BC divulga IBC-Br de novembro após Meirelles minimizar impacto de rebaixamento sobre crescimento

Dados sobre a atividade econômica do Brasil entram em foco nesta segunda-feira, depois de o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, minimizar o impacto do rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela S&P sobre o crescimento e o cenário político

POLÍTICA

  • Nesta semana, permanece no radar dos investidores a expectativa pelo julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 24 de janeiro, com o advogado do petista, Cristiano Zanin, admitindo que recentes sinais vindos do TRF representam um "desafio" para um julgamento justo -- mas que não espera nada além da absolvição (leia mais aqui). No PT o discurso oficial é outro, mas poucos petistas acreditam que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) vá reverter no final do mês a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ainda assim, o partido descarta um plano B e aposta que o líder das pesquisas de opinião vai alcançar o prazo de registro das candidaturas em condições de disputar a eleição (leia mais aqui).
  • Na manhã desta segunda-feira, o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores, reuniu-se com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, para falar sobre o julgamento do recurso de apelação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado a 9 anos e 6 meses de prisão pelo juiz Sérgio Moro no processo referente ao tríplex no Guarujá. O recurso da defesa de defesa do ex-presidente, pela 8ª Turma TRF-4 está marcado para a quarta-feira da próxima semana em Porto Alegre (RS) e é cercado de expectativa. Uma decisão do colegiado poderá impedir uma nova candidatura de Lula, atual líder de pesquisas de intenção de voto em todos os cenários (leia mais aqui).
  • Uma série de recursos da defesa da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ), da Advocacia-Geral da União (AGU) e também do partido dela, presidido pelo seu pai, Roberto Jefferson, foram apresentados nesta sexta-feira ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) contra a liminar que impede a posse da parlamentar como ministra do Trabalho. A estratégia, conforme antecipou a Reuters na véspera, foi acertada numa reunião do presidente Michel Temer com Jefferson e Cristiane Brasil e tem por objetivo fazer com que desembargadores do TRF-2 julguem o mérito do pedido que tenta garantir que a deputada seja empossada no cargo. Essa articulação foi acertada também com a ministra-chefe da AGU, Grace Mendonça, que foi consultada sobre o assunto (leia mais aqui).

MACROECONOMIA

  • O ritmo de expansão da atividade econômica brasileira acelerou em novembro, marcando o terceiro mês seguido de expansão dando prosseguimento à recuperação gradual do país. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), avançou 0,49 por cento em novembro na comparação com o mês anterior, segundo dado dessazonalizado divulgado nesta segunda-feira. Em outubro, o indicador teve crescimento de 0,37 por cento, em número revisado pelo BC depois de divulgar anteriormente alta de 0,29 por cento. O resultado de novembro ficou em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters junto a economistas de avanço de 0,50 por cento (leia mais aqui).
  • A divulgação ocorre depois de Meirelles ter afirmado que a decisão da S&P não vai comprometer o crescimento do país este ano, e que também não é um evento político e não deve afetar candidaturas na eleição deste ano (leia mais aqui)
  • Na pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira, a expectativa para a taxa básica de juros em 2018 permaneceu em 6,75 por cento, mas foi reduzida para o ano que vem, com as projeções para a inflação sendo mantidas após o IPCA ficar abaixo do piso da meta no ano passado. A estimativa para a alta do IPCA em 2018 continua sendo de 3,95 por cento, ante meta de 4,5 por cento com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para 2019, a conta dos economistas consultados é de 4,25 por cento, sendo que nesse caso o objetivo é de 4,25 por cento, com margem também de 1,5 ponto (leia mais aqui)

 

Veja abaixo as principais projeções do mercado para a economia brasileira, de acordo com a pesquisa semanal do Banco Central com cerca de 100 instituições financeiras:

MERCADOS FINANCEIROS LOCAIS

  • O principal índice da bolsa paulista tinha alta modesta nesta segunda-feira, renovando máxima histórica intradia e mantendo o bom humor recente que levou ao rali no início do ano, em sessão de agenda tranquila e sem o referencia do mercado norte-americano, que não opera devido a feriado. A primeira parte do pregão é marcada ainda por vencimento de opções sobre ações, o que pode trazer alguma volatilidade aos negócios. Às 11:35, o Ibovespa subia 0,61 por cento, a 79.830,87 pontos, renovando a máxima da sessão até o momento. O giro financeiro era de 3,46 bilhões de reais.
  • O dólar operava abaixo de 3,20 reais nesta segunda-feira, em sintonia com as perdas da moeda no exterior em dia de expectativa de liquidez enxuta devido ao feriado de Martin Luther King Jr. nos Estados Unidos. Às 10:19, o dólar recuava 0,28 por cento, a 3,1972 reais na venda, depois de recuar 3,26 por cento no ano até a última sexta-feira. O dólar futuro tinha baixa de 0,31 por cento. O patamar de 3,20 reais, entretanto, pode ser testado durante a sessão uma vez que tende a atrair a atenção de importadores. "Ao comprarem a divisa norte-americana (os importadores) podem fazê-la mudar a trajetória e trabalhar descolada do exterior", avaliou o analista de câmbio da Correparti Corretora, Guilherme França Esquelbek (leia mais aqui).
  • As taxas dos contratos futuros de juros operavam com pequenas quedas nesta segunda-feira, em sintonia com a trajetória do dólar ante o real, em dia de menor liquidez diante dos mercados fechados nos Estados Unidos por causa do feriado de Martin Luther King Jr. O resultado do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) em novembro em linha com a expectativa indica que o país vem retomando gradativamente seu crescimento e não ameaça o ciclo de cortes da Selic. O IBC-Br subiu 0,49 por cento em novembro, ante expectativa de 0,50 por cento. "O IBC-Br não deve estragar o otimismo", avaliou o operador da Renascença Corretora Luís Laudísio dos Santos, referindo-se ao recuo dos contratos de juros futuros nesta sessão.

