Temer dá continuidade a articulações por Previdência com indicação para Cidades

As articulações do presidente Michel Temer para ampliar sua base de apoio em busca de aprovar a reforma da Previdência voltam aos holofotes nesta terça-feira, dia em que os ministros da Fazenda e do Planejamento participam de evento em Brasília.

POLÍTICA

  • A terça começou com a Polícia Federal cumprindo um mandado de prisão, cinco mandados de condução coercitiva e oito de busca e apreensão como parte de uma nova fase da operação Lava Jato, tendo como alvo um ex-gerente da Transpetro, subsidiária da Petrobras, suspeito de receber 7 milhões de reais em propina e de fazer repasses ao PT, informaram a PF e o Ministério Público Federal (MPF). Os repasses teriam ocorrido de setembro de 2009 a março de 2014, e foram revelados a partir de acordo de colaboração premiada de executivos da empresa de engenharia responsável pelos pagamentos, que não foi identificada pelas autoridades (leia mais aqui).
  • Em Brasília, o presidente Michel Temer escolheu um deputado ligado ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para o Ministério das Cidades e ainda costura para agradar a bancada de deputados do PMDB a fim de tentar ampliar sua base de apoio para aprovar a versão enxuta da reforma da Previdência, disseram à Reuters uma fonte palaciana e dois parlamentares envolvidos nas tratativas. O nome escolhido é o do deputado Alexandre Baldy (Podemos-GO), que deixou o partido na segunda para se filiar ao PP e assumir a pasta. Deputado federal de primeiro mandato, Baldy foi o relator do projeto de repatriação de recursos. Prevista inicialmente para ocorrer na segunda-feira, a indicação de Baldy por nota oficial do Palácio do Planalto deve ficar para esta terça e a posse, para o dia seguinte, às 15h30, segundo uma fonte. Ainda há acertos políticos de última hora a serem feitos e o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), está em viagem no exterior e só deve chegar ao país na terça (leia mais aqui).
  • O presidente ainda negocia para agradar à bancada de deputados do PMDB a fim de tentar ampliar sua base de apoio para aprovar a versão enxuta da reforma da Previdência, segundo uma fonte palaciana e dois parlamentares envolvidos nas tratativas.
  • O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reconheceu nesta terça-feira, em entrevista à rádio CBN, que o governo está "muito longe" de obter os 308 votos necessários para aprovar a reforma da Previdência, mas defendeu a permanência do ministro Antônio Imbassahy na Secretaria de Governo, responsável pela articulação política com os parlamentares. Segundo Maia, é importante o governo concluir logo a reforma ministerial para poder avançar nas negociações relativas à reforma da Previdência, que ele afirmou não ser fácil, mas "fundamental e urgente" para o Brasil. Maia defendeu que o presidente Michel Temer mantenha Imbassahy no cargo, apesar da insatisfação de parte da base aliada com o ministro tucano.
  • O presidente Michel Temer prepara uma viagem a quatro países do sudeste asiático no início de 2018 em busca de trazer investimentos estrangeiros para o Brasil e também estreitar laços com essas nações, segundo uma fonte palaciana afirmou à Reuters. Até o momento, o giro deve ocorrer entre os dias 5 e 12 de janeiro e contemplar Vietnã, Cingapura, Timor Leste e Indonésia. A expectativa é que Temer faça encontros bilaterais nesses países e seja recebido como chefe de Estado em todos os países que visitar. Em alguns deles, ele deve fazer uma visita de Estado, quando vai a todos os Poderes do país visitado (leia mais aqui).

 

MACROECONOMIA

  • Entre os indicadores que serão divulgados nesta semana, na cena externa há a ata do Fomc às 17h de quarta-feira.
  • Já na quinta-feira, o IBGE divulga o IPCA-15 de novembro às 09h00.
  • Na sexta-feira, o Banco Central divulga seu relatório de juros e spreads  de outubro às 10h30.
  • Na pesquisa Focus divulgada na segunda-feira, a expectativa para a taxa básica de juros ao fim de 2018 foi mantida em 7,0, com o mercado deixando praticamente inalteradas suas projeções para a inflação deste ano e do próximo. Os economistas consultados passaram a ver a alta do IPCA em 4,03 por cento em 2018, ligeiramente abaixo dos 4,04 por cento indicados no levantamento anterior. Para 2017, o percentual esperado seguiu em 3,09 por cento. A meta de inflação para ambos os anos é de 4,5 por cento com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Após reduzir a taxa básica de juros a 7,5 por cento no mês passado, o BC optou por não dar pistas sobre suas decisões futuras para agir conforme o panorama do momento, deixando a porta aberta para mais reduções.

 

Veja abaixo as principais projeções do mercado para a economia brasileira, de acordo com a pesquisa semanal do Banco Central com cerca de 100 instituições financeiras:

