembro de 2017.

[6] Release para a imprensa publicado em 03 de setembro de 2018.

[7] Artigo publicado em 18 de janeiro de 2018.

[8] Artigo publicado em 21 de junho de 2018.

 

 

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