O que 2018 revela sobre as tendências que definirão o Futuro do Direito ainda em 2019?

Relatório global “2019 Report on the State of the Legal Market” traz insights sobre um novo modelo de gestão jurídica

O 2019 Report on the State of the Legal Market, desenvolvido pelo Center on Ethics and the Legal Profession at the Georgetown University Law Center e pela Thomson Reuters através do Legal Executive Institute e do Peer Monitor, é um relatório que apresenta as principais tendências que impactaram o mercado jurídico em 2018, além de questões que poderão influenciar na gestão jurídica do mercado em 2019 e, principalmente, no futuro do Direito.

Neste artigo são apresentados alguns dos principais pontos levantados no relatório que irão ajudar advogados a se prepararem para o mercado jurídico nesse ano.

           

A gestão jurídica em transformação

Em 2018, o mercado jurídico presenciou um relevante aumento na demanda de serviços prestados por escritórios de advocacia. De forma geral, o aumento do ritmo de trabalho e da produtividade dos escritórios aliado às métricas certas resultou em um rendimento positivo para o mercado como um todo. No entanto, esse progresso vem seguido de transformações que têm alterado a realidade do cenário jurídico.

No white paper “Principais métricas para aumentar a eficiência do advogado”, o advogado tem acesso a informações que podem ajudá-lo em sua gestão jurídica e a alcançar resultados ainda melhores.

Veja a seguir três realidades que estão impactando no dia a dia do advogado:

 

Clientes no controle

Os clientes têm cada vez mais acesso a informações sobre o escritório de advocacia com o qual trabalham e suas práticas, graças à maior disponibilidade de informações sobre o mercado. A publicação em periódicos, feita por agências de classificação de risco e fontes de mídia social, tem favorecido este cenário.

O acesso à informação rompe com os modelos tradicionais dos escritórios, uma vez que os clientes passam a ter mais controle sobre os processos e custos das firmas contratadas. Diante dessa nova posição, os clientes se tornaram mais exigentes no que diz respeito aos níveis de previsibilidade, eficiência e custo-benefício dos serviços legais providos.

Desde a crise de 2008, muitas empresas passaram a buscar soluções menos custosas, que consigam prestar um serviço de qualidade utilizando o mínimo de recursos possíveis. Isso causou a flexibilização de muitos clientes de escritórios, os quais passaram a adotar alternativas mais econômicas que prestem os mesmos serviços, como por exemplo, escritórios de menor porte, advogados in-house e, inclusive, provedores não tradicionais de serviços legais.

 

Concorrência acirrada

A concorrência entre escritórios de advocacia se baseia na retenção de clientes e funcionários talentosos. Por não estarem sujeitos a cláusulas ou contratos que os prendam ao escritório de advocacia, há uma grande pressão para mantê-los, já que estão diretamente relacionados ao aumento do market share da empresa.

A solução encontrada por muitos advogados foi a diminuição do número de sócios de capital (patrimoniais), o aumento da compensação de sócios e associados para reter jovens advogados promissores, assim como a tentativa de fusões com outros escritórios. Todavia, ao contrário do esperado, em alguns casos tomar essas atitudes tem levado escritórios a mais instabilidade.

Diante deste panorama, o advogado deve se manter atualizado ao passo em que reflete sobre seu desempenho, essa é a construção da jornada do advogado que planeja seguir em direção ao futuro do Direito. Leia mais sobre a jornada do advogado neste white paper.

 

Perda de participação

Serviços legais, que antes eram exclusivamente prestados por um escritório de advocacia, agora são oferecidos por Provedoras de Serviços Legais Alternativos.

As Alternative Legal Service Providers (ALSPs) fazem parte do futuro do Direito e estão ganhando espaço no mercado jurídico, causando a perda de participação de mercado de escritórios tradicionais. Além disso, muitas corporações têm aumentado o número de advogados em seus departamentos jurídicos para responsabilizá-los por tarefas internas, antes executadas por um escritório de advocacia.

Sob a perspectiva de que cada vez mais o escritório de advocacia precisará automatizar sua gestão jurídica a fim de tornar sua entrega mais eficiente, o advogado deve ter plena ciência de que há inovações, como software jurídico e tecnologia em nuvem, que poderão ajudá-lo. A prestação de serviços no futuro do Direito inclui, por exemplo, soluções baseadas em inteligência artificial, blockchain, smart contracts, análises preditivas e jurimetria.

O conteúdo “Os 11 princípios de inovação para escritórios de advocacia” traça os conhecimentos indispensáveis que os profissionais jurídicos devem acompanhar para continuarem atualizados em 2019.

 

Como se adaptar às mudanças?

O cenário legal está em constante e rápida transformação, levando ao questionamento sobre seu modelo atual de gestão jurídica. Como resposta, o relatório apresenta o “Modelo de Mercado Dinâmico”, que divide o mercado jurídico em três segmentos de serviços:

 

Especialização jurídica única:

Consiste em serviços que exigem do escritório de advocacia e seus advogados um alto nível de conhecimento e habilidade de uma determinada área. Nesse caso, clientes buscam escritórios com uma boa reputação e o custo dos serviços prestados costuma ser um fator secundário de escolha.

 

Serviços jurídicos abrangentes:

É a execução de processos e operações legais diárias que a empresa do cliente precisa para conduzir regularmente suas atividades comerciais, além de resolver problemas rotineiros. Nesse caso, como se trata de assuntos mais abrangentes, não é necessária alta expertise jurídica. Por isso, as empresas têm procurado provedores alternativos que ofereçam serviços legais eficientes e economicamente viáveis ao seu negócio.

 

Serviço de suporte auxiliar:

São serviços que costumam ser prestados por um escritório de advocacia, mas podem ser facilmente executados por provedores alternativos a um custo inferior. Os clientes buscam a opção mais eficiente, com melhor custo-benefício e que atenda aos padrões básicos da qualidade de serviço.

A partir desse modelo é importante que escritórios de advocacia e outros provedores inseridos nesse mercado analisem e reconheçam o posicionamento de suas práticas e serviços oferecidos a fim de evoluir e se tornarem bem-sucedidos. Para entender em que segmento a empresa se encaixa, é necessário ser extremamente honesto em suas ponderações; o relatório apresenta questões-chaves para essa avaliação:

 

1. Qual o real valor do seu serviço na perspectiva do cliente?

2. Quão único o seu serviço precisa ser?

3. Qual a importância de uma especialização jurídica para o problema apresentado pelo cliente?

4. O quanto o cliente se preocupa com eficiência, viabilidade econômica ou previsibilidade dos serviços prestados?

5. Qual a probabilidade do cliente dividir o serviço desejado entre diferentes provedores de serviço?

6. Qual a importância do preço no assunto em questão?

 

Empresas que oferecem uma variedade de serviços terão uma mistura de respostas para essas perguntas. Mas, o importante é chegar a uma conclusão realista a partir da maioria dos serviços oferecidos pela companhia.

Após essa avaliação, a gestão pode estruturar e realizar estratégias para o sucesso de escritório de advocacia. Entretanto, não existe um modo certo de executar tais estratégias, já que cada empresa possui diferentes posicionamentos, serviços oferecidos, clientes, reputação, entre outros fatores. Mas, vale apontar que para se manter relevante essa avaliação deve ser realizada constantemente de acordo com as mudanças do mercado.

Para se aprofundar mais sobre os assuntos tratados neste artigo e saber o que o futuro do Direito trará, confira o relatório completo no link: http://www.legalexecutiveinstitute.com/2019-legal-market-report/

 

 

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