Adaptado de The digital future we need, por Jim Smith – presidente e diretor executivo da Thomson Reuters – e Lynn St. Amour – presidente e diretor executivo da Internet Matters. Juntos, eles co-presidem a Iniciativa de Economia e Sociedade Digital do Fórum Econômico Mundial.

 

Hoje, quase metade da população mundial está conectada à Internet, cinquenta anos desde que foi inventada e trinta desde a criação da World Wide Web.

Independentemente de vermos isso como uma história de sucesso ou um progresso terrivelmente lento, duas perguntas centrais permeiam o assunto da era digital: Para onde vamos a partir daqui? Qual é o futuro digital que precisamos?

 

Inúmeros voluntários, ativistas, empresários, empresas e governos atribuíram significados para a Internet e o mundo digital que ela oferece. Uma onda de novas tecnologias: sensores embutidos em produtos físicos, aprendizado de máquinas, inteligência artificial e redes de próxima geração nos permitem atuar em tempo real e em escala global, reunindo, envolvendo, processando e atuando com dados e informações o tempo todo. A tecnologia tem o potencial de transformar a forma como nos mantemos saudáveis, como viajamos, como produzimos e consumimos bens e como enfrentamos os desafios ambientais e de desenvolvimento.


Uma das grandes ironias do imenso potencial da tecnologia digital é o fato de que não estamos mais lidando apenas com uma questão tecnológica - espera-se que 60% do PIB mundial seja digitalizado até 2022 e há cada vez menos distinção entre a economia digital e a economia 'real', entre a sociedade digital e a sociedade 'real'. Como resultado, devemos abordar questões maiores que estão se tornando latentes na agenda global.

 

Inclusão e confiança

Primeiro, há uma crescente percepção de que as divisões digitais baseadas em fatores como geografia, economia, gênero, deficiência e idade estão crescendo. As divisões digitais existem tanto entre países, quanto dentro dos próprios países. Apesar de conectar metade do planeta, o crescimento de novos usuários na internet está diminuindo e a parte da população mais vulnerável hoje, que não possuem acesso a rede, podem ser os mais difíceis de alcançar nos modelos atuais. A exclusão ou inclusão torna-se auto-reforçada à medida que vemos regularmente um aumento da desigualdade econômica e uma concentração de mercado em economias conectadas.

Em segundo lugar, para aqueles que participam hoje da internet, a confiança está em declínio. Em uma pesquisa recente com pessoas de dez grandes economias, menos da metade dos respondentes sentiram que a tecnologia melhoraria suas vidas. Preocupações sobre privacidade, segurança, perspectivas pessoais e crença de que empresas e governos agem em prol de seus interesses são cada vez mais difundidas.

A menos que abordemos essas questões fundamentais de inclusão e confiança, arriscamos que a tecnologia se torne uma força para maior divisão e discórdia, em vez de uma vantagem para o progresso humano.

O ritmo, escala e natureza da mudança são complexos. Ao mesmo tempo, os indivíduos têm uma voz maior, mais oportunidades para agir coletivamente e expectativas mais altas de engajamento em muitas dessas deliberações e processos; tudo isso desafia as instituições tradicionais.


Metas compartilhadas para o nosso futuro digital

Nos últimos 18 meses, tivemos a oportunidade de direcionar um processo que reuniu profissionais, especialistas e líderes para abordar uma ampla gama de questões digitais, para identificar o futuro digital de que precisamos. Nesse processo, constatamos seis prioridades que precisam de nossa atenção e ação:

 

1. Não deixe ninguém para trás: garantir acesso à Internet de alta qualidade para todos.

2.  Escolha e capacitação de usuários por meio de identidades digitais: garantindo que todos possam participar da sociedade digital por meio de mecanismos de identidade e acesso que capacitem o usuário.

3. Faça com que os negócios funcionem para as pessoas: ajudando as empresas a navegar pela disrupção digital e evoluir para modelos e práticas de negócios responsáveis.

4. Mantenha todos seguros e protegidos: moldando normas e práticas que possibilitam um ecossistema digital seguro e resiliente.

5. Criar novas regras para um novo jogo: desenvolver novos mecanismos de governança flexíveis, baseados em resultados e participativos, para complementar as políticas e regulamentações tradicionais.

6. Romper a barreira dos dados: desenvolvendo inovações que nos permitam aproveitar os dados, protegendo os interesses e a privacidade de todos os stakeholders.

No próximo ano, dezenas de organizações e instituições globais, incluindo o G20, a Assembléia Geral da ONU, o Fórum de Governança da Internet, a Conferência da Internet de Wuzhen, a Comissão Global sobre a Estabilidade do Ciberespaço, o Painel de Alto Nível da ONU sobre Cooperação Digital e o Fórum Econômico do Mundo, reunirão comunidades para a discussão desses tópicos. Esses esforços são espelhados e enriquecidos por meio de atividades regionais, nacionais e locais.

Estamos em um momento crucial na criação do nosso mundo digital. Pedimos aos líderes, profissionais e especialistas de todos os setores e países que contribuam e apoiem esses processos. Além disso, encorajamos o reconhecimento dos enormes ganhos potenciais a serem assegurados por meio de colaboração e cooperação mais profundas com base em metas compartilhadas.

Objetivos compartilhados, sejam os acima ou outros, nos dão a oportunidade de evitar discussões fragmentadas e isoladas; e ao invés disso, criar uma série de degraus onde diferentes partes interessadas possam fazer contribuições complementares, criando um futuro digital inclusivo, confiável e sustentável.

 

 

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