Semana começa com expectativa por denúncia contra Temer e repercussão de prisão de Joesley e Saud

A semana começa com o cenário político no foco depois da prisão dos executivos da J&F Joesley Batista e Ricardo Saud no fim de semana e a expectativa de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ofereça nova acusação criminal contra o presidente Michel Temer.

POLÍTICA

  • Investidores dos mercados financeiros no Brasil mantêm no centro das atenções a possibilidade de o procurador-geral da República oferecer nova acusação criminal contra o presidente Michel Temer. Janot deixará o comando do Ministério Público Federal (MPF) no dia 17, e tem dado sinais de que até lá vai oferecer uma nova denúncia contra Temer.

 

  • Enquanto isso, na sexta-feira, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, incluiu na pauta do plenário da corte da próxima quarta-feira os pedidos feitos pelo presidente para afastar Janot de investigações que o envolvem. O Supremo deverá julgar dois pedidos (leia mais aqui).
  • Durante a semana, deve também continuar repercutindo a notícia de que os delatores da J&F Joesley Batista (foto) e Ricardo Saud se entregaram à Polícia Federal em São Paulo no domingo, após a determinação de prisão temporária pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin. Fachin determinou ainda a suspensão dos benefícios da colaboração firmada por ambos ao afirmar que os elementos apresentados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, indicam que os delatores entregaram provas de maneira "parcial e seletiva". Entretanto, ele negou pedido para deter o ex-procurador da República Marcelo Miller. O prazo inicial da prisão temporária é de cinco dias, podendo ser estendida por decisão do magistrado. O advogado de Joesley e Saud, Pierpaolo Bottini, que informou que eles se entregaram à PF, explicou que ambos devem ir na segunda-feira para Brasília (leia mais aqui)
  • Na manhã desta segunda-feira, a Polícia Federal ainda cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos executivos da J&F Joesley Batista e Ricardo Saud, incluindo na sede da empresa, e também na casa do ex-procurador Marcelo Miller, em operação deflagrada após a prisão dos empresários (leia mais aqui).
  • Ao longo desta semana, os deputados ainda tentarão esgotar as votações das duas Propostas de Emenda à Constituição (PEC) que tratam da reforma política, e parte da estratégia para se chegar a algum consenso sobre o sistema eleitoral a ser adotado em 2018 passa pela retomada da discussão sobre o chamado distritão misto. Acordo fechado entre lideranças da Casa prevê que o plenário vote a partir de terça-feira a PEC 77, que define, entre outros temas, o sistema eleitoral a ser adotado para a escolha de deputados e vereadores, e ainda cria um fundo de financiamento eleitoral com recursos públicos. Depois, a ideia é retomar a votação da PEC 282, que acaba com as coligações e estabelece a chamada cláusula de barreira.

 

MACROECONOMIA

  • Na agenda econômica desta semana, atenção na terça-feira às 08h00 para a ata do Copom em que o BC cortou a Selic a 8,25%. Na mesma manhã, às 09h00, o IBGE divulgará os números do varejo de julho.
  • Já na quarta-feira, às 09h00, o IBGE divulga o indicador de julho do setor de serviços. Às 12h30, o Banco Central divulga o fluxo cambial de agosto.
  • A quinta-feira reserva ainda o IBC-Br de julho, às 8h30, e a pesquisa Prisma, que a Fazenda divulga com projeções para dados fiscais (sem horário definido)
  • Nesta segunda-feira o Banco Central divulgou mais uma pesquisa Focus, mostrando que economistas de instituições financeiras passaram a ver a taxa básica de juros ainda mais baixa neste ano e no próximo, com inflação menor e melhora na perspectiva para o crescimento econômico. A pesquisa apontou que a perspectiva para a Selic em 2017 caiu a 7 por cento, de 7,25 por cento antes, enquanto que para 2018 foi a 7,25 por cento, de 7,5 por cento. Com isso, a expectativa geral para este ano se alinha à do grupo que mais acerta as previsões, o Top 5, que continua vendo a taxa básica a 7 por cento. Porém, o Top-5 manteve a expectativa de que a Selic terminará 2018 também nesse patamar. Na semana passada, o BC cortou a Selic em 1 ponto percentual, a 8,25 por cento ao ano, e indicou que vai desacelerar o ritmo de reduções de forma "gradual" (leia mais aqui). Para a reunião de política monetária de outubro, os economistas consultados pelo BC para a pesquisa semanal mantiveram a perspectiva de um corte de 0,75 ponto percentual na Selic.

