Adaptado de The rise of the data-driven lawyer, por David Curle, Diretor de Tecnologia e Plataforma de Inovação da Thomson Reuters Legal Executive Institute, para o Answers On. 

Devido aos benefícios oferecidos pelo data-driven analytics – análises orientadas por dados – maximizar o potencial dos dados é algo que os advogados e outros profissionais do conhecimento devem aprender a fazer.

 

A onipresença de dados em nossas vidas

No consumo de tecnologia, a prevalência de aplicativos baseados em dados é extremamente significativo. Para os consumidores, os dados são abrangentes e os usuários estão acostumados a isso, acolhendo a conveniência que as percepções desses dados trazem para suas vidas.

Os advogados que, por uma razão ou outra, não implementaram mudanças orientadas por dados em suas vidas profissionais, ao menos já testemunham que essa tecnologia torna suas vidas pessoais mais convenientes e satisfatórias.

  • Ao dirigir, os dados em tempo real sobre o congestionamento de tráfego são canalizados para aplicativos móveis, como o Google Maps ou o Waze.
  • Quando os consumidores usam seus computadores ou dispositivos móveis, os algoritmos processam informações sobre eles e sobre pessoas como eles, e apresentam aos usuários opções que correspondem ao que os algoritmos acham que querem ver.
  • Quando os indivíduos procuram atendimento médico, os prestadores de serviços de saúde podem acessar dados sobre os resultados em milhões de pacientes e utilizam tais informações para apoiar decisões sobre tratamentos e diagnósticos.
  • Quando os consumidores usam um cartão de crédito, eles facilitam a expansão de um grande banco de dados de seus hábitos pessoais.

Para aconselhar os clientes, os advogados se envolvem em previsões sobre o futuro. Em um influente artigo sobre predição jurídica, o professor Daniel Martin Katz, do Kent Kent College of Law, expôs algumas questões que são trazidas em pauta quando pensamos no futuro:  “Eu tenho um caso? Qual é a provável exposição que teremos? Quanto isso vai custar? O que acontecerá se deixarmos esta disposição específica fora deste contrato? Como podemos trabalhar melhor com essa específica questão jurídica?”

 

Usando dados para fazer previsões

Para que os advogados fizessem esse tipo de previsão, o modelo primário passou por expertise e experiência. À medida que os advogados praticavam e obtinham conhecimento ao longo dos anos, eles confiavam em sua experiência pessoal e no julgamento de como essas perguntas deveriam ser respondidas. Agora, faz-se necessário que os advogados economizem tempo e reduzam riscos.

Hoje, os dados não são apenas um conjunto de pontos de referência estática sobre os quais um humano pode tomar decisões, mas sim um recurso dinâmico que eles podem usar para erradicar relações e conclusões nunca antes vistas.

Agora, os dados que os advogados podem ter são altamente úteis e aplicáveis às previsões que eles devem fazer sobre o futuro, especialmente se esses dados forem provenientes de uma estrutura consistente.

Algumas áreas nas quais os dados podem melhorar fundamentalmente previsões que os advogados devem fazer, são: planejamento e estratégia de litígios, revisão de documentos, precificação e orçamento, dentre outras.

Criar uma prática jurídica baseada em dados não vai acontecer da noite para o dia. Mas começar a trilhar esse caminho não é a tarefa árdua que pode parecer.

Aqui estão cinco bons pontos de partida:

 

1. Caminhe antes de correr e comece com a fruta de baixo

O lugar para começar a usar dados para aprimorar sua prática é provavelmente em aplicativos comparativamente mundanos, como seus próprios sistemas de faturamento e gerenciamento de questões. Eles detêm uma mina de ouro de dados sobre produtividade, valor, talento e resultados.

 

2. Identifique e organize seus dados

Esta etapa envolve a obtenção de dados estruturados da maneira correta; como por exemplo, planilhas díspares e de difícil controle que os escritórios de advocacia mantêm para processos de coleta de dados, convém mantê-los em um formato organizado e estruturado, que seja seguro e compartilhável entre aqueles com as permissões de acesso apropriadas.

 

3. Limpe seus dados

A limpeza dos dados é um passo crítico. Os dados dos tribunais estaduais e federais são extremamente valiosos para os aplicativos analíticos, mas também são notoriamente confusos. Embora não sejam tão desleixados, os dados de gerenciamento de faturamento e de matéria em organizações jurídicas também podem exigir alguma limpeza, mas podem ser incrivelmente valiosos quando adequadamente filtrados.

 

4. Colabore com aqueles que conhecem bem os dados

Não há como contornar o fato de que alavancar a análise em uma organização jurídica requer que os advogados trabalhem lado a lado com pessoas que entendam de estrtura de dados e dos dados em si. É necessário atravessar essa divisão muitas vezes existente,  quebrando essas fronteiras profissionais com uma mudança de mentalidade necessária para o setor jurídico hoje, visando construir confiança e atingir a troca de conhecimentos em assuntos.

 

5. Construa em sua organização, uma cultura baseada em dados

Construir uma prática jurídica baseada em dados não é algo que você designa a uma força-tarefa, departamento ou indivíduo. Requer um buy-in de todos, partindo da liderança e alcançando todos os colaboradores.

Nada disso é fácil, tudo se resume a construir comportamentos e práticas que apóiem a ideia de que "é assim que fazemos as coisas agora e é melhor do que a prática anterior".

Criar uma prática jurídica baseada em dados é uma questão de sobrevivência competitiva. E é muito mais do que simplesmente a adoção de uma nova ferramenta ou produto. Isso requer uma mudança de mentalidade para os indivíduos e uma mudança cultural significativa para suas organizações.

 

 

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