EMPRESAS

  • A Petrobras concluiu a venda de fatias nas concessões das áreas de Lapa e Iara, ambas na Bacia de Santos, para a petroleira francesa Total, como parte de uma aliança estratégica assinada anteriormente, em negócio que pode envolver 2,35 bilhões de dólares. O valor pago nessas transações de venda totaliza 1,95 bilhão de dólares, incluindo ajustes do fechamento da operação, informaram ambas as empresas em comunicados nesta segunda-feira. Esse valor, entretanto, não contempla uma linha de crédito que pode ser acionada pela Petrobras no valor de 400 milhões de dólares, representando parte dos investimentos da Petrobras nos campos da área de Iara, além de pagamentos contingentes (leia mais aqui).
  • As vendas totais líquidas do Grupo Pão de Açúcar (GPA) no quarto trimestre subiram 6,8 por cento na comparação anual, para 12,5 bilhões de reais, disse a empresa nesta segunda-feira, levando o faturamento a encerrar o ano com alta acumulada de 8,2 por cento. O crescimento das vendas no trimestre e no ano foram impulsionadas pelo forte desempenho do segmento de atacarejo, enquanto as vendas líquidas do segmento Multivarejo recuaram. No conceito mesmas lojas, o GPA reportou um crescimento da ordem de 3,5 por cento em relação ao quarto trimestre de 2016, citando "contínuos ganhos" de participação de mercado tanto no segmento Multivarejo quanto na rede Assaí (leia mais aqui).

 

CENA EXTERNA

  • Na Ásia, as ações de Xangai recuaram nesta segunda-feira e interromperam uma série de 11 sessões de alta, com os ganhos nos setores bancário e imobiliário compensados pelos papéis de recursos básicos e indústrias, uma vez que os investidores realizaram lucros após recentes ganhos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, ficou estável, enquanto o índice de Xangai recuou 0,55 por cento. Os empréstimos bancários da China caíram pela metade em dezembro conforme o governo manteve sua campanha para conter os riscos ao sistema financeiro, mas os bancos ainda emprestaram um volume recorde para o ano em meio a um controle mais rígido (leia mais aqui).
  • O presidente do banco central do Japão, Haruhiko Kuroda, ofereceu uma visão positiva sobre a economia e a inflação nesta segunda-feira, levando o iene à máxima de quatro meses contra o dólar em meio à especulação de que pode acabar com a política monetária ultrafrouxa mais cedo do que o esperado. Os mercados financeiros ignoraram o alerta de Kuroda de que o Banco do Japão vai manter o forte estímulo, em um sinal do nervosismo dos investidores sobre quando pode seguir outros bancos centrais e reduzir o estímulo adotado na crise. O banco central também ofereceu sua visão mais otimista sobre as regiões do Japão em quase uma década em um relatório trimestral, destacando sua convicção de que uma recuperação ampla ajudará a acelerar a inflação a sua ambiciosa meta de 2 por cento.
  • Na Europa, os principais índices acionários registravam queda nesta segunda-feira após duas semanas de ganhos, com as ações de setores cíclicos entre as maiores perdas, enquanto a atividade de fusão e aquisição permanecia em foco. Às 7:25 (horário de Brasília), o índice FTSEEurofirst 300 caía 0,19 por cento, a 1.565 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdia 0,16 por cento, a 398 pontos.
  • No domingo, o defensor do Brexit, Nigel Farage (foto), disse que estava cada vez mais convencido de que o voto para o Reino Unido deixar a União Europeia pode ser revertido por um poderoso grupo de apoiadores do bloco. Em entrevista ao jornal britânico Observer, Farage, ex-líder do eurocético Partido de Independência do Reino Unido (Ukip), disse que um grupo bem organizado e financiado de pessoas que querem permanecer na UE estava ofuscando aqueles que querem sair (leia mais aqui).
  • A chanceler alemã Angela Merkel considera se juntar ao presidente francês, Emmanuel Macron, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na próxima semana, no que pode se tornar um confronto épico de visões de mundo com o presidente norte-americano, Donald Trump. Esperava-se que Merkel, atualmente com dificuldades para formar uma coalizão desde as eleições na Alemanha em setembro, pulasse a reunião anual de líderes, executivos, banqueiros e celebridades nos Alpes Suíços pelo terceiro ano consecutivo. Mas autoridades alemãs disseram que, após chegar a um acordo preliminar de coalizão com o partido de centro-esquerda Social Democratas (SPD) na sexta-feira, ela pode viajar a Davos e acabar protagonizando um confronto com Trump, que deve falar no último dia do fórum.

 

 

 

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