Governo dá início a semana decisiva em busca de apoio para votar Previdência

O governo do presidente Michel Temer entra em uma semana decisiva para conquistar votos da base aliada para tentar votar a reforma da Previdência em primeiro turno no plenário da Câmara, deixando os mercados ainda mais cautelosos. A semana terá ainda como pano de fundo o cenário político, devido às expectativas em torno do desembarque do PSDB do governo

POLÍTICA

  • A ideia do Planalto é conseguir realizar a votação na próxima semana, e governistas correm para fazer um último esforço para conseguir os 308 votos necessários para aprovar a reforma da previdência--por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), esse é o patamar mínimo necessário entre os 513 deputados em dois turnos de votação na Casa.
  • Na noite de domingo, Temer se reuniu com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), com ministros e com líderes e presidentes de partidos da base. Após o encontro, Maia disse a jornalistas que as lideranças da base manifestaram compromisso com a reforma e que espera ter até a próxima quinta-feira uma ideia da quantidade de votos favoráveis à proposta (leia mais aqui). Temer vem procurando reforçar o discurso de que a reforma da Previdência busca cortar privilégios, afirmando que tem compromisso com o povo (leia mais aqui).
  • Em meio a esses esforços, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) acatou recurso da Advocacia-Geral da União (AGU) e derrubou uma liminar concedida anteriormente determinando a suspensão imediata da veiculação de todos os anúncios publicitários da campanha intitulada “Combate aos privilégios”, lançada pelo governo federal (leia mais aqui)
  • Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo publicada nesta segunda, Meirelles disse que o governo Temer terá candidato à Presidência na eleição do ano que vem, mas que não será o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). O ministro fez a avaliação que o candidato governista deverá defender o legado de Temer e, ao mesmo tempo que disse que poderá fazer este papel, voltou a dizer que decidirá sobre uma eventual candidatura no final de março (leia mais aqui)
  • O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (foto abaixo), afirmou que o país já tem sinais de crescimento econômico continuado à frente, inclusive com investimentos, e voltou a reforçar a necessidade de aprovação da reforma da Previdência para a economia. Meirelles afirmou ainda que viu "compromisso muito grande" com a reforma da Previdência na reunião da noite passada entre o presidente Michel Temer com parlamentares e líderes da base governista.

MACROECONOMIA

  • Na agenda macroeconômica desta semana, destaque para a produção industrial de outubro, que o IBGE divulga às 9h de terça-feira.
  • Na quarta-feira, o Banco Central divulga a decisão do Copom sobre a taxa Selic às 18h20.
  • Na sexta-feira, o IBGE apresenta o IPCA de novembro às 9h.
  • Na pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira, o mercado manteve a expectativa de corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros nesta semana e continua vendo nova redução de 0,25 ponto em fevereiro, melhorando ainda a previsão de crescimento da economia em 2017. O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC anuncia na quarta-feira sua decisão de política monetária. Com o corte esperado pelos economistas no levantamento, a Selic terminaria o ano a 7 por cento, o que será seu menor patamar histórico. Para 2018, permanece também a expectativa de corte de 0,25 ponto na taxa em fevereiro, com elevação na mesma proporção em dezembro, levando a Selic a terminar o próximo ano também a 7 por cento.

 

Veja abaixo as principais projeções do mercado para a economia brasileira, de acordo com a pesquisa semanal do Banco Central com cerca de 100 instituições financeiras:

MERCADOS FINANCEIROS LOCAIS

  • O principal índice da bolsa paulista operava no azul nesta segunda-feira, com alguma expectativa de que a votação da reforma da Previdência poderá ocorrer ainda este ano, em sessão que tinha as ações da Vale entre as maiores influências positivas. Às 11:28, o Ibovespa subia 0,83 por cento, a 72.861,5193354 pontos. O giro financeiro era de 1,084 bilhão de reais. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), adotou um tom mais otimista sobre o andamento da reforma na noite passada, após reunião com o presidente Michel Temer, líderes e presidentes de partidos da base aliada e ministros, afirmando que as lideranças das siglas que dão sustentação a Temer manifestaram apoio à reforma. Maia disse esperar ter uma ideia até a próxima quinta-feira de quantos votos favoráveis à reforma da Previdência há na Casa.
  • Apesar da leve melhora no humor, no entanto, o tom de cautela ainda segue rondando os negócios, e a volatilidade é esperada ao longo dos próximos dias, de olho em toda a movimentação para emplacar a votação em primeiro turno na Câmara dos Deputados ainda este ano. Segundo operadores, o receio é que se o processo for totalmente adiado para 2018, ano eleitoral, o a dificuldade de aprovar a reforma será maior (leia mais aqui).
  • O dólar registrava leves quedas ante o real nesta segunda-feira, com o mercado ainda cauteloso com a capacidade do governo do presidente Michel Temer de conseguir apoio político suficiente para tentar votar a reforma da Previdência na Câmara dos Deputados ainda neste ano. Às 12:21, o dólar recuava 0,26 por cento, a 3,2483 reais na venda, depois de acumular alta de 0,75 por cento na semana passada, interrompendo três semanas seguidas de queda pelo temores com a Previdência. O dólar futuro operava em queda de cerca de 0,35 por cento (leia mais aqui).
  • As taxas dos contratos futuros de juros operavam com leves baixas nesta segunda-feira, com o mercado um pouco menos temeroso com a possibilidade de aprovação da reforma da Previdência em breve. Os investidores também consolidavam suas apostas de que o Banco Central vai reduzir a Selic novamente nesta semana e continuar o movimento no início de 2018. "Ainda que o noticiário das últimas horas seja de viés mais favorável, com os principais articuladores do governo agora trabalhando com a possibilidade de os partidos da base aliada fecharem questão pela proposta (da reforma da Previdência), o cenário sobre a aprovação da medida segue difícil e envolto de incertezas", trouxe a corretora Renascença em relatório.
  • Os treasuries de 10 anos tiveram rendimento em queda a 2,3651%, ante 2,415% no dia anterior. O Global 26 apresentou rendimento em alta a 4,4082%, ante 4,4% no dia anterior.

