Mercados vão continuar de olho em cena política e próximos passos de denúncia contra Temer

Os investidores iniciam nesta segunda-feira uma semana mais curta, marcada pelo feriado de Nossa Senhora Aparecida no próximo dia 12, ainda de olho na cena política nacional e sob a expectativa de mais dicas sobre como o Federal Reserve vai gerenciar a política monetária norte-americana

POLÍTICA

  • Nesta semana, investidores manterão no centro das atenções a leitura do parecer do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), relator da denúncia contra o presidente Michel Temer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.
  • O governo terá de fazer um esforço maior para articular a sua base e derrubar a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer e dois de seus ministros, avaliou um importante aliado. É que ao já instável clima entre as legendas que integram o governo soma-se um mal-estar relacionado a demandas antigas ainda não cumpridas."Não é que o preço aumentou, é que surgiu a oportunidade de cobrar", avaliou a fonte, que preferiu não ser identificada. "É mais uma questão de passivos, de pendências desde antes da primeira disputa", afirmou.
  • Ainda que essa fonte não preveja um placar no plenário muito diferente dos números da votação da primeira denúncia, foi identificado um movimento de alguns aliados com a intenção de garantir que Temer passe por este segundo teste sem grandes demonstrações de força. "Parte da base acha que pode dar menos votos a Temer. Não vão deixar a denúncia passar, mas não quer que ele saia muito fortalecido", explicou. Para que a Câmara autorize o Supremo Tribunal Federal a julgar a denúncia são necessários os votos de 342 dos 513 deputados. Na primeira acusação, 263 deputados votaram contra a autorização e apenas 227 votaram a favor (leia mais aqui).

 

MACROECONOMIA

  • Na agenda econômica desta semana, destaque na terça-feira, às 10h00, para a audiência do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn (foto abaixo), na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. No mesmo dia, às 14h30, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, participa de audiência pública na Comissão Mista do Orçamento. Na terça-feira, o Tesouro ainda divulgará o relatório Prisma de setembro.
  • Na quarta-feira, véspera do feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida, a FGV divulga a primeira prévia do IGP-M de outubro às 08h00, e o IBGE divulgará os números do varejo de agosto às 09h00.
  • O mercado elevou a projeção para a inflação neste ano, praticamente colocando-a de volta dentro do intervalo da meta oficial, após aumentos importantes em alguns preços administrados, mas ainda acredita que a taxa básica de juros vai continuar recuando para nova mínima histórica. Segundo pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feia, a expectativa é de que o IPCA feche 2017 com alta de 2,98 por cento, contra estimativa anterior de 2,95 por cento. Com isso, a previsão para o IPCA aproximou-se do intervalo da meta do governo, que é de 4,5 por cento com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA subiu mais do que o esperado em setembro, a 0,16 por cento, sobretudo por conta dos preços dos combustíveis diante da nova política de preços da Petrobras. Daqui para frente, também vai pesar na inflação as tarifas de energia elétrica, após a adoção da bandeira vermelha nível 2 pela primeira vez, o nível mais alto de custo. Com isso, as estimativas de aumento dos preços administrados subiram a 6,60 por cento neste ano, sobre 6,50 por cento, mostrou o Focus. O levantamento, que ouve a opinião de uma centena de analistas todas as semanas, mostrou ainda que as projeções para o IPCA em 2018 tiveram leve redução a 4,02 por cento, sobre 4,06 por cento antes (leia mais aqui).
Veja abaixo as principais projeções do mercado para a economia brasileira, de acordo com a pesquisa semanal do Banco Central com cerca de 100 instituições financeiras:

CENA EXTERNA

  • No exterior, a expectativa é para a publicação da ata do Fed, na quarta-feira. O mercado espera ter mais indícios sobre como o banco central dos Estados Unidos vai gerenciar a taxa de juros. A expectativa como um todo é de que a taxa será elevada mais uma vez neste ano, em dezembro.
  • Destaque também neste início de semana para a notícia de que o economista norte-americano Richard Thaler (foto abaixo) recebeu o prêmio Nobel de Economia de 2017 por suas contribuições no campo da economia comportamental, anunciou a Academia Real Sueca de Ciências, nesta segunda-feira. "No total, as contribuições de Richard Thaler construíram uma ponte entre as análises econômica e psicológica das decisões individuais", disse a instituição, concedendo o prêmio equivalente a 1,1 milhão de dólares (leia mais aqui).
  • Os mercados acionários da China atingiram as máximas de 21 meses nesta segunda-feira, após o feriado prolongado, impulsionados pela redução da taxa de reservas compulsórias dos bancos e pelo forte desempenho na semana passada dos mercados mundiais. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 1,19 por cento, enquanto o índice de Xangai teve alta de 0,77 por cento. Durante a sessão, o CSI300 chegou a avançar 2,1 por cento. Os índices reduziram a alta com movimento de realização de lucros em meio a dúvidas sobre se os avanços sólidos nas empresas do setor financeiro são sustentáveis.
  • Havia pouca liquidez na operação do índice MSCI com o Japão e a Coreia do Sul fechados e pelo feriado parcial nos Estados Unidos, onde o mercado de ações vai operar mas a venda de títulos ficará fechada. O índice MSCI, que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão, tinha queda de 0,1 por cento às 7:20 (horário de Brasília), após avançar 1,7 por cento na semana passada (leia mais aqui).
  • Os mercados acionários europeus subiam nesta segunda-feira, com o índice alemão DAX atingindo recorde e o IBEX espanhol na máxima de uma semana, já que as preocupações com o risco político na Catalunha diminuíam um dia após a manifestação em Barcelona contra a independência. Às 7:47 (horário de Brasília), o índice FTSEEurofirst 300 subia 0,15 por cento, a 1.533 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 ganhava 0,13 por cento, a 390 pontos, após quatro semanas consecutivas de alta.
  • A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse nesta segunda-feira que seu bloco conservador vai iniciar conversas exploratórias para a formação de um governo de coalizão com o Partido Democratas Livres (FDP), pró-mercados, e com os ambientalistas do partido Verdes. A União Democrata-Cristã (CDU), de Merkel, e seu representante na Baviera, a União Social-Cristã (CSU), irão conversar separadamente com o FDP e com os Verdes na próxima semana, afirmou a chanceler. "Então, na sexta-feira, 20 de outubro, teremos uma primeira rodada de conversas exploratórias com todos os parceiros", disse Merkel em entrevista coletiva ao lado do líder da CSU, Horst Seehofer (leia mais aqui).
  • A produção industrial alemã registrou o maior avanço mensal em mais de seis anos em agosto, mostraram dados na segunda-feira. Isso sugere que a economia opera com força máxima novamente e deve apresentar um crescimento sólido no terceiro trimestre, embora a dúvida sobre a composição do novo governo possa aumentar a incerteza. A produção combinada da indústria, da construção e de energia cresceu 2,6 por cento no mês, após recuo de 0,1 por cento em julho, segundo dados do Ministério da Economia.
  • Os preços do petróleo operavam perto da estabilidade nesta segunda-feira após uma das semanas mais baixistas em meses, sustentados por comentários da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) sinalizando que o grupo e outros produtores podem adotar novas medidas para restaurar o equilíbrio do mercado no longo prazo. O petróleo Brent recuava 0,14 dólar, ou 0,25 por cento, a 55,48 dólares por barril, às 8:18 (horário de Brasília). O petróleo dos Estados Unidos avançava 0,1 dólar, ou 0,2 por cento, a 49,39 dólares por barril (leia mais aqui).

 

 

 

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