Um maior número de executivos financeiros deixa de tomar decisões de negócios conforme a responsabilização pessoal

NOVA YORK/LONDRES, 3 de maio de 2017 – A preocupação dos executivos financeiros com os riscos de responsabilização pessoal parece estar afetando as decisões estratégicas de negócio que eles tomam, de acordo com uma pesquisa global com profissionais de compliance e de risco em empresas financeiras. Pela primeira vez, a pesquisa da Thomson Reuters mostra uma correlação direta entre cultura bancária e risco de conduta, e as ações que as empresas estão tomando para mudar a cultura e mitigar o risco.

 

O estudo, relatório da pesquisa de Cultura e Risco de Conduta da Thomson Reuters de 2017, sugere que o aumento das ações dos órgãos regulatórios em todo o mundo está começando a mudar os comportamentos dos tomadores de decisões nos bancos, corretoras, empresas de administração de ativos e companhias de seguros. A pesquisa de 2017 foi ampliada especificamente para cobrir a cultura, e risco de conduta, visando refletir as expectativas regulatórias em mudança.

 

Quase um terço dos respondentes (29 por cento) afirma que suas empresas recusaram oportunidades de negócio potencialmente lucrativas devido a preocupações com a cultura e/ou de risco de conduta, em comparação com 37 por cento dos respondentes nas instituições financeiras globais sistemicamente importantes (G-SIFI). Uma clara maioria, 77 por cento, afirma que leva os fatores de risco de conduta em consideração ao determinar a estratégia de negócios.

 

“Nossa pesquisa anual fornece insights sobre a mentalidade da indústria e melhores práticas emergentes, e expectativas regulatórias”, afirmou o coautor, Stacey English, chefe de Inteligência Regulatória da Thomson Reuters. “As francas preocupações e visões compartilhadas pelos participantes reforçam os desafios que seus pares enfrentam em todos os setores de serviços financeiros. Nem a cultura e nem o risco de conduta são conceitos novos, mas a pesquisa deste ano enfatiza como ambos permanecem no topo das prioridades das empresas e órgãos regulatórios, afetando diretamente a estratégia conforme eles enfrentam maiores perspectivas de responsabilização pessoal”.

 

A maioria dos executivos (87 por cento) nas G-SIFI concordaram que o foco contínuo na cultura e risco de conduta aumentará a responsabilização pessoal, em comparação com 73 por cento nas demais empresas. Esta disparidade é potencialmente o resultado de uma falta de definição consistente sobre cultura e risco de conduta.

 

Novamente, os entrevistados classificaram a cultura, ética e integridade (59 por cento) como as suas três principais preocupações de risco de conduta, seguido pela governança corporativa e “tom no topo” (52 por cento) e conflitos de interesse (49 por cento).

 

“Nossa pesquisa de conduta tornou-se uma medida indispensável para a comunidade de conformidade global”, disse Phil Cotter, Diretor-Gerente de Risco e Cadeia de Suprimentos da Thomson Reuters. “Esta pesquisa fornece informações valiosas para os profissionais de compliance e de risco, conforme eles elaboram as estruturas de políticas, protocolos de monitoramento e conformidade de relatórios para os seus clientes, líderes de empresas, órgãos regulatórios e acionistas”.

 

Enquanto a avaliação comparativa geralmente ocorre entre empresas ou setores de porte similar, a cultura e risco de conduta abrangem uma área na qual todas as empresas podem aprender com as G-SIFIs, o que a pesquisa mostra ter feito muito mais para definir sua abordagem.

 

Outras conclusões importantes da pesquisa de 2017 incluem:

 

  •         Desafios e responsabilidades do Conselho: Os três principais desafios de conduta do Conselho são os ambientes regulatórios em mudança, desenvolver métricas e informações gerenciais, e cultivar uma cultura apropriada. O foco no nível do Conselho no risco de conduta permanece alto, com 48 por cento afirmando que ele aumentou no ano passado.

 

  •         Nova abordagem para gerenciar a cultura e risco de conduta: Há sinais de uma abordagem mais madura para a gestão da cultura e dos riscos de conduta, apesar da falta de uma definição comum para o risco de conduta. De maneira geral, mais da metade das empresas (55 por cento) afirmam que incorporaram estruturas ou implementaram a abordagem da sua empresa, embora trabalho e recursos adicionais sejam necessários, em comparação com 68 por cento das G-SIFIs. Ainda assim, 14 por cento das empresas dizem que não têm um programa formal e nem recursos para a abordagem da sua empresa para a gestão da cultura e dos riscos de conduta.

 

  •         Abordagens diferentes para a avaliação: Mensurar a cultura e risco de conduta demonstrou ser uma tarefa desafiadora para as empresas, refletida por uma ampla gama de indicadores que são utilizados para avaliar a cultura, incluindo o monitoramento da conformidade, auditorias internas, pesquisas de opinião da equipe e análise de reclamações. Por outro lado, as G-SIFIs afirmam que utilizam objetivos de desempenho individual e certificados internos como indicadores culturais.

 

Para a pesquisa deste ano, que foi concluída no quarto trimestre de 2016, a Thomson Reuters Regulatory Intelligence entrevistou profissionais de compliance de mais de 750 empresas de serviços financeiros, incluindo bancos, corretoras, administradoras de ativos e seguradoras, incluindo a maior parte das maiores G-SIFIs, na África, Américas, Ásia, Austrália, Europa e Oriente Médio. A pesquisa baseia-se em pesquisas anuais de entrevistados similares que revelam tendências e acontecimentos ano a ano que visam ajudar as empresas de serviços financeiros regulamentadas no planejamento, alocação de recursos e direcionamento, permitindo-lhes comparar suas práticas, experiências e alocações de recursos com aquelas na indústria global mais ampla.

Para uma análise adicional dos resultados da Pesquisa de 2017, veja uma entrevista com os coautores. Ashley Kovas, especialista sênior em Inteligência Regulatória, e Stacey English no endereço https://share.insider.thomsonreuters.com/link?entryId=1_4mft7ig3


Um relatório detalhado sobre as conclusões da pesquisa pode ser encontrado em: https://risk.thomsonreuters.com/en/resources/special-report/culture-and-conduct-risk-2017.html

Para saber mais sobre o Thomson Reuters Regulatory Intelligence, clique em: https://risk.thomsonreuters.com/products/thomson-reuters-regulatory-intelligence  

 

 

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