CENA EXTERNA

  • Na Ásia, o índice de blue-chips da China avançou nesta segunda-feira, impulsionado por fortes ganhos das empresas de consumo. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,53 por cento, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,22 por cento. O subíndice do setor financeiro subiu 0,43 por cento, o de bens de consumo teve alta de 2,75 por cento e o de saúde avançou 0,82 por cento. Já o índice do setor imobiliário caiu 0,12 por cento. O índice MSCI, que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão, tinha alta de 0,38 por cento às 7:35 (horário de Brasília), depois de rondar as mínimas de mais de um mês com receios de que o aperto da política monetária nos Estados Unidos pode sugar liquidez dos mercados emergentes e afetar o crescimento global (leia mais aqui).
  • O banco central do Japão não planeja mudar seu programa de estímulo e vai "agir imediatamente" se os riscos à economia afetarem o ímpeto para atingir a meta de inflação, disse o presidente da autoridade monetária, Haruhiko Kuroda, nesta segunda-feira. Embora tenha uma visão favorável da economia global, Kuroda alertou para fatores que podem ameaçar a recuperação, incluindo riscos geopolíticos e a onda de protecionismo. "Particularmente, o que estou preocupado é com as tendências protecionistas em alguns países e os riscos geopolíticos para a economia mundial", disso Kuroda no fórum financeiro Europlace (leia mais aqui).
  • Na Europa, os mercados acionários avançavam nesta segunda-feira depois que o Senado dos Estados Unidos aprovou um pacote de reforma tributária que fornece um estímulo fiscal significativo, o qual os investidores esperam que impulsione mais os mercados de ações. Às 8:23 (horário de Brasília), o índice FTSEEurofirst 300 subia 0,95 por cento, a 1.522 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 ganhava 0,86 por cento, a 387 pontos. O índice de blue-chips da zona do euro avançava 1 por cento, caminhando para seu maior ganho em cinco semanas. A reforma tributária ajudou a dar algum alívio no pregão europeu após os índices referenciais terem atingido mínimas de várias semanas na sexta-feira.
  • O conselho do partido social-democrata da Alemanha (SPD) concordou por unanimidade em entrar em negociações com os conservadores liderados pela chanceler alemã, Angela Merkel, sobre se e como eles poderiam formar um novo governo, com todas as opções sobre a mesa, disse uma autoridade de alto escalão do SPD nesta segunda-feira. Os líderes do SPD também elencaram suas demandas em um documento visto pela Reuters, incluindo uma harmonização dos impostos corporativos em nível europeu, maiores impostos para os que têm salários mais altos, aumento nos investimentos em educação, internet de alta velocidade, estradas e moradia social (leia mais aqui).
  • Já o porta-voz da primeira-ministra britânica, Theresa May (na foto abaixo, com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker), disse nesta segunda-feira que ainda há mais a ser acordado entre o Reino Unido e a União Europeia nas negociações do Brexit, embora bom progresso esteja sendo feito. "Como sempre dissemos sobre hoje, bom progresso está sendo feito, mas ainda há mais para ser acordado", disse o porta-voz a repórteres antes de uma reunião entre May e as principais autoridades da União Europeia em Bruxelas. O encontro é visto pela UE como um prazo para decidir se as conversas podem avançar para começar a discutir relações comerciais pós-Brexit.
  • Enquanto isso, na Espanha, partidos pró-independência da região da Catalunha podem perder sua maioria parlamentar na eleição regional do dia 21 de dezembro, indicou uma pesquisa oficial nesta segunda-feira. O partido pró-independência Juntos pela Catalunha aparece conquistando 25 ou 26 cadeiras, o Esquerda Republicana da Catalunha (ERC) outras 32 vagas e a legenda de extrema-esquerda Candidatura de Unidade Popular (CUP) 9 assentos, de acordo com pesquisa conduzida pelo Centro de Pesquisas Sociológicas (CIS). Esse resultado daria à campanha pró-independência apenas 67 assentos no Parlamento regional de 135 lugares, removendo sua pequena maioria parlamentar anterior (leia mais aqui). 

 

 

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