Thomson Reuters divulga resultados globais do segundo trimestre de 2017

TORONTO – A Thomson Reuters (TSX/NYSE: TRI) divulgou hoje os resultados para o segundo trimestre concluído em 30 de junho de 2017. Com base nos resultados do primeiro semestre, a empresa aumentou suas projeções para o exercício de 2017 em várias métricas, conforme mostrado na página 5.

“É animador ver a melhoria contínua no desempenho operacional subjacente”, afirmou Jim Smith, Presidente e CEO da Thomson Reuters. “Com base no sólido início do ano, estamos aumentando a previsão do LPA para o exercício. Nosso foco na execução está dando frutos, e acreditamos que os esforços para melhorar a experiência do cliente manterão as linhas de tendência movendo-se na direção correta”.

1 Além dos resultados divulgados de acordo com as Normas Internacionais de Relatório Financeiro (IFRSs), a empresa utiliza determinadas medidas financeiras não baseadas nas IFRSs como indicadores complementares do seu desempenho operacional e situação financeira. Estas e outras medidas financeiras não baseadas nas IFRSs são definidas e reconciliadas com as medidas baseadas nas IFRSs mais diretamente comparáveis nas tabelas anexadas a este comunicado de imprensa.

As receitas foram ligeiramente superiores em relação ao mesmo período do ano anterior, uma vez que as maiores receitas recorrentes e contribuições das aquisições foram majoritariamente compensadas pelo impacto da moeda estrangeira.

  • Em moeda constante, as receitas cresceram 2%.

O lucro operacional permaneceu essencialmente inalterado, uma vez que as receitas ligeiramente maiores e as despesas mais baixas, que refletiram as economias decorrentes das iniciativas de simplificação da empresa, foram compensadas pelo impacto desfavorável dos ajustes ao valor justo associados a derivativos em moeda estrangeira embutidos em determinados contratos de clientes.

  • O EBITDA ajustado aumentou 11%, para US$ 838 milhões, e a margem aumentou 280 pontos base, de 27,3% para 30,1%, principalmente em função das maiores receitas e iniciativas de simplificação que resultaram na redução das despesas.

O LPA diluído, que inclui operações descontinuadas, diminuiu 40%, para US$ 0,27, em decorrência dos mesmos fatores que afetaram o lucro operacional, bem como das flutuações cambiais não monetárias nos empréstimos interempresa, e a perda dos lucros do negócio de PI & Ciência (IP & Science) após sua venda no quarto trimestre de 2016.

  • O LPA ajustado foi de US$ 0,60, um aumento de 28%, ou de US$ 0,13 por ação, principalmente em função do aumento do EBITDA ajustado.

O fluxo de caixa operacional aumentou 8%, apesar da perda do fluxo de caixa do negócio de PI & Ciência após sua venda, em função do maior lucro operacional antes do impacto de itens não monetários, como ajustes ao valor justo.

  • O fluxo de caixa livre aumentou 10%, para US$ 580 milhões, refletindo principalmente o desempenho mais forte do EBITDA ajustado, parcialmente compensado pela perda do fluxo de caixa do negócio de PI e Ciência após sua venda.

A empresa recomprou 6,7 milhões de ações no segundo trimestre, ao custo de US$ 294 milhões, e recomprou 13,5 milhões de ações durante o primeiro semestre do exercício a um custo de US$ 578 milhões no seu programa de recompra de ações de US$ 1,0 bilhão.

Salvo indicação em contrário, todas as comparações de crescimento da receita por unidade de negócios neste comunicado à imprensa estão em moeda constante (ou excluem o impacto da moeda estrangeira), uma vez que a Thomson Reuters acredita que essa abordagem oferece a melhor base para medir seu desempenho.

Financeiro e Risco

As receitas aumentaram 2% para US$ 1,5 bilhão. As receitas orgânicas cresceram 1%, enquanto as aquisições contribuíram com 1%.

  • Receitas por tipo:
    • As receitas recorrentes cresceram 1% (77% do total)
      • O aumento foi principalmente decorrente de um aumento anual de preços e vendas líquidas positivas.
    • As receitas de transações cresceram 8% (15% do total)
      • O crescimento foi decorrente do aumento da receita da Tradeweb e do negócio de BETA Brokerage Processing, além das contribuições de aquisições. Esses aumentos foram parcialmente compensados pelo impacto da diminuição das receitas de negociação cambial.
    • As receitas de recuperações diminuíram 5% (8% do total). A empresa não espera que as recuperações tenham um impacto significativo no crescimento da receita da área Financeira e de Risco no segundo semestre do exercício.
  • Receitas por região:
    • As receitas aumentaram 3% nas Américas, 1% na Europa, Oriente Médio e África (EMEA) e cresceram ligeiramente na Ásia-Pacífico, apesar do impacto das menores receitas de recuperação em cada região.