MERCADOS FINANCEIROS LOCAIS

  • O principal índice da bolsa paulista operava em alta nesta terça-feira, com o tom positivo na volta do feriado amparado nas articulações do presidente Michel Temer para a aprovação da reforma da Previdência. A primeira parte do pregão é marcada ainda por vencimento de opções sobre ações, o que pode adicionar alguma volatilidade aos negócios. Às 11:14, o Ibovespa subia 0,93 por cento, a 74.117 pontos. O giro financeiro era de 2,36 bilhões de reais. Apesar do calendário cada vez mais apertado devido à proximidade do fim do ano e antes do período de campanha eleitoral, o governo segue articulando sua base para tentar emplacar um texto enxuto que altere pontos das regras para a Previdência, o que é visto pelo mercado como crucial para as contas públicas no médio prazo (leia mais aqui).
  • O dólar exibia leves oscilações ante o real nesta terça-feira, com os investidores de olho na cena política local. Às 10:03, o dólar recuava 0,11 por cento, a 3,2575 reais na venda, depois de ficar parado na véspera diante do feriado pelo Dia da Consciência Negra em algumas cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro. O dólar futuro tinha leve baixa de cerca de 0,10 por cento (leia mais aqui).
  • Já as taxas da maioria dos contratos futuros de juros operavam em queda nesta terça-feira diante das articulações do presidente Michel Temer para ampliar sua base de apoio e conseguir aprovar uma versão enxuta da reforma da Previdência em breve. Com isso, cresceram também as apostas de que o Banco Central pode entrar em 2018 reduzindo a taxa básica de juros, com as expectativas de que as contas públicas do país poderiam estar no caminho para se equilibrarem. "Com Maia mais satisfeito, os sinais ao mercado podem ser mais positivos e, caso seja aprovada a reforma da Previdência, (as expectativas de) juros a 6,5 por cento em 2018 se renovam", afirmou o economista-chefe da gestora Infinity Asset, Jason Vieira, referindo-se à Selic, hoje a 7,50 por cento ao ano.

 

  • Na segunda-feira, os treasuries de 10 anos apresentaram rendimento em queda a 2,3559%, ante 2,37% no dia anterior. O Global 26 teve rendimento em queda a 4,4137%, ante 4,414% no dia anterior.

EMPRESAS

  • A Vale anunciou que foi informada da decisão da Justiça de aceitar o pedido para prorrogação até o dia 20 de abril de 2018 para que a mineradora, a BHP Billiton Brasil e a Samarco --joint venture da Vale e BHP-- cheguem a um acordo com o Ministério Público Federal sobre o acidente com uma barragem em Mariana (MG). De acordo com a Vale, o acordo com o MPF "tratará, dentre outros assuntos, de questões relacionadas à governança para execução dos programas de recuperação" dos danos causados pelo desastre em Mariana (leia mais aqui).

CENA EXTERNA

  • Na Ásia, o índice de blue-chips da China fechou na máxima de 28 meses nesta terça-feira, impulsionado por fortes ganhos em empresas de corretagem, uma vez que analistas esperam que o setor se beneficie da contínua alta do mercado acionário. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 1,79 por cento, enquanto o índice de Xangai teve alta de 0,55 por cento. Por sua vez o índice MSCI chegou à máxima de 10 anos com os investidores animados diante de mais evidências de força na economia global. Às 7h09 (horário de Brasília), o índice MSCI, que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão, tinha alta de 1 por cento (leia mais aqui).
  • Os mercados acionários europeus tinham leve alta nesta terça-feira, após recuarem mais cedo com uma série de notícias corporativas afetando a confiança apesar do otimismo contínuo na força da economia europeia e na expansão global sincronizada. Às 8:09 (horário de Brasília), o índice FTSEEurofirst 300 subia 0,24 por cento, a 1.522 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 ganhava 0,19 por cento, a 387 pontos. O índice alemão DAX chegou a cair mais cedo depois que a chanceler Angela Merkel (foto) disse que preferiria novas eleições que governar com minoria, após o colapso de conversas para formação de uma coalizão de três partidos (leia mais aqui).

 

  • Peter Altmaier, braço direito da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, fez um apelo nesta terça-feira a partidos políticos alemães para que decidam nas próximas três semanas se conseguem formar um governo estável e tirar o país de um impasse político. O fracasso das conversas entre o bloco conservador de Merkel, o pró-empresariado Partido Democratas Livres (FDP) e os ambientalistas Verdes mergulhou a Alemanha na incerteza política e criou a perspectiva de novas eleições (leia mais aqui).
  • Os preços do petróleo subiam nesta terça-feira, com investidores à espera de uma reunião na próxima semana em que os principais exportadores de petróleo devem prolongar os cortes de oferta, embora o aumento da produção nos Estados Unidos limite os ganhos. O petróleo Brent subia 0,45 dólar, ou 0,72 por cento, a 62,67 dólares por barril, às 8:30 (horário de Brasília). O petróleo dos Estados Unidos avançava 0,32 dólar, ou 0,57 por cento, a 56,74 dólares por barril. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) deve concordar em prolongar os cortes, na medida em que os níveis de estoque permanecem elevados apesar das recentes restrições de oferta.

 

> SOBRE A THOMSON REUTERS  | FINANCIAL & RISK
Combinamos as notícias, dados e informações  em tempo real com ferramentas analíticas e plataformas de negociação eletrônica. Conectamos mais de 440.000 profissionais em 150 países das comunidades de trading, investimentos, finanças e corporativos através nossas soluções customizáveis, com pacotes e custos de acordo com suas necessidades.

> AGÊNCIA DE NOTÍCIAS REUTERS
Fundada há mais de 165 anos, a agência de notícias Reuters conta com 2,600 jornalistas, 600 jornalistas fotográficos em cerca de 200 localidades ao redor do globo. Produzindo 2.500+ reportagens, 1,5+ Milhões de alertas de notícias, 100+ reportagens investigativas, 850.000+ fotos, 100.000+ vídeos.

> PARA QUEM PRECISA SABER ANTES > EIKON 
As notícias e dados estão disponíveis em tempo real através do terminal de informação

> PARA QUEM PRECISA DISTRIBUIR DADOS > ELEKTRON 
Dados e tecnologia para sua instituição, em tempo real ou EOD

> PARA QUEM PRECISA DE CONTEÚDO > DIGITAL
Soluções digitais de conteúdo para Fintechs e Advisors.

> PARA QUEM PRECISA DE IMPACTO > REUTERS PLUS
Imagens, fotos e vídeos premiados da Reuters, atualizados 24/7

> PARA QUEM PRECISA DE GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE > RISK
Soluções para riscos de terceiros e clientes, governança e treinamentos de compliance