El Niño deve favorecer a agricultura, revela análise da Thomson Reuters sobre o panorama global a respeito dos efeitos do fenômeno para o setor.

São Paulo – A Thomson Reuters, provedor líder mundial de soluções e informação inteligente para empresas e profissionais, anunciou os resultados do novo estudo realizado por meio da plataforma Thomson Reuters Lanworth, sobre as perspectivas mundiais das culturas e colheitas do setor agrícola e como serão afetadas pelo fenômeno El Niño no mundo.

De acordo com Corey Cherr, Chefe Global de Pesquisa e Previsões para Agricultura e Meteorologia da Thomson Reuters, o fenômeno El Niño, caracterizado pelo aumento das temperaturas da superfície do Oceano Pacífico, está causando a seca em algumas partes do mundo e chuvas e inundações em outras áreas, adicionando incerteza para os mercados de commodities e energia.

"De acordo com as previsões meteorológicas, o fenômeno vai durar pelo menos até o final deste ano e acreditamos que será mais forte, pelo menos na primeira metade da temporada. A tendência ao longo do tempo é que o fenómeno diminua ", disse Corey Cherr.

No entanto, com a força do fenômeno, a produção agrícola se beneficiará em algumas áreas do mundo, como na produção de soja nos EUA, que já vem se beneficiando das fortes chuvas nas últimas semanas. De acordo com a estimativa feita por Cherry Rose, a colheita dos Estados Unidos já atingiu o plantio de 71% da área reservada para o grão e deve atingir 108 milhões de toneladas, o mesmo volume colhido pelos produtores norte-americanos na safra de 2014 e 2015.

A projeção excede a última estimativa do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), que estima uma colheita de 104,78 milhões de toneladas para o novo ciclo.

Em outros países latino-americanos, como o Brasil, o fenômeno poderá ajudar os produtores a colher mais de 100 milhões de toneladas de grãos na safra 2015/16, enquanto na Argentina a estimativa é de alta na produção, pois a colheita pode exceder 60 milhões de toneladas.

Segundo Cherr, não há previsões para a produção de cereais na América do Sul, mas observou que o fenômeno deve ter um impacto positivo especialmente na época de entre- safras no Brasil.

O impacto do El Niño será negativo na Ucrânia e na Rússia para o cultivo de trigo, com uma queda potencial de 15% a 20%. No entanto, Cherr observou que os produtores do Leste Europeu ainda estão semeando a safra de inverno e falta tempo para o início das atividades do ciclo seguinte.

O analista também observou que a cultura de palma na Indonésia e Malásia também pode ser afetada negativamente, "Há uma queda potencial de 15% para 20% no caso, temos um El Niño muito forte", indica Cherr.

Em 2 de junho, a NOAA (Agência dos Estados Unidos para análise atmosférica) confirmou a formação do fenômeno, reforçando o diagnóstico feito há três semanas pelo escritório meteorológico na Austrália.

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