O EBITDA ajustado aumentou 8%, para US$ 477 milhões.

  • A margem aumentou de 29,1% para 31,4%. Em moeda constante, a margem aumentou 180 pontos base, principalmente em função das economias geradas pelas iniciativas de simplificação da empresa, incluindo as verbas rescisórias de 2016 e maiores receitas.

As vendas líquidas foram positivas no trimestre.


Jurídico

As receitas aumentaram 1%, para US$ 842 milhões.

  • As receitas recorrentes cresceram 4% (76% do total)
  • As receitas de Impressão dos EUA caíram 8% (14% do total)
  • As receitas com transações diminuíram 8% (10% do total)

O EBITDA ajustado aumentou 3%, para US$ 320 milhões.

  • A margem aumentou de 36,6% para 38,0%. Em moeda constante, a margem aumentou 110 pontos base, em decorrência do aumento das receitas, economias relacionadas às verbas rescisórias do quarto trimestre de 2016 e das iniciativas de simplificação em andamento.


Tributário e Contábil

As receitas aumentaram 8%, para US$ 350 milhões, principalmente em função do aumento das receitas recorrentes e melhoria das receitas de transações. O crescimento da receita também se beneficiou de uma comparação favorável com o mesmo período do exercício anterior, uma vez que os negócios com o Governo registraram receitas menores no mesmo período do exercício anterior em função de atrasos em determinados contratos.

  • As receitas recorrentes cresceram 4% (84% do total)
  • As receitas de transações cresceram 36% (16% do total)

O EBITDA ajustado aumentou 26%, para US$ 103 milhões.

  • A margem aumentou de 25,3% para 29,4%. Em moeda constante, a margem aumentou 390 pontos base, em decorrência do aumento das receitas e das economias relacionadas às verbas rescisórias do quarto trimestre de 2016.


Corporativo e Outros (incluindo a Reuters News)

As receitas da Reuters News foram de US$ 74 milhões, queda de 5%.

Os custos de Corporativo e Outros em termos do EBITDA ajustado foram de US$ 62 milhões, em comparação com US$ 78 milhões no mesmo período do exercício anterior.

  • A redução foi impulsionada pelas economias geradas pelas iniciativas de simplificação da empresa e pela eliminação de determinados custos após a venda do negócio de PI & Ciência.
  • Incluindo a depreciação e amortização de software, os custos de Corporativo e Outros foram de US$ 74 milhões em comparação com US$ 94 milhões no mesmo período do exercício anterior. Nesta base, a empresa espera que os custos de Corporativo e Outros sejam de aproximadamente US$ 280 milhões no ano.

As receitas aumentaram 1%, uma vez que as maiores receitas recorrentes e contribuições de aquisições foram parcialmente compensadas pelo impacto da moeda estrangeira e por uma queda nas receitas de recuperações da área Financeira e de Risco.

  • Em moeda constante, as receitas cresceram 2%.

O lucro operacional aumentou 19%, uma vez que as receitas maiores e despesas menores foram parcialmente compensadas por ajustes ao valor justo desfavoráveis associados a derivativos em moeda estrangeira embutidos em determinados contratos de clientes. As despesas menores refletiram as iniciativas de simplificação contínua.

  • O EBITDA ajustado aumentou 14%, para US$ 1,7 bilhão, e a margem aumentou de 27,1% para 30,6%, principalmente refletindo as maiores receitas e o impacto positivo das iniciativas de simplificação da empresa.

O LPA diluído, que inclui operações descontinuadas, diminuiu 15%, para US$ 0,67, uma vez que o lucro operacional maior foi mais do que compensado pelas flutuações cambiais não monetárias nos empréstimos interempresa e pela perda dos lucros do negócio de PI & Ciência após sua venda.

  • O LPA ajustado foi de US$ 1,23, um aumento de 32%, ou de US$ 0,30 por ação, principalmente em função do aumento do EBITDA ajustado.

O fluxo de caixa operacional caiu 62%, principalmente em decorrência de uma contribuição de US$ 500 milhões para o plano de previdência, US$ 116 milhões em pagamentos relacionados a verbas rescisórias em 2016, e a perda do fluxo de caixa do negócio de PI & Ciência após sua venda (variação de US$ 243 milhões em relação ao mesmo período do exercício anterior).

