Tensões comerciais globais não afetam perspectivas para o real

A recente escalada das tensões comerciais entre os EUA e a China não trouxe grandes mudanças às perspectivas para o dólar em relação ao real, mas deve apagar os ganhos recentes do peso mexicano, mostra pesquisa da Reuters
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Segundo o mais recente levantamento da Reuters, o dólar deve subir a 3,35 reais nos próximos 12 meses –uma leve alta em relação à pesquisa anterior, que projetava para o mesmo período queda a 3,2917 reais. O resultado ilustra como estrategistas e economistas continuam relativamente tranquilos em relação à eleição presidencial de outubro, a mais aberta em décadas.

 

Confira abaixo a trajetória do dólar em relação ao real nos últimos doze meses: 

O peso mexicano, por outro lado, deve sofrer nos próximos meses. A moeda norte-americana deve subir 2,2 por cento frente ao peso nos próximos 12 meses e atingir 18,5 pesos, mostrou a pesquisa. É uma mudança significativa em relação ao levantamento anterior, que apontava estabilidade.

Uma métrica da Thomson Reuters que atribui peso maior às casas que mais acertam indica que o dólar pode subir ainda mais, um sinal de que há ampla margem para decepção.

Nafta em risco

Os resultados sugerem forte mudança de atitude entre os participantes da pesquisa, que há apenas um mês minimizaram a possibilidade de guerra comercial. 

Atualmente, analistas da área de câmbio parecem cada vez mais preocupados com a possibilidade de o México ser afetado pela disputa comercial entre os EUA e a China.

No mês passado, o governo dos EUA impôs elevadas tarifas contra importações de aço e alumínio, um ataque contra a China. A China respondeu, por sua vez, impondo tarifas retaliatórias.

Os EUA excluíram o México e o Canadá das tarifas, derrubando o dólar à mínima em sete meses frente ao peso. No entanto, economistas e estrategistas parecem céticos em relação a esse recuo.

Os participantes temem que a postura dura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra a China se estenda às negociações do NAFTA, que podem inclusive se alongar até as eleições de julho.

Com o candidato nacionalista Andrés Manuel López Obrador no topo das pesquisas, a probabilidade de maiores complicações entre o México e os EUA parece cada vez mais alta.

 

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