Minha cabeça está na nuvem

Asif Alam, Diretor de Negócios Globais do Technology Practice Group da Thomson Reuters

A computação em nuvem agora é uma prática padrão (ou deveria ser) em quase todos os setores. Como empresas, qual é o nosso próximo passo para aproveitar essa tecnologia?

Trabalhando com diversas empresas de tecnologia em atividades tão variadas quanto produtos eletrônicos de consumo, serviços relacionados à Internet e gerenciamento de relacionamento com clientes (CRM), passo muito tempo com a cabeça na nuvem. Além disso, profissionais de vários setores também estão com suas cabeças na nuvem. Como muitas novas tecnologias, a nuvem trouxe consigo uma série de disrupções na estratégia de negócios, nas operações e nas práticas de trabalho – que inviabilizam alguns negócios e possibilitam outros.

A computação em nuvem atualmente está firmemente enraizada em uma ampla variedade de setores, muito além daqueles que poderíamos chamar de “o setor de tecnologia”. Os setores de saúde, finanças, varejo, automotivo e muitos outros foram afetados pela computação em nuvem, mas muitas vantagens surgiram como consequência dessa disrupção.

As empresas superaram um ponto de inflexão, tornando-se confortáveis com a segurança dos serviços em nuvem e migrando suas operações para a nuvem em um ritmo cada vez mais rápido. Vemos as empresas utilizando plataformas modernas de computação em nuvem para criar aplicativos nativos em nuvem, sistemas operacionais e para projetar um desenvolvimento abrangente. Um número cada vez maior de empresas está explorando oportunidades para capturar os benefícios dessa tecnologia e gerar eficiência, eficácia e vantagens competitivas. A nuvem também permite que as empresas:

  • Reduzam custos gerenciando o hardware internamente, incluindo as despesas relacionadas a mão de obra, reparo de hardware, etc. Com a computação em nuvem, o servidor fica localizado remotamente, permitindo que você mantenha sua infraestrutura atualizada com menos despesas gerais (ovehead).
  • Melhorem a segurança e reduzam riscos, considerando a equipe dedicada da nuvem (24 horas por dia) que cuida dos sistemas e da sua segurança. Consequentemente, o risco de falhas, invasões de hackers e quebras diminui consideravelmente.
  • Ativem um atendimento e suporte centrados no cliente.
  • Possibilitem a produtividade dos funcionários em qualquer lugar.
  • Armazenem e acessem grandes quantidades de dados cada vez maiores.

 

Grandes mudanças impulsionadas pelo Big Data

Um fator da mudança para a nuvem é o Big Data. Em resumo, este é um dado que seria muito caro para armazenar, gerenciar ou analisar utilizando sistemas de banco de dados tradicionais. Os sistemas tradicionais são cada vez mais ineficientes em termos de custos em função das limitações de armazenamento de dados não estruturados (por ex., imagens, textos e vídeos), acomodação de dados de “alta velocidade” (em tempo real) ou crescimento para suportar volumes de dados muito grandes (na ordem de petabytes).

A análise de dados só gera mais valor quando você tem acesso a uma maior quantidade de dados, de maneira que as organizações cada vez mais consideram o Big Data um recurso valioso para revelar os insights de negócios mais profundos. Nos últimos anos, houve uma adoção generalizada de novas abordagens para gerenciar e processar o Big Data. O surgimento da “Internet das Coisas” (por exemplo, a rede global de bilhões de dispositivos e sensores interconectados) aumentou exponencialmente o volume de dados na forma de textos, vídeos, imagens e áudio.

A necessidade de processar essas grandes quantidades de dados de maneira menos dispendiosa e realmente rápida, e o desafio de dar sentido a essas informações (análises), são primordiais, particularmente conforme vemos todas as empresas se tornarem corporações de dados e tecnologia, independentemente do setor.

 

Além do “porquê” para o “como”

Conforme a computação em nuvem evoluiu para ser um dos desenvolvimentos tecnológicos mais importantes da nossa era, ela possibilitou inúmeros novos negócios e criou oportunidades incríveis para as grandes empresas inovarem como startups e recuperarem décadas de defasagem técnica. No entanto, mesmo que o “porquê” dessa transformação esteja claro (a computação em nuvem oferece acesso ao armazenamento, processamento e análise de dados em uma base mais escalável, flexível, econômica e até mesmo segura do que é possível obter com uma implementação no local), o “como” ainda representa um desafio para muitas pessoas.

Stephen Orban, da função de Estratégia Empresarial da AWS e autor do livro Ahead in the Cloud: Best Practices for Navigating the Future of Enterprise IT, afirma que aproveitar a nuvem ao máximo exige muito mais das empresas do que a mera mudança tecnológica.

“Uma empresa deve se transformar mudando sua cultura, mudando sua burocracia, mudando sua organização, mudando sua arquitetura técnica — e tornando-se ágil… [Isto não] é uma transformação que tem uma situação final finita. Trata-se de se tornar uma organização capaz de implementar a tecnologia rapidamente para atender às necessidades de negócios, independentemente de onde essa tecnologia venha”. ― Stephen Orban

Essa mentalidade e agilidade exigirão que as organizações fiquem de olho no futuro da nuvem, particularmente nas implementações híbridas e multinuvem. Vamos evoluir de falar sobre serviços de TI híbridos, multinuvem e gerenciados para como as nuvens se conectam e maximizam a maneira na qual as redes são utilizadas.

 

Combinando as nossas inteligências

Nossos clientes não são diferentes – eles estão migrando a infraestrutura antiga rapidamente para a nuvem e criando novas aplicações lá. A Thomson Reuters também está utilizando a nuvem, transferindo nossa infraestrutura para esse modelo, colocando conteúdo comercial na nuvem para atender nossos clientes no ambiente que eles escolheram construir.

Conforme a tecnologia e os dados continuam permeando os setores, há uma linha tênue entre o que é considerado uma empresa de tecnologia e tudo mais. Tecnologias como a inteligência artificial, aprendizado de máquina e nuvem são cada vez mais essenciais para impulsionar a produtividade e a eficiência. Assim como os nossos clientes, a Thomson Reuters está se transformando para ser mais flexível e ágil ao adotar mudanças, refletindo proativamente sobre como podemos usar a tecnologia para melhorar as necessidades e os fluxos de trabalho em evolução dos nossos clientes.

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