Evento em SP reúne políticos e Meirelles, enquanto mercado se mantém atento à Previdência

De olho nas negociações em torno da reforma da Previdência, o mercado inicia a semana acompanhando a participação de uma série de políticos em evento em São Paulo enquanto o presidente Michel Temer deve ter alta após ser submetido a um procedimento médico.

POLÍTICA

  • Governistas admitem que alguns pontos da nova versão da reforma da Previdência podem ser modificados a pedido da base aliada a fim de aprovar o texto na Câmara ainda este ano. Ao menos um ponto da reforma, a depender das negociações, poderá ser modificado, e fontes citaram uma eventual redução no tempo de contribuição necessário para o aposentado ter direito ao teto de vencimentos (leia mais aqui).
  • Em São Paulo, evento reunirá durante todo o dia políticos como o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), além do ministro da Fazenda Henrique Meirelles e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luis Roberto Barroso. Também em São Paulo o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, participa de fórum promovido pela União Europeia.
  • Enquanto isso, após procedimento para desobstrução das artérias, o presidente Michel Temer (foto) teve alta às 10h desta segunda-feira da internação a que foi submetido desde sexta-feira no Hospital Sírio Libanês, segundo informou a assessoria de imprensa da Presidência. O boletim médico sobre o estado de saúde de Temer será divulgado pelo hospital, segundo o Planalto. No último boletim, divulgado no domingo, o quadro do presidente estava estável e a previsão era de alta nesta segunda. Temer foi internado na sexta e passou por angioplastia de artérias coronárias com implante de stent, de acordo com informações do Planalto. Segundo o médico Roberto Kalil Filho, um dos responsáveis pelo atendimento do presidente no hospital, após uma avaliação foi constatada uma pequena evolução da obstrução de uma das artérias e, por essa razão, decidiu-se pela realização do procedimento.
  • Nesta segunda-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso, disse que a reforma política que foi recentemente aprovada pelo Congresso não é a reforma que precisava ser feita no Brasil. "Não fizemos a reforma política que precisava ter sido feita", disse Barroso, em evento em São Paulo. O ministro também defendeu o voto distrital misto --sistema no qual, parte dos deputados é escolhido em eleição majoritária nos distritos--, que considerou a melhor opção para um Parlamento com maior representatividade (leia mais aqui).

 

MACROECONOMIA

  • Na pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira, o mercado ajustou para baixo a expectativa para a inflação neste ano e no próximo apesar do aumento nas projeções para os preços administrados. A alta do IPCA em 2017 foi calculada agora em 3,06 por cento, de 3,09 por cento no levantamento anterior. Para 2018, o ajuste foi de 0,01 ponto percentual para baixo, a 4,02 por cento. A meta de inflação para ambos os anos é de 4,5 por cento com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. A redução acontece apesar do aumento nas contas para os preços administrados. Para este ano, a projeção para esse grupo subiu a 7,90 por cento, de 7,55 por cento, enquanto que para o próximo a alta foi de 0,10 ponto percentual, a 4,90 por cento.
Veja abaixo as principais projeções do mercado para a economia brasileira, de acordo com a pesquisa semanal do Banco Central com cerca de 100 instituições financeiras:

MERCADOS FINANCEIROS LOCAIS

  • O principal índice da bolsa paulista operava no vermelho nesta segunda-feira, com a cautela predominando diante de um noticiário esvaziado no início de uma semana importante para as articulações do governo, que tenta emplacar a reforma da Previdência na Câmara dos Deputados ainda este ano. Às 11:44, o Ibovespa caía 1,08 por cento, a 73.358 pontos. O giro financeiro era de 1,5 bilhão de reais. Com o noticiário corporativo mais tranquilo e diante de dados econômicos ainda corroborando a expectativa de início do processo de recuperação da economia, o foco do mercado segue voltado para as articulações em Brasília (leia mais aqui).
  • O dólar registrava leve baixa ante o real nesta segunda-feira, acompanhando a trajetória da moeda ante divisas de emergentes no exterior em dia de agenda tranquila e com os investidores monitorando o noticiário político local em busca de pistas sobre as chances de votação da reforma da Previdência ainda este ano. Às 10:03, o dólar recuava 0,17 por cento, a 3,2271 reais na venda, depois de acumular na última semana baixa de 0,88 por cento, terminando a sexta-feira a 3,2325 reais. O dólar futuro cedia 0,22 por cento (leia mais aqui).
  • Já as taxas dos contratos futuros de juros registravam leves oscilações sem direção comum nesta segunda-feira, com os investidores aguardando informações sobre as negociações em torno da reforma da Previdência. "A dúvida sobre se a reforma da Previdência terá ou não votos suficientes para passar (na Câmara dos Deputados)... prossegue, com qualquer notícia positiva ajudando os preços de ativos brasileiros a subirem", disse a SulAmérica Investimentos em relatório. O governo busca colocar o texto em votação até o início de dezembro, e governistas admitem que alguns pontos da nova versão podem ser modificados a pedido da base aliada.
  • Os rendimentos dos Treasuries subiram na sexta-feira, mas permaneceram dentro de uma faixa estreita que têm se mantido ao longo da última semana e meia, conforme investidores se concentram nas perspectivas de inflação. Os Treasuries de 10 anos tiveram rendimento em alta a 2,3401%, ante 2,322% no dia anterior; já o Global 26 apresentou rendimento em queda a 4,3436%, ante 4,344% no dia anterior.