  • O fluxo de caixa livre foi US$ 5 milhões negativo, refletindo fatores similares aos mencionados acima.
  • Espera-se que o fluxo de caixa livre para o exercício completo fique entre US$ 0,9 bilhão e US$ 1,2 bilhão, conforme refletido nas perspectivas da empresa.

 

Dividendos

Em fevereiro de 2017, o Conselho de Administração da Thomson Reuters aprovou um aumento anualizado de US$ 0,02 por ação no dividendo, para US$ 1,38 por ação ordinária. Um dividendo trimestral de US$ 0,345 por ação será pago em 15 de setembro de 2017 aos acionistas ordinários registrados em 17 de agosto de 2017.

Perspectiva da Empresa para 2017 (Em moeda constante)

Com base nos resultados do primeiro semestre, a empresa aumentou suas perspectivas de margem EBITDA ajustada e LPA ajustado para o exercício completo. A empresa reiterou suas perspectivas de crescimento de receita e de fluxo de caixa livre para o exercício completo. Para o exercício de 2017, a empresa atualmente espera:

  • Um crescimento da receita lento de um dígito
  • Uma variação entre 29,3% a 30,3% na margem EBITDA ajustada - acima da perspectiva anterior de 28,8% a 29,8%
  • Uma variação entre US$ 0,9 bilhão e US$ 1,2 bilhão no fluxo de caixa livre, que reflete os pagamentos de caixa em 2017 relativos às verbas rescisórias do quarto trimestre de 2016, a contribuição do plano de pensão de US$ 500 milhões realizada no primeiro trimestre de 2017, e a perda do fluxo de caixa livre decorrente da venda do negócio de PI & Ciência
  • Uma meta de LPA ajustado de US$ 2,40 a $ 2,45 - acima da perspectiva anterior de US$ 2,35

As perspectivas da empresa em 2017 não consideram o impacto das aquisições ou alienações que podem ocorrer durante o ano.

As informações nesta seção são prospectivas e devem ser lidas em conjunto com a seção abaixo, intitulada "Nota especial de declarações sobre eventos futuros, premissas importantes e riscos relevantes”.

 

Thomson Reuters

A Thomson Reuters é a principal fonte de notícias e informações para os mercados profissionais do mundo. Nossos clientes confiam em nós para oferecer a inteligência, tecnologia e conhecimentos que eles necessitam para encontrar respostas confiáveis. A empresa vem atuando em mais de 100 países há mais de 100 anos. As ações da Thomson Reuters são negociadas nas Bolsas de Valores de Toronto e Nova York (símbolo: TRI). Para mais informações, visite o site  www.thomsonreuters.com.br.

 

MEDIDAS FINANCEIRAS NÃO BASEADAS NAS IFRSs

As demonstrações financeiras foram elaboradas de acordo com as Normas Internacionais de Relatório Financeiro (“IFRSs”) emitidas pelo International Accounting Standards Board (“IASB”).

Este comunicado à imprensa inclui algumas medidas financeiras não baseadas nas IFRSs, como o EBITDA ajustado e a margem relacionada (exceto no nível das unidades de negócios ou dos segmentos), fluxo de caixa livre, LPA ajustado e medidas selecionadas, excluindo o impacto da moeda estrangeira. A Thomson Reuters utiliza essas medidas financeiras não baseadas nas IFRSs como indicadores complementares do seu desempenho operacional e situação financeira. Essas medidas não possuem significados padronizados estabelecidos pelas IFRSs e, portanto, não são susceptíveis de comparação para o cálculo de medidas similares utilizadas por outras empresas, e não devem ser vistas como alternativas às medidas de desempenho financeiro calculadas de acordo com as IFRSs. As medidas financeiras não baseadas nas IFRSs são definidas e reconciliadas com as medidas baseadas nas IFRSs mais diretamente comparáveis nas tabelas em anexo. O termo “orgânico” refere-se aos negócios existentes da Thomson Reuters antes do impacto das aquisições.

A perspectiva de negócios da empresa contém várias medidas financeiras não baseadas nas IFRSs. Somente para fins de perspectiva, a empresa não consegue reconciliar essas medidas não baseadas nas IFRSs com as medidas baseadas nas IFRSs mais comparáveis, pois não pode prever, com certeza razoável, o impacto das mudanças nas taxas de câmbio em 2017 que afetam (i) a conversão dos seus resultados reportados pelas taxas de câmbio médias para o exercício, (ii) os ajustes ao valor justo associados a derivativos em moeda estrangeira embutidos em determinados contratos de clientes, e (iii) outras receitas ou despesas financeiras relacionadas a contratos de câmbio e acordos de financiamento interempresa. Além disso, a empresa não pode prever razoavelmente a ocorrência ou o valor de outros ganhos e perdas operacionais, que geralmente são resultantes de transações comerciais que ela não prevê.

