Thomson Reuters reúne reguladores e especialistas do setor elétrico para discutirem as matrizes de formação de preço da energia elétrica no Brasil

Encontro realizado em março discutiu a matriz de energia elétrica no Brasil e os fatores que mais influenciam na formação de preços

São Paulo, 23 de março de 2017 – Especialistas e reguladores do setor de energia elétrica do Brasil e da Noruega reuniram-se em um evento do setor realizado pela Thomson Reuters para traçarem um paralelo entre os mercados do Brasil e também dos países Nórdicos. No centro do debate, estavam o despacho por oferta e os fatores fundamentais nos mercados de energia. Além disso, os especialistas explicaram as principais diferenças sobre os modelos de formação de preços de energia elétrica nas duas regiões, já que as matrizes de energia elétrica, nesses lugares, são formadas predominantemente por hidroelétricas.

 

Umas das grandes diferenças dos mecanismos de formação de preço entre os países é o modelo adotado por cada deles. Enquanto o Brasil adota o modelo baseado em custo a curto prazo (PLD - Preço de Liquidação de Diferenças), os países Nórdicos, por sua vez, precificam o custo da energia elétrica por demanda, a longo prazo. No entanto, o clima é ponto-chave para se definir preços em ambas as regiões. “Em se tratando de hidrelétricas, independentemente de qual seja o modelo adotado, o fator determinante para formação do preço da energia elétrica, nas duas regiões, é o comportamento do clima”, explica Jørund Haartveit, Diretor de Pesquisa de Energia e Carbono da Thomson Reuters. “Estamos todos presos ao clima, uma vez que, tanto o Brasil quanto os países nórdicos, usam modelos de vazão e de preço”, completou o especialista.

 

Os especialistas destacaram também a importância de prever os preços e seu impactos para cada um dos mercados. “No Brasil, o valor da água é medido semanalmente, fazendo com que os preços sofram menos alterações. Na Noruega, por exemplo, esse acompanhamento é feito diariamente e, dependendo da hidrologia, minuto a minuto”, constata Nils Spjeldnæs, Diretor da Hydro Energia. “Esse é um ponto importante, principalmente no que diz respeito ao monitoramento de Superfície de Aversão a Risco – SAR [nível dos reservatórios] e do Valor Condicionado a um Dado Risco – CvaR [custo dos cenários hidrológicos mais críticos]”. “Mas é importante salientar que as metodologias aplicadas no Brasil e nos países nórdicos funcionam e atendem seus respectivos mercados”, finaliza Spjeldnæs.

 

A formação de preços no Brasil

Em outro painel, formado por representantes dos principais órgãos do setor no Brasil, a discussão se deu em torno da atualização da operação do sistema brasileiro. Marcelo Prais, Assessor do Diretor-Geral do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), explica que o modelo de precificação adotado no país vem desde os anos 1980 e que sofrerá mudanças, deixando de ser quase que exclusivamente hidráulica. “A partir da primeira grande mudança que aconteceu nos anos 2000, motivada pela crise hidráulica que afetava o país naquela época, saímos de uma matriz que sempre foi majoritariamente hidráulica desde os anos 80 e hoje, naturalmente, essa participação vem caindo significativamente”, explica. “Essa mudança na qualidade da matriz tem forçado que a gente persiga outros modelos, mais baratos, em que naturalmente iremos adotar usinas individualizadas”, declara.

 

Prais também aproveitou a oportunidade para informar que está em andamento um plano de melhorias do sistema e que será iniciado a partir deste ano. “Queremos perseguir a melhor operação do sistema e vamos iniciar esse desenvolvimento ainda este ano e conclui-lo na metade de 2019. Feito isso, implantaremos em 2020”, afirma. “Essa é a nossa meta e vamos persegui-la em parceria com outras entidade como a ANEEL, CCEE e a TRADENER”, finaliza.

 

O Assessor da Presidência da TRADENER, José Siqueira, afirmou que a ONS tem operado o despacho de energia corretamente, mas ressaltou que a PLD tem acompanhando esse despacho. “Na avaliação que fizemos internamente, identificamos que a ONS tem uma percepção apurada do sistema, mas o preço não tem acompanhado essa operação. O erro de vazão corresponde a 30% do despacho e é necessário ser ajustado”, declarou. “Há pouco a Thomson Reuters* nos apresentou uma solução que vai colaborar para essa previsibilidade de preço e pode nos ajudar a encontrar uma saída”, declarou.

 

O Eikon, através de modelos proprietários chuva-vazão do tipo HBV (Hydrologiska Byråns Vattenbalansavdelning), permite a projeção hidrológica de curto e longo prazo a nível de posto hidrológico. As projeções de ENAs e vazões são atualizadas diariamente com diversas opções de meteorologia e cenários hidrológicos que permitem uma análise gráfica detalhada das previsões meteorológicas.

 

 

 

Thomson Reuters

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