Do papel ao digital: a integração da tecnologia na área tributária

Daniel Silva – Value Proposition Specialist na Thomson Reuters Brasil

 

O profissional tributário foi considerado por muitos anos um dos mais tradicionais de uma empresa, porém, a inovação e a tecnologia passaram a ter um papel importante na vida destes profissionais na última década.

Durante muitas décadas, os departamentos fiscais e tributários trabalharam na era do papel, onde muitas pessoas eram necessárias para manter o departamento funcionando, e o conhecimento destes profissionais era quase completamente operacional, por conta da grande demanda de trabalho.

Por serem enviados em formato físico, os dados não possuíam muita integração, a parte digital se mantinha apenas em planilhas, sem muita automação ou contato com os dados de outros departamentos, o que acabava isolando as informações.

Com o advento da Nota Fiscal Eletrônica – NF-e, em 2005, o Fisco começou a aperfeiçoar seu sistema de monitoramento, inciando, a Receita Federal Brasileira, um extenso processo de digitalização das entregas e obrigações acessórias com a criação do SPED Fiscal e Contábil.

A partir deste movimento, a área tributária iniciou sua transformação digital, passando a buscar por novas tecnologias que otimizem o seu trabalho. Com inclusão de novas ferramentas, se tornou necessário expandir os conhecimentos do profissional tributário, que agora necessita agregar conhecimento de processo e o básico de TI à sua rotina.

A tendência para os próximos anos é aumentar ainda mais essa automação, realizando o processamento e a integração de dados, tornando seus colaboradores em pessoas responsáveis não mais, apenas, por tarefas operacionais, mas sim, responsáveis pela estratégia de como analisar e se utilizar destes dados.