Mercados emergentes ajudam a silenciar as dúvidas sobre a globalização

A globalização ainda não acabou. Estes gráficos e comentários de acompanhamento da Fathom Consulting mostram como os mercados emergentes desempenham um papel importante em apoiar o crescimento do comércio mundial.

Todos os comentários e opiniões são emitidos pela Fathom Consulting e não expressam os pontos de vista da Thomson Reuters.

Uma queda no índice de comércio mundial sobre o PIB mundial, combinada com o sucesso eleitoral da política isolacionista em 2016, estimularam a discussão sobre o “fim da globalização”.

No entanto, auxiliado por uma recuperação nos mercados emergentes (MEs), o crescimento do comércio mundial na verdade se recuperou em 2017.

A fragilidade do comércio de MEs desde 2013 refletiu parcialmente a atividade econômica fraca entre os exportadores de commodities.

A Fathom considera que atualmente este ciclo está dando uma guinada. Com pouco desejo dos mercados emergentes por um maior protecionismo e com a ajuda da demanda da China, os MEs darão um impulso ao comércio mundial neste ano e no próximo.

 

Integração comercial

No curto prazo, há três razões principais que, na opinião da Fathom, devem ajudar os mercados emergentes a apoiar o crescimento do comércio mundial.

  • Ao contrário das economias avançadas, os MEs gozam de apoio político e público para promover uma maior integração comercial.
  • A maior parte do efeito negativo da queda dos preços das commodities nos grandes exportadores, como o Brasil e a Rússia, passou.
  • Os MEs podem se beneficiar de um cenário global mais favorável e, particularmente, dos esforços da China para ‘dobrar’ o modelo de crescimento liderado por investimentos.

 

A globalização continua sendo popular

Embora os mercados emergentes tenham contribuído para a desaceleração do crescimento do comércio mundial nos últimos anos, não houve sinal de apoio a movimentos unilaterais visando o aumento do protecionismo.

De fato, as pesquisas mostram que os cidadãos de economias emergentes são muito mais favoráveis a políticas econômicas abertas do que seus pares ocidentais.

Os MEs se beneficiaram da abertura do comércio de bens e serviços.

A demanda externa e os fluxos de investimentos levaram a aumentos substanciais no crescimento econômico e no padrão de vida médio, especialmente na Ásia.

Integração adicional

Os ganhos para as economias de MEs decorrentes do comércio são em parte resultado de mudanças anteriores na política.

A tarifa média ponderada de importação em 12 dos maiores MEs foi de 13% em 1999. Este valor caiu para quatro por cento em 2015.

Embora esse número ainda seja mais do dobro daquele das economias avançadas médias, a diferença entre os dois caiu significativamente.

Além disso, o desejo das economias emergentes — políticas e públicas — é por uma maior integração. O próximo grande acordo comercial multilateral provavelmente surgirá da região da Ásia-Pacífico, sem o envolvimento da UE ou dos EUA.

Exportações de mercados emergentes

As economias emergentes continuaram impulsionando o crescimento do PIB mundial nos últimos anos, mas, no entanto, representaram um obstáculo para o índice de comércio mundial vs. PIB.

A participação das exportações e importações totais de MEs no PIB mundial diminuiu da máxima de 19,4% em 2013 para 16,1% no ano passado.

Isso é menos grave do que o equivalente a 33,5% a 26,4% de queda registrada pelas economias avançadas, mas ainda representa uma mudança substancial da tendência pré-crise de rápido crescimento.

Após permanecer em uma faixa de 20 a 30 por cento de 1970 a 2000, as exportações do mercado intra-emergente como parte das exportações totais de mercados emergentes, passaram de 24% em 2000 para 40% em 2012.

 

 

No entanto, como o segundo gráfico abaixo mostra, esse índice permaneceu estável nos últimos anos.

Queda das commodities

A desaceleração observada no comércio de mercados emergentes desde 2013 é, em grande parte, um reflexo da queda dos preços das commodities, parcialmente atribuível à demanda chinesa enfraquecida.

A taxa de crescimento médio ponderado do PIB nas economias exportadoras de commodities de MEs caiu mais de três pontos percentuais — de 3,6% em 2012 para 0,5% em 2016.

Outras economias de MEs caíram apenas 0,4 pontos percentuais nesse — de 6% para 5,6%.

A Fathom espera que a desaceleração das economias exportadoras de commodities de MEs tenha acabado em 2016. Isso ajudará no aumento do comércio de MEs nos próximos dois anos e levará a um retorno à participação crescente das exportações intra-MEs no total das exportações de MEs.

Impacto da China

A balança comercial combinada de MEs em relação ao PIB mundial caiu de um superávit de 1% em 2006 para 0,2% no ano passado.

Se a China for excluída, esse valor passa de um superávit de 0,7% do PIB mundial em 2006 para um déficit de 0,6% no ano passado.

Embora parte disso reflita o impacto dos preços mais baixos das commodities, essa mudança também é consistente com o fato dos MEs se tornarem uma fonte mais importante de demanda global.

De fato, a participação das importações de MEs no total das importações mundiais cresceu de 37% em 2006 para 47% em 2016.

Diminuição dos riscos comerciais

A Fathom continua esperando que a diferença nas taxas de crescimento do PIB entre as economias emergentes e seus pares de economias avançadas aumente.

Os mercados financeiros parecem concordar com isso, e os ativos de MEs se beneficiaram.

As ações e câmbio de MEs aumentaram 18% e 6% em comparação com o mesmo período do ano anterior, respectivamente — superando a maioria de seus pares

Quer mais gráficos e análises?

Acesse uma biblioteca pré-construída de gráficos da Fathom Consulting utilizando o Datastream Chartbook no Thomson Reuters Eikon.

 

 

 

 

 

> SOBRE A THOMSON REUTERS  | FINANCIAL & RISK
Combinamos as notícias, dados e informações  em tempo real com ferramentas analíticas e plataformas de negociação eletrônica. Conectamos mais de 440.000 profissionais em 150 países das comunidades de trading, investimentos, finanças e corporativos através nossas soluções customizáveis, com pacotes e custos de acordo com suas necessidades.

> AGÊNCIA DE NOTÍCIAS REUTERS
Fundada há mais de 165 anos, a agência de notícias Reuters conta com 2,600 jornalistas, 600 jornalistas fotográficos em cerca de 200 localidades ao redor do globo. Produzindo 2.500+ reportagens, 1,5+ Milhões de alertas de notícias, 100+ reportagens investigativas, 850.000+ fotos, 100.000+ vídeos.

> PARA QUEM PRECISA SABER ANTES > EIKON 
As notícias e dados estão disponíveis em tempo real através do terminal de informação

> PARA QUEM PRECISA DISTRIBUIR DADOS > ELEKTRON 
Dados e tecnologia para sua instituição, em tempo real ou EOD

> PARA QUEM PRECISA DE CONTEÚDO > DIGITAL
Soluções digitais de conteúdo para Fintechs e Advisors.

> PARA QUEM PRECISA DE IMPACTO > REUTERS PLUS
Imagens, fotos e vídeos premiados da Reuters, atualizados 24/7

> PARA QUEM PRECISA DE GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE > RISK
Soluções para riscos de terceiros e clientes, governança e treinamentos de compliance