EMPRESAS

  • Na cena corporativa, destaque para a notícia de que a processadora de carne de frango norte-americana Pilgrim's Pride comprou a Moy Park da brasileira JBS por 1,3 bilhão de dólares. O negócio será financiado por uma combinação de uso de caixa, crédito e notas de financiamento subordinadas, disse a Pilgrim's. A transação avalia o capital da Moy Park em cerca de 1 bilhão de dólares, segundo a empresa. Em nota, a Pilgrim's esclareceu que a operação foi aprovada unanimamente por um comitê especial "formado inteiramente por diretores independentes eleitos para o conselho em votação controlada por acionistas não filiados à JBS". Em 2009, a JBS tornou-se acionista majoritária da Pilgrim's ao adquirir uma fatia controladora por 2,8 bilhões de dólares (leia mais aqui).
  •  Também deve repercutir entre os investidores nos próximos dias o fato de a Petrobras ter iniciado processo para a venda da subsidiária integral Araucária Nitrogenados (Ansa) e da Unidade de Fertilizantes-III (UFN-III), em mais um movimento de seu plano de desinvestimentos e parcerias que visa reduzir o endividamento. Em comunicado nesta segunda-feira, a Petrobras disse que as unidades serão vendidas em conjunto e que o processo seguirá uma sistemática aprovada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para seus desinvestimentos (leia mais aqui).

 

CENA EXTERNA

  • Na Ásia, o índice acionário de Xangai e Shenzhen ficou estável nesta segunda-feira, com os investidores celebrando o plano do governo de proibir carros que usam gasolina enquanto as novas políticas do banco central que aparentemente buscam controlar o rápido fortalecimento do iuan também ficaram em foco. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,01 por cento, enquanto o índice de Xangai teve alta de 0,37 por cento (leia mais aqui). Já o índice MSCI, que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão, tinha alta de 0,47 por cento às 7:51 (horário de Brasília).
  • Na Europa, os mercados acionários subiam nesta segunda-feira, liderados por seguradoras, uma vez que a perda de força do furacão Irma nos Estados Unidos ajudou a perspectiva de que os custos para a indústria podem ser menores do que inicialmente esperado. Às 8:17 (horário de Brasília), o índice FTSEEurofirst 300 subia 0,88 por cento, a 1.489 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 ganhava 0,91 por cento, a 379 pontos. O índice de seguros da Europa tinha a maior alta setorial, avançando 2 por cento e caminhando para seu melhor dia em mais de quatro meses após as perdas estimadas dos segurados nos EUA devido ao Irma serem reduzidas para um valor entre 20 bilhões e 40 bilhões de dólares. O Irma, que atingiu a Flórida no domingo, veio rapidamente após o furacão Harvey, cujos custos para a indústria foram estimados entre 20 bilhões e 30 bilhões de dólares.
  • Os preços do petróleo Brent recuavam nesta segunda-feira por temores de que a chegada do furacão Irma em áreas densamente povoadas da Flórida possa prejudicar a demanda por petróleo nos Estados Unidos, maior consumidor global. O petróleo Brent recuava 0,19 dólar, ou 0,35 por cento, a 53,59 dólares por barril, às 8:44 (horário de Brasília). O petróleo dos Estados Unidos avançava 0,25 dólar, ou 0,53 por cento, a 47,73 dólares por barril. Mas a queda era limitada por conversas no fim de semana entre o ministro do petróleo da Arábia Saudita e de outros países sobre uma possível extensão para além de março de 2018 do acordo global liderado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) que prevê cortes de produção petróleo.

 

 

 

 

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