EMPRESAS

  • A operadora de telefonia Oi, em recuperação judicial, nomeou Eurico de Jesus Teles Neto como presidente- executivo interino após Marco Schroeder ter renunciado ao cargo na sexta-feira, disse a empresa em fato relevante enviado ao mercado. Teles Neto acumulará o comando da companhia com a diretoria jurídica até que o conselho administrativo delibere sobre a substituição permanente, disse a empresa em fato relevante divulgado na noite de sexta-feira. Schroeder saiu numa fase crucial de um dos maiores processos de recuperação judicial da América Latina, após profundas brechas entre a diretoria e o conselho de administração da empresa, conduzida pelos acionistas alinhados com Nelson Tanure (leia mais aqui). 

CENA EXTERNA

  • Na Ásia, fortes vendas de ações de blue-chips pressionaram para baixo os mercados acionários da China nesta segunda-feira, uma vez que a perspectiva de que o aumento dos custos de empréstimos afete os lucros das empresas assombra os investidores diante da crescente repressão regulatória ao financiamento de risco. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 1,3 por cento, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,92 por cento. As vendas nos mercados acionários da China na semana passada foram provocadas por perdas nos mercados de títulos que levaram os rendimentos dos bônus governamentais a máximas de três anos, e por novas medidas para reduzir os riscos na indústria de gerenciamento de ativos que podem provocar mudanças para bancos e milhões de pequenos investidores (leia mais aqui).
  • O índice MSCI, que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão, devolveu os modestos ganhos vistos mais cedo e recuou da máxima de uma década pressionado pela fraqueza na China. Às 7h10, o MSCI tinha queda de 0,69 por cento, depois de ter avançado mais cedo na sessão acompanhando os ganhos de sexta-feira em Wall Street. Na quinta-feira o índice chegou ao nível mais alto desde 2007 com os mercados acionários recebendo forte suporte neste ano de resultados corporativos.
  • Na Europa, os mercados acionários subiam nesta segunda-feira conforme o setor financeiro ganhava terreno em meio a nova atividade de acordos, embora o Julius Baer recuasse após o inesperado pedido de demissão de seu presidente-executivo. Às 7:56 (horário de Brasília), o índice FTSEEurofirst 300 subia 0,22 por cento, a 1.523 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 ganhava 0,18 por cento, a 387 pontos.
  • Os preços do petróleo operavam em queda nesta segunda-feira, com os contratos dos Estados Unidos recuando das máximas de dois anos dadas as perspectivas de aumento na produção. O petróleo Brent recuava 0,25 dólar, ou 0,39 por cento, a 63,61 dólares por barril, às 9:06 (horário de Brasília). O petróleo dos Estados Unidos caía 0,47 dólar, ou 0,8 por cento, a 58,48 dólares por barril. A produção de petróleo dos EUA cresceu 15 por cento desde 2016, para 9,66 milhões de barris por dia (bpd), perto da produção da Rússia e da Arábia Saudita. O aumento da atividade de perfuração significa que a produção deve crescer ainda mais.
  • Líderes do partido conservador da chanceler alemã, Angela Merkel (foto), concordaram no domingo em buscar uma "grande coalizão" com o Partido Social Democrata (SPD) para superar um impasse político que afeta a maior economia da Europa. Merkel, cujo quarto mandato foi colocado em dúvida há uma semana quando negociações sobre uma coalizão de três partes com o pró-mercado Partido Democratas Livres da Alemanha (FDP) e os Verdes fracassaram, recebeu um colete salva-vidas do SPD na sexta-feira. Sob intensa pressão para preservar a estabilidade e evitar novas eleições, o SPD voltou atrás em seu posicionamento e concordou em conversar com Merkel, elevando a probabilidade de uma nova grande coalizão, que tem governado durante os últimos quatro anos, ou de um governo de minoria (leia mais aqui).
  • Menos de um quarto dos catalães quer continuar com um plano para declarar a independência em relação à Espanha em meio à aproximação das eleições regionais do dia 21 de dezembro, de acordo com pesquisa publicada pelo jornal El País nesta segunda-feira. Um referendo apontado como ilegal por Madri de independência da Catalunha, realizado no dia 1º de outubro, arrastou a Espanha para sua pior crise política em décadas. A instabilidade diminuiu depois que a demissão de autoridades separatistas da região causou pouca resistência, mas pode voltar se partidos pró-independência ganharem a votação do dia 21 de dezembro (leia mais aqui).

 

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