Mesmo entre as dez maiores economias do mundo Brasil e Canadá vivem realidades diferentes no comércio exterior

Especialista da Thomson Reuters analisa os números do comércio exterior dos dois países e concluem que a falta de mais acordos de livre comércio põe o Brasil em desvantagem

São Paulo –   Ocupando respectivamente o nono e décimo lugares no ranking das maiores economias mundiais, Brasil e Canadá têm quase o dobro de diferença nas receitas derivadas das exportações. Segundo os números de 2015 da balança comercial dos dois países, o Brasil exportou US$16.989 milhões contra US$31.671 dos canadenses, uma diferença US$14.682. “Os acordos de livre comércio proporcionam ao Canadá a ampliação de seu poder competitivo, uma vez que lhe permite acessar a um mercado global de US$20 trilhões”, explica Marcos Piacitelli, Especialista em Acordos Internacionais da Thomson Reuters. “No que diz respeito às exportações brasileiras, ainda que nossa gama de produtos seja bastante diversificada, o Comércio Exterior representa apenas 20% do PIB”, analisa.

O principal destino das exportações canadenses é para os países membros do NAFTA (TLCAN - Tratado de Livre Comércio da América), que é formado por Canadá, Estados Unidos e México, representando mais de 70% do volume total. O levantamento feito por Piacitelli revelou que o tratado rendeu quase meio bilhão de dólares ao Canadá em 2015. “O NAFTA é tão importante para o Canadá que em 2015 o país exportou US$424 bilhões, sendo US$ 396 bilhões somente para os EUA”, revela.

No caso do Brasil, o principal acordo comercial é o MERCOSUL. O bloco absorve 20% das exportações de produtos manufaturados pelo país. A Argentina é o principal destino dos carros produzidos no Brasil. O Uruguai, por sua vez, é o terceiro maior importador de petróleo brasileiro. “A crescente no fluxo de comércio entre o bloco é inegável: o volume passou de US$4,5 bilhões em 1991 para US$51 bilhões em 2015. No entanto, nestes 25 anos de parceria, o bloco não firmou qualquer acordo com os maiores mercados fora do eixo latino-americano, deixando o bloco extremamente desfavorecido em tempos de abertura de mercado global”, finaliza Marcos.

Ainda de acordo com o estudo feito pelo especialista, desde 1991 foram firmados ao redor do mundo 253 Tratados de Livre Comércio, porém o MERCOSUL só participou e promulgou três: com a Índia, com Israel e com o bloco SACU (África Austral). Somados, esses acordos não representam nem 5% das exportações do Brasil. Para recuperar a competitividade do Brasil no mercado exterior, o governo brasileiro promove algumas ações de incentivo. Dentre elas, destaca-se o lançamento do Plano Nacional de Exportações, publicado em 2015.

Porém, para que esse plano tenha sucesso, já a médio prazo, é necessário também que as empresas brasileiras coloquem o comércio exterior na estratégia de seus negócios. Para Menotti Franceschini, diretor da área de negócios de Comércio Exterior da Thomson Reuters no Brasil, “A combinação do Plano Nacional de Exportação, aliado à atual alta do dólar pode ser vista não só como uma oportunidade, mas como uma estratégia para que as empresas ingressem de vez no comércio exterior".

"Depois de meses de retração econômica, negociadores brasileiros têm explorado cada vez mais os países extrabloco. E um dos países que fazem parte das ambições brasileiras e do bloco sul americano é justamente o Canadá”, conclui Marcos Piacitelli, Especialista em Acordos Internacionais da Thomson Reuters.

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