 

NOTA ESPECIAL DE DECLARAÇÕES SOBRE EVENTOS FUTUROS, PREMISSAS IMPORTANTES E RISCOS RELEVANTES

Certas declarações neste comunicado à imprensa, incluindo, mas não se limitando às declarações na seção "Perspectiva da Empresa para 2017 (Em moeda constante)", os comentários e declarações do Sr. Smith sobre as receitas de recuperações e custos corporativos, são prospectivas. Consequentemente, as declarações sobre eventos futuros estão sujeitas a diversos riscos e incertezas que poderão fazer com que os resultados ou eventos reais difiram significativamente das expectativas atuais. Não há garantia de que os eventos descritos em qualquer declaração sobre eventos futuros se materializem. Uma perspectiva de negócios é fornecida visando apresentar informações sobre as expectativas atuais para 2017. Essas informações podem não ser adequadas para outros fins. Você não deve depositar confiança excessiva nas declarações sobre eventos futuros que refletem as expectativas somente na data deste comunicado à imprensa. Exceto conforme exigido pela legislação aplicável, a Thomson Reuters renuncia a qualquer obrigação de atualizar ou revisar quaisquer declarações sobre eventos futuros.

A perspectiva de negócios da empresa para 2017 baseia-se em várias premissas externas e internas. As premissas econômicas e de mercado incluem, mas não estão limitadas ao crescimento do PIB na maioria dos países nos quais a Thomson Reuters atua, um aumento contínuo na demanda por informações de alta qualidade e soluções de fluxo de trabalho, e uma necessidade contínua de produtos e serviços confiáveis que ajudam os clientes a navegar por ambientes geopolíticos, econômicos e regulatórios em mudança. As premissas financeiras e operacionais internas incluem, mas não estão limitadas à execução bem-sucedida de iniciativas de vendas, programas de lançamento de produtos em andamento, nossa estratégia de globalização e outras iniciativas de crescimento e eficiência.

Alguns dos fatores de risco relevantes que podem fazer com que os resultados ou eventos reais difiram significativamente daqueles expressos ou implícitos nas declarações sobre eventos futuros neste comunicado à imprensa incluem, mas não estão limitados a: mudanças na economia geral; ações de concorrentes; falha no desenvolvimento de novos produtos, serviços, aplicações e funcionalidades para atender às necessidades dos clientes, atração de novos clientes e retenção dos existentes, ou expansão para novos mercados geográficos e identificação de áreas de maior crescimento; acesso a dados fraudulentos ou não permitidos ou outras violações de segurança cibernética ou de privacidade; falhas ou interrupções de telecomunicações, data centers, sistemas de rede ou da Internet; maior acessibilidade a fontes de informação gratuitas ou relativamente baratas; incapacidade de enfrentar os desafios envolvidos em atuar globalmente; falha em manter uma alta taxa de renovação para serviços recorrentes baseados em assinatura; dependência de terceiros para obter dados, informações e outros serviços; mudanças nas leis e regulamentos; questões tributárias, incluindo mudanças nas leis, regulamentos e tratados tributários; flutuações cambiais e nas taxas de juros; incapacidade de se adaptar às mudanças organizacionais e implementar iniciativas estratégicas efetivamente; incapacidade de atrair, motivar e reter administradores de alta qualidade e funcionários-chave; falha na proteção das marcas e da reputação da Thomson Reuters; proteção inadequada dos direitos de propriedade intelectual; ameaça de ações judiciais e indenizações; falha na obtenção integral dos benefícios previstos de aquisições existentes ou futuras, joint ventures, investimentos ou alienações; risco de reivindicações ou investigações antitruste/relacionadas à concorrência; diminuição do ágio e de outros ativos intangíveis identificáveis; rebaixamento das notas de crédito e condições adversas nos mercados de crédito; efeito de fatores fora do controle da Thomson Reuters sobre as obrigações de financiamento relacionadas aos acordos previdenciários e de benefícios após a aposentadoria; e ações ou ações potenciais que poderiam ser tomadas pelo principal acionista da empresa, a The Woodbridge Company Limited. Estes e outros fatores são discutidos em materiais que a Thomson Reuters arquiva ou fornece de tempos em tempos para as autoridades regulatórias de valores mobiliários e para a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC). Os relatórios anuais e trimestrais da Thomson Reuters também estão disponíveis na seção "Relações com investidores" do site  www.thomsonreuters.com.